<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237</id><updated>2012-01-20T03:48:14.846-02:00</updated><category term='Leandro Durazzo'/><category term='Quatro Patacas'/><category term='Vinício dos Santos'/><category term='Arthur Malaspina'/><category term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Arquivo Literário: Quatro Patacas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>195</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1552333036509494517</id><published>2009-07-05T02:20:00.008-03:00</published><updated>2009-10-04T16:42:29.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quatro Patacas'/><title type='text'>Cerimônia Final</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senhoras e Senhores, como uma das quatro partes desse coletivo literário, sinto-me na obrigação de deixar aqui o registro de nosso fim. Algumas mudanças aconteceram durante esse tempo que passou, a vida nos deu cursos diferentes para seguir e eis que, mesmo tentando prosseguir com nosso sonho, pois como disse Lennon, certa vez, o sonho não acabou – e nunca acaba – chega a hora de, por hora, colocarmos um ponto final. Esse pequeno circulo que simboliza o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos aos nossos leitores por compartilhar seu tempo pela leitura de nossas ficções e também ao público que assistiu as três bem sucedidas apresentações cômicas da Produções Quatro Patacas realizadas no Anfiteatro da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp em Araraquara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, todo o acontecido nesse mais de um ano com os Quatro Patacas é uma sensação inexplicável, um sonho que se realiza. Para aqueles que nos assistiram no anfiteatro, saibam que nunca esqueceremos os aplausos que recebemos, de pé, ovacionados por nossas brincadeiras, trazendo um pouco de humor para um meio acadêmico e supostamente sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerramos nossas atividades com uma história curta mas bem sucedida, embora transbordando a sensação de que gostaríamos de fazer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira, abaixo, a lista de onde está cada pataca e um resumo de sua produção atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Arthur Malaspina:&lt;/span&gt; Formado em Letras pela Fcl – Unesp, em Araraquara, retornou a sua cidade, Bauru, onde está, atualmente trabalhando como professor. Mantém o blog &lt;a style="font-style: italic;" href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/" target="blank"&gt;Han Atirou Primeiro&lt;/a&gt;, desatualizado há muito tempo por sua ausência na internet. Também conectado no twitter no endereço &lt;a style="font-style: italic;" href="http://twitter.com/arthurskywalker" target="blank"&gt;@arthurskywalker&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Leandro Durazzo:&lt;/span&gt; Cursando Pós-Graduação em estudos literários em Recife. Ao lado de Thiago Augusto Corrêa fundou o blog literário &lt;a href="http://oscarasdoclube.blogspot.com/" target="blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clube Dos Corações Solitários do Sargento Pimenta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Nas próprias palavras de Leandro, originado dos defundos dos Quatro Patacas. Durazzo também está conectado no twitter, pelo &lt;a href="http://twitter.com/durazzo" target="blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;@durazzo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Natália Scartezini:&lt;/span&gt; Continua sua gradução em ciências sociais e como era nossa querida mascote nas apresentações, fez sua estréia e sua despedida nos palcos dos Patacas na Terceira Apresentação. Com grandes momentos cômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Thiago Augusto Corrêa:&lt;/span&gt; Ainda graduando em Letras, concentra-se suas energias no blog cultural &lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/" target="blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Que Dr. House Diria?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; realizando análises e críticas sobre filmes, séries, livros e peças teatrais. Ao lado de Leandro Durazzo mantém o blog literário &lt;a style="font-style: italic;" href="http://oscarasdoclube.blogspot.com/" target="blank"&gt;O Clube Dos Corações Solitários do Sargento Pimenta&lt;/a&gt;. Também conectado no twitter no endereço &lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.twitter.com/thaugusto" target="blank"&gt;@thaugusto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Vinício dos Santos:&lt;/span&gt; Formado em letras, pós graduando em estudos lingüísticos, realiza aulas de português e redação. Continua escrevendo sua trilogia de aventura e escreve resenhas cinematográficas em seu blog &lt;a href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/" target="blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Jardim Dos Gatos Teimosos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e fundou, recentemente, um blog futebolístico chamando &lt;a href="http://importanteeostrespontos.blogspot.com/" target="blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Importante é Os Três Pontos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Também presente no twitter no endereço &lt;a href="http://www.twitter.com/vinisan" target="blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;@vinisan&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, as belas páginas da história do grupo patacas se fecham, se não por definitivo, ao menos por um tempo longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente este escritor agradece a todos pela leitura e pelos risos em nossas apresentações. Pedindo que não deixem de acompanhar o blog individual de cada um, bem como, se for interessante, segui-los no Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso muito obrigado e que fechem as cortinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Excelsior,&lt;br /&gt;Thiago Augusto Corrêa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1552333036509494517?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1552333036509494517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1552333036509494517&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1552333036509494517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1552333036509494517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/07/cerimonia-final.html' title='Cerimônia Final'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-109712759806575936</id><published>2009-03-18T16:31:00.001-03:00</published><updated>2009-03-19T12:30:12.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Como é fácil, para um homem bonito&lt;br /&gt;e mentiroso,&lt;br /&gt;imprimir suas formas na cera de que&lt;br /&gt;são feitos os corações femininos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Shakespeare, Noite de Reis)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu seja bonito. Nem que eu seja eu, ademais – porque, afinal, sou um personagem. Um narrador. Uma voz semi-onisciente que tudo pode, enquanto não a pegam para Cristo. Depois de crucificado, nem mesmo Ele transformava água em vinho, e só conseguiu fazer milagre de novo depois de morrer bem morrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressuscitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio que como forma de ir e vir e recomeçar e de encontrar na mudança um ponto e vírgula, a pausa prosódica de que é feita a vida. Mas isso mostra o quão ruim eu sou, quão mal narrador: só falo nisso, só disso em isso e nunca mudo de assunto. São sempre &lt;em&gt;mots&lt;/em&gt; sobre girar o mundo, a rodar, de um ponto a outro. Sem parar nunca. Como se meus textos fossem todos escritos num texto só, e meus pontos finais não passassem de reticências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa prosódica, eu disse, pausa de pausa de prosa. Pausa de rota. Pausadamente escolher um lugar pra parar, um pouco, e tomar um ar, um fôlego. Pausa da mente pousada em algum ramo de cerejeira, sobre uma flor-de-lótus tal borboleta. &lt;em&gt;Ah, meu lindo passarinho, não viajes mais. Viagens terminam quando amor tem início, E até filho de homem sábio sabe disso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ‘stou apaixonado? Nada. Que minto? Menos. Que é isso, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-109712759806575936?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/109712759806575936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=109712759806575936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/109712759806575936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/109712759806575936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/03/como-e-facil-para-um-homem-bonito-e.html' title=''/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6243344300222022353</id><published>2009-03-16T06:03:00.002-03:00</published><updated>2009-03-16T06:05:34.010-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>... antagonias</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Então, permaneci. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Com o relógio em meu pulso esquerdo, para saber exatamente as horas em que tudo tinha se acabado, em que o médico declarou o fim. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Minotauro estava morto com vermes a lhe cobrir, como um manto. A galinha era a canja vendida no bar da esquina. Dos tiros só senti nos pés o que sobrou de seus projéteis.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E a sala inundada de sangue era de um poeta que havia cortado os pulsos. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Então, sentei. No meio das ruínas, sentei. No frio do apocalipse, sentei. Sem ninguém por perto, só o vazio que me possuía. O abismo que me olhava e que eu olhava de volta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo era nada. Ruídos e ruinas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6243344300222022353?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6243344300222022353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6243344300222022353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6243344300222022353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6243344300222022353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/03/antagonias.html' title='... antagonias'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1811444741918646618</id><published>2009-03-12T09:43:00.005-03:00</published><updated>2009-03-12T09:49:23.655-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"Vamos começar colocando um ponto final&lt;br /&gt;pelo menos já é um sinal&lt;br /&gt;de que tudo na vida tem fim" &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maybe. Estou perdido no tempo e no espaço. Atrasado. Virei à esquerda no labirinto do minotauro e saí na Cidade de Deus. Tinha uma galinha correndo em meio a tiroteio. Fernando Meirelles dirigia e tudo isso vinha com sanção de Santo Agostinho. Com Sansão não, que ele saiu pra cortar os cabelos. E Rimbaud, os pulsos - mesmo que não tenha sido&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;assim.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1811444741918646618?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1811444741918646618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1811444741918646618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1811444741918646618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1811444741918646618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/03/vamos-comecar-colocando-um-ponto-final.html' title=''/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-172647159288003185</id><published>2009-03-09T08:00:00.001-03:00</published><updated>2009-03-09T08:00:00.472-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>O Biógrafo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O biógrafo chegou na hora combinada, o céu estava pálido, encoberto de nuvens que enriqueceriam os relatos dessa tristeza. Eu estava sentado em minha poltrona preferida tomando café quando, de leve, bateu na porta. Com a voz moderada, o convidei para entrar e após um apertar de mãos, sentou-se na poltrona à minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou doente, mal consigo dormir e, devido a isso, tenho dores nas costas. Faço questão que anote em seus cadernos que o passado é o melhor de mim, sem sombra de dúvidas. Mas desde o início, esclareço que não fora a vida que me envelheceu. Mas sim a prisão de minhas engrenagens. Balas que nos atingem mas que não nos matam, apenas nos paralisam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz anotava em silêncio minhas frases. Ofereci uma xícara de café que ele negou. Então lhe perguntei que homem honrado nega uma xícara de café e, pensando novamente, ele pediu com muito açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a incapacidade de uma de minhas pernas, pedi que ele fosse até o lado direito do escritório e me trouxesse a coleção vermelha. Livros antigos de minha escrita. Percebo belas poesias, prosas e canções que escrevi. Hoje - e apontei minha escrivaninha - tudo que escrevo são cinzas, o que faço são espinhos, sem rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como comer damascos e não mais sentir seu sabor, plantar cenouras e não ganhar nenhum plantio para o almoço. Vejo minhas mãos, pensando se estão amaldiçoadas e se sou capaz de desfazer qualquer feitiço colocado sob elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha fala é longa e temo cansar meu biografo. Ele continua silencioso, mas é educado e cortes. Muitas vezes comenta meus fatos e parece, de verdade, compreender tudo que digo. Sugiro, então, que caminhemos pela casa, mas sua ajuda é necessária para minha locomoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa casa obtive tantas respostas certas e hoje não mais encontro a porta em que enxáguo os dentes. Me perco entre risos no escuro que me causam calafrios, não me fazem rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu caderno fechou-se. Ele parou de anotar perguntando-me se quero fazer uma pausa. Que pausa necessito em minha vida tão agitada, lhe pergunto. Talvez tenha ele visto emoção em meus olhos. Caminhar sempre me emocionou. Os pedaços dessa casa são como colchas de retalho repleta de memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia lá fora, meu tempo preferido, evocando em mim as memórias mais tristes. Falei de Manuela e Teresa, mas não derramei lágrima se quer, sou velho demais para demonstrar esse tipo de sentimento amoroso. Mas também lhe contei sobre meu amor por tempestades. Gosto de observar a destruição que alastra e limpa, reconstruindo e renascendo as cinzas que sobrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E volto a lembrar de mim, cinzas e espinhos, esperando a chance de não mais ser o que sou, renascer de sombras nunca vistas antes. Como Ícaro que sonhava ter asas e voar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-172647159288003185?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/172647159288003185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=172647159288003185&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/172647159288003185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/172647159288003185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/03/o-biografo.html' title='O Biógrafo'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7920677799364764837</id><published>2009-03-06T20:10:00.001-03:00</published><updated>2009-03-06T20:12:19.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Ode Noturna nº 1</title><content type='html'>Desacordado rumo trôpego até o local determinado,&lt;br /&gt;pensando carinhosamente no desacordo&lt;br /&gt;que temos entre nós.&lt;br /&gt;Acordado permaneceria imóvel&lt;br /&gt;como tenho feito sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei, chegaste, vínhamos nos encontrar&lt;br /&gt;no nosso desacordo, não despertos,&lt;br /&gt;sorridentes de um sorriso daqueles&lt;br /&gt;mais sombrios que a noite escura.&lt;br /&gt;Parti, partiste, fomos embora,&lt;br /&gt;eu de ti, tu de mim, tudo se restabeleceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tenho feito sempre,&lt;br /&gt;acordado permaneci imóvel,&lt;br /&gt;diante de ti, que passavas sonolenta,&lt;br /&gt;e num daqueles nossos desacordos,&lt;br /&gt;não me notavas,&lt;br /&gt;logo eu, teu velho parceiro de noites de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7920677799364764837?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7920677799364764837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7920677799364764837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7920677799364764837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7920677799364764837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/03/ode-noturna-n-1.html' title='Ode Noturna nº 1'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8840600183110600855</id><published>2009-03-02T08:00:00.001-03:00</published><updated>2009-03-02T08:00:00.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Águas Lamacentas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na chuva, medo e desespero se tornam maiores. Todos são iguais na lama, o crente e o desertor.&lt;br /&gt;A bala que acertou-me o braço era caso de vida ou morte. Por isso a roupa cortada diminuindo a circulação sanguínea e o canivete dentro de minhas carnes esperando a bala pular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estavam certos, sem dúvida. Não é o pecado da dor, da ferida exposta que mais machuca. O corpo se acostuma nos primeiros minutos e o frio da chuva ajudam a esquecer. É a bala na lama que não apaga as memórias. O homem que puxou o gatilho inesperado, a traição daquele que nem espera sua fronte estar de frente com o seu inimigo, para premer o gatilho com violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim fiquei, mas consciente. A vida insistia em passar por mim. A chuva queria sufocar-me com sua salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bala me encarava brilhando naquela noite escura, testemunha de minha queda, de meu julgamento. As pernas pareciam funcionar, apenas paralisadas pelo medo. Portanto, levantei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dois. Dois além de mim. Mortos pelo mesmo traidor, pelo mesmo gatilho. Eu poderia ajoelhar-me e fazer uma prece? Perguntar ao pai qual nossos pecados? Bobagem, Deus. Seu silêncio é mais enlouquecedor do que o sangue que escorre de minha chaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, caminhei. Algumas milhas até a chuva cessar. A terra fofa, águas lamacentas, nem santos nem pecadores, apenas um tiro eu precisaria. Uma misericórdia para o amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de meu pai. Nunca fazer com os outros o que fizeram com você. Um conselho tão distante que nem mais me lembrava de suas feições. Preso em tantos pensamentos, nessa hora morri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um zunido e meu peito saindo para fora. O regresso do mesmo traidor. Meus olhos cegos demais para reconhecê-lo. Minha boca muito seca para qualquer som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda lenta de meu corpo. Joelhos e face no chão. O gosto da lama dentro de mim. Os pés do traidor. O cano que tocou minha cabeça, meu sangue escorrendo com as águas, a última imagem que vi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8840600183110600855?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8840600183110600855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8840600183110600855&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8840600183110600855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8840600183110600855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/03/aguas-lamacentas.html' title='Águas Lamacentas'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2568729214446865046</id><published>2009-02-25T18:31:00.000-03:00</published><updated>2009-02-25T18:32:04.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>cinzas da guerra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu vou lá fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, dizendo isso, Cap levantou do chão atrás da mesa tombada, bombardeada por seja lá o que fosse aquilo. Sarge interveio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, Cap, fica parado. 'Tá um caos lá fora, o senhor viu. As esquinas foram tomadas, os suprimentos saqueados e nossa guarnição completamente devorada! Aqueles caras são uns animais. Aquela... aquela turba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que você quer que eu faça, ã? O que você quer? Que eu fique parado aqui, vendo meus meninos serem fuzilados pelas armas de última geração daquele porco nazista? É isso que você quer, Sarge, é?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, senhor, senhor! Claro que não, mas a iluminação da estrada acabou de ser cortada, e eles têm aquelas coisas verdes que brilham e vêem no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqueles desgraçados, estão rindo de nossa companhia, Sarge, estão rindo. Eu vou lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarge não teve tempo de impedir. Cap foi. Andou até o meio da encruzilhada, jogou sua espada de Conan no chão, largou a cerveja Nova Schin (1 real, gelada), agarrou um Batman pelo colarinho e, em voz alta, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, seus filhosdasputas, agora vocês vão ver quem é que tem a maior serpentina desse carnaval!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fez o Homem-Morcego comer confete até pelo nariz&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2568729214446865046?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2568729214446865046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2568729214446865046&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2568729214446865046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2568729214446865046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/cinzas-da-guerra.html' title='cinzas da guerra'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6625464283765705182</id><published>2009-02-23T20:00:00.001-03:00</published><updated>2009-02-24T04:54:12.975-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Decadência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os lençóis que cobrem os móveis dessa casa, indicam mais uma vez que chegamos ao fim. O pó que retorna, do pó onde começamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobertura branca do piano, parcialmente retirada por mim para iniciar as notas da Sonata Noturna de Beethoven. Contrapondo a sensação calma da canção com o feroz ambiente hostil em decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias de vidas contadas. Vidas que se tornaram rabiscos em calendários já perdidos. Tanta poeira sobre o assoalho, que a valsa de meus passos deixa um rastro indelével de que aqui alguém sobreviveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto, apenas uma agenda. Números riscados por não me atenderem ou serem meros enganos. Amigos são risos de piadas juvenis, levaram-me tudo, não me deixaram sequer temperança. Hoje, nada tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No peito, a jóia que carrego não mais brilha, enferrujada. No bolso as engrenagens do relógio param e, mesmo assim, não paro de beber. Celebro a vida, celebro a morte, brindo ao esquecimento, limpo as amarguras deixadas pelo pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panos sobre os móveis velhos, mortos caminhando sem destino, silêncio e decadência. Com dor me deito, com dor me levanto. Ave Maria, Divino Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto a vida nos vincos das mãos, conto as horas. Lembro-me do outrora, esqueço do futuro, pergunto meu destino ao pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vivemos, aqui morreremos. Aqui, onde viveu uma família. Hoje os panos enfeitam nossa festas e as notas da sonata terminam a cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6625464283765705182?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6625464283765705182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6625464283765705182&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6625464283765705182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6625464283765705182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/decadencia.html' title='Decadência'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-835084779081231549</id><published>2009-02-20T13:44:00.002-03:00</published><updated>2009-02-20T13:47:18.545-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"A mesma máscara negra que esconde o teu rosto, eu quero matar a saudade."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Zé Keti&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Permaneci calado, na tristeza do samba, calado, na cadência do samba, calado, a lágrima sob os cílios, calado. Permaneci atento, sob escombros, atento a tudo que acontecia ao meu redor. Os segundos passaram, e o suor, acre, se desprendeu dos corpos, e eu permaneci atento. Em silêncio observando. E nada acontecia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O teu gosto, junto ao sabor do alcool, era doce. O teu sabor era meu prato principal. É só o que me lembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A música era alta e meus sentidos, afetados pelo alcool, eram ambíguos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Memorizava palavras, imagens, formando o texto dentro da cabeça, enquanto pessoas que não conheço se agarravam e trocavam seus suores. Fingia não olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A alegria era densa, mas não me invadia. A tristeza, aparentemente inexistente, era senhora soberana. A música alta não me corrompeu. Sofri calado, permaneci calado, como um palhaço, alegrando os outros ao meu redor, que apontavam para mim e riam. Permaneci calado no ritmo dos tambores e tamborins, apenas arranhando meu peito com um gemido de cuíca. Permaneci calado, exposto e ileso, ileso mas triste, o ponto solitário no mar de alegria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-835084779081231549?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/835084779081231549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=835084779081231549&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/835084779081231549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/835084779081231549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/carnaval.html' title='Carnaval'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2534640372305924191</id><published>2009-02-18T15:40:00.001-03:00</published><updated>2009-02-18T15:40:45.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>requisição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Venho, por meio desta, requerer graduação final em Técnicas de Manejo sustentável na biosfera lunar, disciplina componente do Curso de manutenção extraterreno e herborismo espacial, ministrado na Estação Interplanar Lua Nova V, Quadrante Alfa Rábio...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho requerer... requerer... venho querer de novo algo que já quis, e quero agora novamente, querer de novo mais outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não gosto de coisas de novo, eu gosto é de coisas novas. Então escrevo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Venho, por meio desta, solicitar graduação final em Técnicas de Manejos Sustentável...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... solicitar, solicitar, solicitar é dizer sozinho. É estar sozinho. Solicitar é não requerer, é não redesejar, é cair de novo no mundo novo e sem nada assim. Nem ninguém. Só, enfim, comigo mesmo&lt;br /&gt;o que, felizmente, me dá a chance de conhecer tudo novo, todo o novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2534640372305924191?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2534640372305924191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2534640372305924191&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2534640372305924191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2534640372305924191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/requisicao.html' title='requisição'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-911804499448338965</id><published>2009-02-16T23:09:00.004-03:00</published><updated>2009-02-17T01:55:12.447-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Folha em branco, 23h.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tarde toda passei olhando essa folha em branco, ela a me olhar de volta. Fiz rabiscos de desenhos, ameacei uma dobradura, mas linha sequer saiu de meus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti tontura, tomei remédios, caminhei pela casa até a janela a procura de ar puro, mas tudo estava igual. A mesma rua de paralelepípedo, as mesmas casas destruídas pelo tempo ao meu redor. Nada de novo em meu fronte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou agora um escritor mudo pelas palavras, estagnado pelo tempo. Não há mais histórias nas notas de meus argumentos, não há sentimentos que penetrem em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vivo estou pelo sangue que pulsa em minhas veias, qual veracidade tem essa afirmação quando o sol desce e a brancura do papel me encara, se impondo em minha frente, julgando-me por não possuí-la com meu lápis e minha escrita febril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou morto pelos meus criadores, falecido para a classe dos artistas. Homem comum me tornei, com emprego fixo, relatórios mensais e dores nas costas. Restaram-me misérias e retratos antigos, tudo que disse a mim mesmo que nunca iria possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi minha amargura, meu cortes profundos abrindo as veias das Américas. Virei as costas para Deus e ele deu as costas para mim, sem nenhum calvário. Tudo que fiz foi apenas negar e hoje tudo o que me dizem é não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta que sinto é de cuspir fel, deixando que o veneno escorra em minhas orações. A falta que sinto são dos olhos vermelhos românticos em noites mal dormidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta que sinto é de ser rei. Belo, tolo e libertinamente miserável. A falta que sinto é de mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-911804499448338965?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/911804499448338965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=911804499448338965&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/911804499448338965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/911804499448338965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/folha-em-branco-23h.html' title='Folha em branco, 23h.'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3271829175797324698</id><published>2009-02-11T17:11:00.001-02:00</published><updated>2009-02-13T17:21:43.855-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>piada mortal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabem o que disse aquele ladrão de estrada psicótico e irônico feito um filhodaputa, quando viu o acidentado esparramado pelo chão, com os braços quebrados e o crânio aberto na estrada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mãos ao alto, isso é um asfalto!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3271829175797324698?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3271829175797324698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3271829175797324698&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3271829175797324698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3271829175797324698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/piada-mortal.html' title='piada mortal'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2629885141584352494</id><published>2009-02-09T00:10:00.000-02:00</published><updated>2009-02-09T00:10:00.662-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Aforismo</title><content type='html'>Pergunte a um homem quais são seus motivos para ficar vivo e as respostas fluirão rapidamente de sua boca. Pergunte o que lhe paralisa, que em silêncio ele ficará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2629885141584352494?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2629885141584352494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2629885141584352494&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2629885141584352494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2629885141584352494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/aforismo.html' title='Aforismo'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1670625356757758566</id><published>2009-02-06T00:30:00.000-02:00</published><updated>2009-02-06T00:30:00.784-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Agulhas (Cena III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[na sala]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Homem e Mulher em cantos opostos, Homem a esquerda, perto da janela, Mulher a direita, perto da porta da cozinha.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM (aparte) – Ela me despertou cedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como se meu sono fosse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um nada desimportante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER (aparte) – Ele me olha como se eu emanasse dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Será que é tão difícil assim entender?     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(dirigindo-se ao marido)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Você não poderia levar o lixo para fora, por favor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM (rispidamente) – Com prazer! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[se dirige à cozinha e entra]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER (aparte) – Trata-me como trataria uma qualquer!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse mesmo ventre que outrora ele beijou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Homem sai com o lixo e se dirige para fora do apartamento. Sai.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Não tenho que agüentar isso. Não tenho mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nenhuma paciência com quem não entende&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Que esta dor que lhe corrói é minha também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Sai da onde está e se senta em uma cadeira na beira da mesa de jantar, no meio do palco, e fica alguns segundos em silêncio.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Levanta-se e entra na cozinha, deixando o palco vazio.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER (apenas a voz) – Se um chá pudesse acalmar a alma como meus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nervos acalma, então quão feliz eu seria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Novamente silêncio.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Apressada a Mulher entra na sala e arruma a mesa, põe a toalha, uma esteira, e apenas uma xícara com pires. Sai novamente.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER (apenas a voz) – Um bom chá pode tudo curar. A mim não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Retorna segurando um bule com as duas mãos protegidas por um pano. Coloca o bule na mesa e senta-se novamente na cadeira. Enche a xícara e dá um gole no chá. Respira aliviada e coloca a xícara no pires.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Homem retorna]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Precisava de tanto tempo para tirar o lixo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Precisava de tanto tempo para parar e pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – E sobre o que pensaste?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Sobre nós. Sabe, talvez eu não esteja agindo com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Sem dúvida que não, ou achas mesmo que posso ter culpa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Não... mas na minha fraqueza talvez tenhas toda a culpa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Achas justo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Não. Não acho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Silêncio profundo por alguns instantes.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Mas acho que chegou a hora de nos reconstruirmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Eu diria que esta hora já chegou a muito. Mas que seja. Melhor deixarmos as pontas soltas amarradas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Não te culpo de nada se não de ter sido mãe e como tal esperançosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Não te culpo de nada, se não de não ter sido homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Homem desvia o olhar por um instante.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Queria chá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Pois se sirva!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Mas só tem uma xícara, a sua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Talvez possamos dividir a xícara, como outrora dividíamos a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Assim, sem ressentimentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Não. Repletos de ressentimentos. Mas essas coisas se curam apenas com o tempo e a disposição de se curar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – Aceito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MULHER – Diga então o que deves dizer, meu nome, qual é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;HOMEM – É Ana, de que lado for lido,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não importa qual, é Ana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ANA – Chamo-me Ana, assim como és Marcelo. Tolo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Perdeste uma parte e queres perder o dobro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MARCELO – Sei o que perdi, e sofro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não quero aumentar mais nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Pega a xícara e bebe um gole.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MARCELO – Está frio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ANA – E o que não está?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Saí para a cozinha levando o bule. Marcelo fica só em cena e se senta na cadeira no centro do palco.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MARCELO – Eu sou mais frio do que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Possa me lembrar que um dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tenha sido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.....................&lt;/span&gt;Quem se importa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[Bebe o restante do chá, se levanta e levando a xícara entra na cozinha]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia a &lt;a href="http://quatropatacas.blogspot.com/2008/04/agulhas-cena-i.html"&gt;Cena I&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://quatropatacas.blogspot.com/2008/11/agulhas-cena-ii.html"&gt;Cena II&lt;/a&gt; clicando sobre os links.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1670625356757758566?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1670625356757758566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1670625356757758566&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1670625356757758566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1670625356757758566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/agulhas-cena-iii.html' title='Agulhas (Cena III)'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1488090841658949000</id><published>2009-02-04T00:05:00.001-02:00</published><updated>2009-02-13T17:13:20.605-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>noites brancas</title><content type='html'>Na lata do poeta tudo nada cabe. Diabos, sabe?, diabos. Qual caminho leva à perfeição, Senhor, qual o leva a ela, besta, qual me leva, qual que queda? &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O que faço para tê-la? Pra me ter, sabe?, pra meter é fácil, já falei a ela: abre essas pernas!, ou nem isso precisa, e todo mundo sabe. De perna fechada vai muito bem, também, só depende de onde tu se posiciona – às vezes a coluna dói um&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;pouco, dependendo da aparência de algorismo alfanumérico que o corpo dela apresenta. Tenta um W, pra tu ver, tenta...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Rimas pobres, rimas pobres, rimas pó em noites brancas. “Sua anta!”, diz a dona do albergue, “abre logo essa tampa da privada e vomita direito, infeliz!, olha o que tu fez, olha o que tu fez, tinha limpado na quartafeira, essa merda”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Hoje é domingo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Porta escancarada, porta aberta, porta quebrada que não tranca mais. Buraco, pif-paf, poker ou gamão. Ca-ra-lho!, difícil sair andando quando se está parado. É difícil sim, não deixem que eu vos engane, deixem não. Sair é fácil, se ir é fácil, sumir é fácil, e andar e andar e andar é fácil pra caralho, sim, mas o primeiro passo é um diabo dos infernos. Às vezes beira ao impossível.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas isso é besteira da minha cabeça, e quando lerem tais linhas estarei na derradeira partida desse momento, dessa semana, sei lá, dessa buceta. Não que eu me mate, nem que eu morra, muito até pelo contrário, porque morrer é difícil pra caralho e todo mundo sabe disso, embora os jornais teimem em confundir nossas cabeças dinossauro. Morrer é difícil, é difícil, veja só: quantos que tu conhecem morreram?, quantos? E quantos ainda vivem? O fato de pessoas mortas não poderem voltar à vida é o que fode toda a estatística, porque acaba ficando maior, mas não é que se morra muito, é que se vive pouco...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E jus-ta-mente por isso eu vou, eu saio, eu corro e sumo, justamente por isso, mesmo com susto tremeliques ou palpitações pré-embarque. Porque se não for no tranco, se não for no baque, eu não saio do lugar e morro antes de chegar até ali.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1488090841658949000?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1488090841658949000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1488090841658949000&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1488090841658949000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1488090841658949000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/noites-brancas.html' title='noites brancas'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-4713723236779392869</id><published>2009-02-02T00:10:00.002-02:00</published><updated>2009-02-02T00:10:05.942-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Dias Negros</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A luz que incide sobre este corpo não aquece sua pele fria. São dias negros no seio dessa família.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Flores, capsulas de remédio e balas espalhadas por todo o salão. Não sabem há quanto tempo lá esteve, se morreu de fome, frio, tristeza, ou perdeu os miolos comido pelos ratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus restos mortais agarram uma foto, dando a impressão de que os homens impressos na velha fotografia foram de grande importância para esse que se foi. O cheiro fétido ainda sutil atraí insetos e outros pequenos canibais que o devoram como um banquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada hora contada no relógio faz sua massa escorrer pelo chão. O restante de sua pele já escura fica mais emborrachada, escorregadia. Alguém irá descobri-lo dias depois. Ou um vizinho notando ausência de movimento ou uma camareira a arrumar os quartos, o inusitado. Ou ainda ninguém, morrendo eternamente assim, em uma gigantesca sepultura que seria roída anos após anos, junto com seus espólios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cegos que souberam melhor lhe dizer o caminho onde chegou. Não sabemos - ainda - a causa de sua morte. Mas pouco importava seus sonhos, sua identidade, o lado preferido para dobrar o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão daquela sala, com as cortinas pesadas deixando-o na penumbra, apenas com uma luz sobre ele, devido a um rasgo fino no pano, o que mais me intrigava, brotando em mim o incomodo e a tristeza é que ele era apenas um corpo, sem identificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um esqueleto apodrecido pelo tempo, sorrindo sem parar, com capsulas, balas e flores mortas ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;Bauru, Sexta Feira, 16 de Janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-4713723236779392869?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/4713723236779392869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=4713723236779392869&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4713723236779392869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4713723236779392869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/02/dias-negros.html' title='Dias Negros'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8082297515544155067</id><published>2009-01-30T01:08:00.002-02:00</published><updated>2009-01-30T01:22:15.458-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Trova</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém um dia me disse, pra que eu não me sentisse inútil por completo, que decerto eu era alguma coisa. Essa coisa que eu era, não muito clara, não muito certa, não mostrou-se tão correta quanto possa parecer. Se um dia, nesse dia, alguém qualquer dissesse que eu me fosse, talvez eu agradeceria e talvez até iria, onde quer que você fosse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nesse entreato da minha vida, você foi percebida de fato. E nesse momento exato, você se adentrou bem profunda na parede mais profunda do abismo em que me acho.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o que lhe disse, e ela, tão bela, olhou-me de esguelha e com ares de faceira um sorriso permitiu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sorrindo então a mim se dirigiu e com todo amor me pediu que pra sempre eu lhe amasse, pois pra sempre me amaria, e beijou a minha face, e a dela eu beijaria, se não fosse um disparate uma dama assim tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deixou-me, tão etérea, que flutuava no ar, como um fantasma a voar na noite mais sombria. E eu permanecia, na minha pobre miséria, sofrendo de um amor palpável, tão cruel quanto adorável, de uma mulher tão amável que meu amor todo tomou. E por fim, assim completamente me transformou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8082297515544155067?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8082297515544155067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8082297515544155067&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8082297515544155067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8082297515544155067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/trova.html' title='Trova'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1300580812891768429</id><published>2009-01-28T00:01:00.000-02:00</published><updated>2009-01-28T00:01:01.056-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>no tempo de eu menino</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Quando eles descobriram a pólvora, a morte ainda era de brincadeira. E de brincadeira se manteve até aquele momento – e por momentos mais além – em que o menino e seu primo percorriam as ruas da velha cidade. Durante o festim da carne, alheios a tudo, sem aval para festejar sob a bênção de todos os deuses humanos, os meninos corriam, apenas. As pernas avançando o mais que podiam, comendo espaço e chão, paralelepípedos e barro centenários – que só não eram milenares por falta de tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Aquela pedra aquela terra e a corrida sobre elas era tudo que existia desde sempre. Ao fundo, os sons do carnaval escondido, esquecido em algum canto. Ao chão, as manchas negras reluzentes de lua-cheia que passavam rápidas como a hora de dormir. Nas mãos, armas – de brinquedo, claramente, com espoletas vermelhas redondas a equipar a guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Guerra de meninos. Que sorriam ao atirar um contra o outro, esquivando-se e pulando sobre poças clareadas pelas luzes amarelas das desertas ruas de beira-mar. Num prédio branco e azul colonial pararam. O primo subiu, correndo, as escadas secretas da igreja que faria sombra sobre o hotel, se aquilo fosse dia. Mas era noite, e o menino pequeno sentou sobre o degrau - que parecia um sofá, tal o conforto que sentia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Trocou o cartucho, pólvora nova no cano velho e fumegado. Fechou o tambor e olhou pro céu, ouviu o mar e tocou com os pés descalços de menino aquela terra ao seu redor. Fogo! O primo apareceu num lampejo momentâneo, sacudindo a arma como quem reclama da maldade de um objeto que falha no momento mais urgente. Tiro, grito, riso, numa sucessão de motivos que fez o menino se erguer sobre o degrau. Com sua arma ainda carregada – um tiro só não era suficiente para acabar com tudo – o pequeno olhou novamente para o alto da igreja, para a janela. Seu primo estava ali, não estava? Estava, ele sabia, tinha visto e atirado. Ele sabia, mas não era capaz de ver mais nada além da velha igreja no escuro da noite. O primo não aparecia mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Correu, com passos mais velozes que os de toda a noite. Subiu as escadas secretas e chegou a seu destino. Nada do primo. A arma em sua mão parecia mais pesada, quente e viva. Viva. Olhou para o tambor, que sorriu. Sorriu também, o menino, e subiu aos sinos que guardavam o velho Tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;De lá enxergou o primo acima, u’a obra-prima de claridade e alma penada. Nu, o menino resolveu voar. Era carnaval, lá embaixo, era Saturnália. Dois meninos voando até a lua não devia ser estranho. E voaram.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Um menino morto, sonho rebrilhante, e um menino nu. Morte e fantasia voando sobre os velhos telhados da cidade acesa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1300580812891768429?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1300580812891768429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1300580812891768429&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1300580812891768429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1300580812891768429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/no-tempo-de-eu-menino.html' title='no tempo de eu menino'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-845964579387105027</id><published>2009-01-26T00:10:00.001-02:00</published><updated>2009-02-20T10:34:01.558-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Filhos do Brasil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a primeira edição do Big Brother Brasil terminava na televisão, Dona Clementina, grávida de seis meses, mãe de duas filhas, tinha o nome perfeito para seu primeiro menino: Bródi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As filhas ficaram felizes com o nome bonito, de programa de televisão. Se dependesse disso, era bem provável que, no futuro, ele ficasse famoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três meses depois, quando o garoto se despedia do ventre da mãe, Dr. Olavo, o médico que fez o parto, lhe dava parabéns pelo belo neném que nascera com saúde. “Dona Clementina, parabéns! É um menino lindo e saudável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tomar o menino pela primeira vez em seus braços, uma doce sensação a tocou, tão feliz que estava com mais um sorriso na família. Mal pôde ouvir quando o médico perguntara se a criança já tinha nome. Sorrindo, lhe disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem sim, dotô. Escolhi um nome bem bonito, nome de americano. Seu nome vai ser Bródi. Igual o programa Big Bródi Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana em que chegou em casa, o menino já ganhara um apelido: BBB. Nascido da imaginação do pai, Seu Geraldo, que fizera uma brincadeira com as iniciais do programa, BeBê Bródi, aludindo à tão conhecida sigla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem se passara uma semana após o fim do primeiro programa e a família sentia uma falta de assistir à vida alheia. Mas havia um bom motivo para ficarem felizes: tinham seu Bródi próprio. E riram, gritaram pela sala quando a emissora anunciou mais uma edição do BBB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os comerciais passavam na tevê, a família levava o garoto para perto dela, como se fosse possível, em sua pequeneza, entender o que se passava naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino cresceu junto ao programa. Dona Clementina passava ansiosa todo o resto do ano, aguardando uma nova edição e o aniversário do filho. Quando chegava a noite, ela o ninava com alguns versos da música de abertura, em um ritmo mais calmo e doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bródi dormia sempre antes do programa, crianças têm de dormir cedo, ela dizia. Mas, na verdade, só o ninava ainda na novela para não perder nenhum segundo da sua atração favorita. Nos intervalos, a mãe ia até o quarto observá-lo. Dizia ao marido que iria dar uma “espiadinha básica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o neném aprontava, todos caíam aos risos, dizendo que ele queria ir pro paredão. E lhe ensinaram desde cedo que o paredão era ruim, o melhor era ser bem comportado e assim “se manter na casa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, começou a balbuciar as primeiras sílabas, bê bê bê. A primeira palavra que aprendeu foi “líder”, seguida de “anjo”, na semana seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje Dona Clementina não viu o programa. Está no enterro de seu filho, morto aos 7 anos de idade por um carro em alta velocidade na noite de 20 de Fevereiro de 2007, uma terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe assistia ao programa quando ouviu um baque estridente vindo de alguma rua perto da sua, sem suspeitar o motivo de tanto barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os amigos vieram desesperados avisar do acidente, o menino já não estava vivo, mas continuava estirado no chão aguardando uma ambulância que não poderia fazer nada por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Clementina derramava sua tristeza. O povo, aos poucos, foi se juntando em um círculo para observar a cena. Alguns olhavam por cima do ombro de outros, tentando uma espiadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdera seu único filho homem, seu Bródi. Tão novo, tão inocente, tão menininho ainda. Dona Clementina, entre tantas lágrimas e soluços, a olhar para toda aquela gente, disse a única frase que passou por seus lábios naquela hora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pobre do meu filho, cedo demais para ser eliminado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-845964579387105027?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/845964579387105027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=845964579387105027&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/845964579387105027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/845964579387105027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/filhos-do-brasil.html' title='Filhos do Brasil'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7816771237788388335</id><published>2009-01-23T13:23:00.002-02:00</published><updated>2009-01-23T14:15:04.886-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>A Filha do Morto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um lugarejo deveria ser, dicionariamente falando, um lugar pequeno, porém um lugarejo é muito mais que um simples lugar pequeno, é dentro de si mesmo um universo tão grande quanto a maior cidade, e muito menos estereotipado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente em um lugarejo que se procedem os mais diferentes acontecimentos, que como são comuns a população local, o mundo exterior(que mundo?) não vem nunca a saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior contato que o lugarejo tem com o mundo é no máximo um sobrinho ou primo distante que se infiltra uma vez lá por curiosidade e não volta nunca mais(mais por falta de aceitação que por estranhamento diga-se), ou um neto que todas a férias passa com os avôs e por isso não é estranho, e sim parte do ciclo natural do lugar. Estranho mesmo é quando esse neto cresce, e vai fazer faculdade(faculdade?) ou então perde o interesse e não volta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existia em algum ponto do mapa um lugarzinho muito inho mesmo, que nem bem me lembro o nome, aonde as coisas eram assim dessa maneira, cíclicas. Toda vez, tudo se dava sempre tão igual, que até a morte era algo diferente, nunca se morria alguém, e quando isso se dava, com certeza era alguém velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia nesse lugar um homem, chamado Antônio, um nome simples em um lugar simples. Há anos atrás, esse Antônio, deu assunto pra anos no pequeno lugarejo(pequeno?).Acontece que ele era casado, normal, extremamente normal, não fosse pela filha, a difícil e difícil filha. Antônio tinha uma filha com o nome Elisa, simples, mais não tão simples para um lugar tão simples, disseram depois inclusive que o nome “incomum” foi a causa da filha tão pouco comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema do caso vejam bem, era que Elisa gostava de homens, normal, muito normal, não fosse ela mostrar que gostava deles. Nunca uma jovem poderia ferir tão fundo uma sociedade, não fosse essa sociedade a sociedade de um lugarejo, e não fosse essa menina uma menina de nome e habito tão estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisa, que me lembro eu dela? Quase nada posso dizer, porém o pouco que me lembro está associado, com o cinema, o caminhão e o enterro. Elisa costumava ir ao cinema com seus “namorados”, e sempre chocava as velhinhas religiosas, com sua, digamos falta de religião. O caminhão foi o fim de tudo, mais depois foi o meio, bem foi algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que chocava a sociedade(sei lá se pode-se chamar de sociedade menos de mil pessoas), era a atitude desatenta do seu pai(de Elisa, não da sociedade, se bem que é meio obvio). Porém não era e nunca foi desatenção, ele sempre soube de tudo, mas talvez preguiça seja melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia Elisa que era amor, seu pai(o de Elisa, não o do digníssimo leitor, mais obviedades) a amava, e talvez fosse isso mesmo, mas prefiro não opinar. Quebrando a promessa, eu realmente acho que era um misto de preguiça e desatenção e amor, assim está bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso foi que a crise chegou a tal ponto de ninguém mais olhar a cara de Elisa(só a cara, já que ela era bem bonitinha), e nem do pai. Esqueçamos a mãe, pois ela era tão insignificante, que eu nem me lembro dela, mais acho que era um tipo de Sibyl Vane, muito bonita, muito vazia e muito suicida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisa não agüentava mais a pressão, se bem que muitos dizem que quem não agüentava mais era o pai, bom depende muito da fonte. O caso é que o caso chegou no limite e Elisa fugiu do lugarejo pegando carona em um caminhão. Dizem que o pai não esboçou reação, porém divergem no porquê. Alguns acham que ele a ajudou a fugir, e outros(a maioria) que ele simplesmente gostou de se ver livre da filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, ele voltou a ser bem visto pela sociedade(de novo a duvida), e aumentou um pouco mais seus bens, que não eram poucos se vocês me entendem. Porém, sem mais devaneios, o que interessa, é que ele morreu, ta certo que todo mundo um dia morre, mais não é o velório de todo mundo que causa furor. Bom, talvez vocês se perguntem, do que ele morreu, e eu digo para continuem se perguntando, porque não faz diferença na narrativa. O que importa mesmo é que ele morreu, e que morreu um tanto novo, e que no dia 29 de março, ou abril não sei ao certo, foi realizado seu velório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No famoso dia do velório, Sibyl, não que ela se chamasse assim, mas só que é como me lembro, o nome deve ser Maria ou Ana, bem, Sibyl ficou o tempo todo do lado do caixão sem esboçar reação. Dizem alguns que ela queria se certificar que ele não iria levantar do caixão, mas isso realmente não faz diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acontecimento mesmo foi quando Elisa apareceu no meio do velório e se ajoelhou chorando em bicas ao lado do corpo do pai. Até as carolas se emocionaram, foi lindo, elas reconheceram Elisa de novo na sociedade, e logo depois ela voltou a morar na grande casa junto com a mãe, ela ficou uma semana de luto dizem os vizinhos(alguns) que ela chorava muito alto à noite, esgoelava mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso foi no fim do prazo de sete dias, quando chegaram dois advogados de fora da cidade com o testamento do morto. Heresia, e as carolas negaram que tivessem tido qualquer ligação com Antônio. Depois de alguns acertos, na presença da família e de alguns amigos foi aberto o testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento deixava uma pequena casa para Sibyl e todo o resto para a Igreja, Elisa só ficou com o álbum de fotos da família. As carolas reconheceram o morto como parte importantíssima da sociedade, deve ter sido o único morto a fazer parte da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a uns dois dias Elisa sumiu, dizem uns que ela só tinha vindo para o velório, o enterro e o período de luto(curtíssimo para o padrão da cidade diga-se). Alguns outros, dizem que ela tinha vindo pelo testamento e depois da decepção foi embora, tem alias até quem jure que viu ela na beira da estrada queimando o álbum de retratos e pegando carona em um caminhão, mas fora o que foi dito sobre o velório o resto, são só boatos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este foi o primeiro conto que escrevi, acho que o resultado foi bem bom, o que me levou a continuar escrevendo... publiquei agora, porque estou mudando de casa e não consegui tempo pra escrever nada, mas sexta que vem posto algo novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7816771237788388335?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7816771237788388335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7816771237788388335&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7816771237788388335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7816771237788388335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/filha-do-morto.html' title='A Filha do Morto'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8043866473040079701</id><published>2009-01-21T00:19:00.000-02:00</published><updated>2009-01-21T00:19:45.459-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>a melhor parte de teu ser</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: right; font-style: italic;" align="right"&gt;Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: right; font-style: italic;" align="right"&gt;E por que está descaído o teu semblante?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: right;" align="right"&gt;(Gênese, 4:6)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Note: meu senhor foi morto. Morto está, agora, meu pastor. A quem seguirei? Ninguém? Há de meu pêlo negro degarrar-se do rebanho?, há de se molhar num banho acre de águas sujas? Longe das mudas verdes de pés-de-alface? Inda não foi tempo de “dar a outra face”, e Abel morreu de vez.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Abel morreu pelas mãos de seu irmão, Caim, o que arou a terra e plantou sementes. Abel, o pastor, o que caçava corças entre o mato. Caim, do arado, da foice, Caim das plantações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Há no semblante de um homem que cultiva, há no semblante uma raiva incontida, tristeza, há emoções que afloram, feito flores de jardins. Porque a terra permite a calma, o ciclo, porque a terra e a lua e o sol nutrem a vida plantada no chão, o homem que cultiva não cultiva a paz dos atos. Não cultiva a calma da ação, não entende a alma dos irmãos do mato.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Vê, por exemplo, Caim; com o semblante descaído, com a fúria incontida e a ferramenta afiada, feriu o irmão de morte. Caim, que conta com a passagem das noites, das luas, e o povo de Caim, que cultua a terra e cava o chão, dançam animadamente em torno do fogo, bebem e transam, em todo ritual de louvação. Quem cultiva o solo, quem prepara a casa, tem o tempo de esperar, e espera. E, esperando, celebra. Há movimento externo nas feições de agricultores, porque sua alma é calma feito ovelha mansa. Sua alma é calma e paciente, acompanhando as novas e nascentes estações.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Abel, já ido, era o do semblante mais bonito desta Terra. Abel da caça, do pastoreio, Abel da busca pelo momento certo do bote. Abel não pode – ou não podia – se dar ao luxo de olhar a lua e mexer o corpo, em ritmo de rumba, macumba ou outra coisa qualquer, assim. Abel lidava com animais, e trás deles ia correr. Por isso Abel sabia que se mexer nem sempre é o que precisa. Esperar, em certas horas, é o que a caça não aguarda, é o que não a espanta pra fora do alcance d’arma.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;O povo de Abel, caçador, tem em seu interior toda a agitação do universo, toda a emoção que o Verbo criou nesse mundo. O povo de Abel é o das mudanças, das caças, andanças, das aventuras. É o povo que mantém um semblante de calma, tranquila sabedoria, de faces alvas e feições estanques.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;É que, dentro de Abel, corria sangue.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: center;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8043866473040079701?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8043866473040079701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8043866473040079701&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8043866473040079701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8043866473040079701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/melhor-parte-de-teu-ser.html' title='a melhor parte de teu ser'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-379414278294221459</id><published>2009-01-19T10:01:00.002-02:00</published><updated>2009-01-21T00:17:29.913-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Amargura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os tempos mudaram, tudo está diferente. Nessa casa não há mais orações e velas acesas. Minhas mãos estão atadas, presas na mesma cruz de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto a amargura em sua voz, a cada dia, como um veneno que bebe solitária, escondida. Fechando-se em cada lágrima oculta a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ela atravessa a rua, os que a amavam agora falam por suas costas. Mas se suas pernas são fatigadas pelo peso massacrante da idade, seus ouvidos ainda são atentos, como os de um felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo ferida, ela não para, continua seu caminho: a sacola de compras do mercado, passos em falso pela artrite, pulsos ainda firmes. Chora trancada no quarto com as luzes apagadas quando sabe que estou dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jantares estão cada vez mais opacos. Comer não tem mais sabor pelo rancor em seu rosto. Mamãe foi esquecida e isso a machuca. Tracejando a mágoa em seu rosto, as rugas sugando-lhe a beleza. Beleza ainda viva em retratos em preto-e-branco presos nas paredes frias dessa casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só, assim estou, vivo assim. Sou o reflexo de seu martírio, o fruto de sua carne e ventre. Em sua morte, serei o responsável por continuar sua sina, sofrer em silêncio. Minha vez de me recolher em luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, aos poucos, o silêncio mórbido me abraça. E hoje mesmo, cedo, ao fazer minha barba, não sei quanto tempo perdi olhando meu rosto. Percebendo cada reentrância precoce que meu reflexo começava a esboçar. Estou perdido, o tempo corroendo-me por dentro e por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterrei muito de meus mortos e sei que muitos outros devo deixar para trás. E, assim como ela, aos poucos, me esquecerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espelhos não mais verão meu rosto em fuga, os amigos lá fora falaram de meu rosto arruinado. E tudo que eu serei, um dia, serão apenas cinzas, ruínas. O legado de amargura deixado há séculos pela família que vive em meu sangue.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-379414278294221459?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/379414278294221459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=379414278294221459&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/379414278294221459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/379414278294221459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/amargura.html' title='Amargura'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6905266548767914762</id><published>2009-01-17T22:21:00.003-02:00</published><updated>2009-01-17T22:28:53.033-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quatro Patacas'/><title type='text'>Informe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aos nossos leitores, pedimos um pequeno minuto de sua atenção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de agora a publicação de texto do Quatro Patacas ocorrerá da seguinte forma: textos publicados de segunda a sexta, com intervalo de dois dias cada, e os finais de semana livres para leitura daqueles que não conseguem acompanhar todos os textos durante a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, cada pataca agora possui um dia fixo para postar. São eles:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Segunda - Feira:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Thiago Augusto Corrêa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Quarta - Feira:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Leandro Durazzo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Sexta - Feira:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Arthur Malaspina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6905266548767914762?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6905266548767914762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6905266548767914762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6905266548767914762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6905266548767914762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/informe.html' title='Informe'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3220415247868816385</id><published>2009-01-17T13:38:00.010-02:00</published><updated>2009-01-17T19:09:09.857-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quatro Patacas'/><title type='text'>Patacas Depois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Se quem parte não leva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nem o sol, nem as trevas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E quem fica não se esquece&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Tudo o que sonhou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Cartão Postal - Rita Lee e Paulo Coelho)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Ainda que os palcos se fechassem, as bilheterias esgotassem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o preço de nossos números, que fossemos aonde o mundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;nos levasse, sempre haveria um lugar para nós.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Histórias Que Contei Aqui - Thiago Augusto Corrêa)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há despedida ou predileção que não deixe uma marca acompanhada de um pouco de dor. Palavras de adeus, como disse Rita Lee, que sempre trazem a esperança escondida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito maiores que dores de despedidas estão o preço e o valor do que aconteceu em um ano e meio de produção e criação literária e também nos palcos, com o grupo Quatro Patacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família que cresceu mais do que o esperado, conseguiu receber aplausos que nos fizeram prosseguir até o momento em que estamos. Mas também, assim como mudamos muitas vezes em nossas vidas, como as estações devem mudar, chega a era de outro tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo Quatro Patacas com muito carinho se despede de nosso querido Vinício, que se aposenta de nosso blog, desejando-lhe sucesso em sua vida profissional além de nosso mundo. Todo o tempo que esteve conosco será guardado com imenso carinho em nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós, que ainda respondemos com um único nome a esse processo literário chamado Quatro Patacas, prosseguimos. As palavras devem continuar a ser escritas sempre, e por isso escreveremos. Fazendo no papel a realização dos nossos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será do Patacas depois de nós, é uma pergunta muito além para responder. Garantimos que por ora temos muitos planos a realizar, idéias na cabeça (e um mouse na mão) e a certeza de que não desistiremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Avante, então. Estaremos lá, em palcos iluminados esperando vocês, todos juntos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Excelsior,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;As Patacas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ler ouvindo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Raimundos - Éramos quatro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3220415247868816385?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3220415247868816385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3220415247868816385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3220415247868816385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3220415247868816385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/patacas-depois.html' title='Patacas Depois'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1496957123687393556</id><published>2009-01-15T22:40:00.004-02:00</published><updated>2009-01-16T00:28:59.180-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Ciao!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estudei italiano por um tempo e uma das coisas mais curiosas que eu vi foi a saudação "ciao!", que serve tanto para cumprimentar como para se despedir - em miudos, é um "oi" e um "tchau" ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevo este post para dizer CIAO! para esse blog; "ciao!" porque eu me despeço do blog hoje e vou deixar de escrever meus textos semanais aqui depois de quase dois anos; por isso, quero agradecer a todo mundo que deu apoio, comentou, e, antes de tudo, leu todas as minhas postagens, viveu minhas dores e riu das minhas bobagens. Para essas pessoas, as línguas tem sempre uma palavra exclusiva, e por patriotismo eu vou utilizar a mais corrente em português: Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também digo "ciao!" para o novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quatro Patacas&lt;/span&gt;, um ano cheio de projetos para o Arthur, Leandro e Thiago, que continuam no blog, mostrando semanalmente todo o talento que cada um tem - e que eu conheço tão bem que posso recomendar sem uma sombra de dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo hoje o blog, mas não saio da família Quatro Patacas (que tem o seu braço-armado das apresentações teatrais, nossa menina dos olhos); também não paro de escrever: meu blog &lt;a href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;Jardim dos Gatos&lt;/a&gt; continua na ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É isso pessoal. Obrigado a todos outra vez. Ciao!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1496957123687393556?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1496957123687393556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1496957123687393556&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1496957123687393556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1496957123687393556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/ciao.html' title='Ciao!'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6937023456689614891</id><published>2009-01-13T10:02:00.000-02:00</published><updated>2009-01-13T10:02:43.650-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Diálogo com Ismene</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antígona adentra os aposentos de sua irmã Ismene. Esta tece em uma cadeira, quando vê a irmã coloca tudo de lado e se levanta. Antígona se dirige a Ismene com um peso no pensamento, ela não sabe se Ismene está a par do ocorrido. Ainda é forte a presença do ódio por Creonte nela, assim como são fortes as palavras por ele proferidas, palavras que condenaram os restos de Polinices aos abutres. Antígona abraça Ismene e logo depois diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já sabes, querida Ismene, da desgraça (mais uma) que recai sobre o nosso sangue, nós malfadados filhos de Édipo e Jocasta e netos da mesma Jocasta e de Laio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais uma desgraça minha irmã, doce Antígona, mas o que pode tomar tua atenção logo após a nossa casa perder dois dos seus, seus dois herdeiros, nossos irmãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez a maior de todas as desgraças, uma desgraça que contraria o desejo dos deuses, a maior de nossas obrigações, a obrigação com os mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que dizes Antígona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso que escutaste, Creonte ordenou que todas as glórias sejam imputadas sobre Etéocles, mas nenhuma sobre Polinices. Etéocles deve ser louvado, enterrado e feitos todos os ritos funerários todos devem lembrar-se dele. Enquanto que Polinices passou a não mais existir, pois se forem dados os ritos, se for ele enterrado ou sequer lembrado, quem o fizer será punido com a morte. Apenas uma lágrima e será apedrejado até a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antígona demonstrava toda sua raiva e frustração por meio das palavras, sua voz sibilava. Ismene parecia espantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É Ismene, é assim que tratam os nossos, é assim que se dilui o sangue de Édipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que podem os céus fazerem por nós, minha doce Antígona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez o céu nada possa fazer, porém Ismene, nós podemos! Nós podemos fazer o que nos cabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não diga isso Antígona, temo ouvir o fruto de tua natural rebeldia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digo Ismene, e me dói que não queiras ouvir o único caminho honroso que nos deixa o vil Creonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza ponteava a face de Ismene, que pensava que nada que fizesse adiantaria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada que eu fizer adiantará!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E adiantará não fazer nada? - disse a triste e raivosa Antígona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um átimo Ismene pensou, porém, o medo de Creonte lhe tomou a mente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que podemos nós, minha irmã, você e eu, duas donzelas, frágeis mulheres, que podemos fazer contra o poder de Creonte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podemos dar os ritos, Ismene. Simplesmente. Papel passivo de mulher, se assim preferes. – respondeu Antígona entre-dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não pensa nos perigos, Antígona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E tu, Ismene, não pensa nos teus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silenciou Ismene, Antígona continuou a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas tuas mãos, Ismene, que antes eu achava indispensáveis, agora vejo como estorvos. E nem que de joelhos implore, nem assim, nem mesmo assim deixaria que  me ajudaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frágil Antígona, se não tenho coragem para ceder-te minhas mãos, cedo-te meu silêncio. Saiba desde já, que ninguém saberá por minha boca, que ignorarás as ordens magnas que Creonte dá em nome de Tebas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruscamente Antígona diz, ainda entre-dentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não Ismene! Não! Peço encarecidamente - e aí, já se encontra Antígona plácida como de costume - que diga a todos. Te odiarei mais do que possas imaginar se quieta te mantiveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fales, peço que fales, e penso que aos deuses meus atos deveriam chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu sem dar a réplica à Ismene, que derramou suas lágrimas. E agora as derramou não apenas por Polinices e por Etéocles, mas também por Antígona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu havia dito que publicaria esse texto imediatamente depois de &lt;a href="http://quatropatacas.blogspot.com/2008/12/monlogo-de-antgona.html"&gt;Monólogo de Antígona&lt;/a&gt;, mas por problemas vários só o publiquei agora. É a última releitura da peça de Sofocles que tenho e que me permito fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6937023456689614891?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6937023456689614891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6937023456689614891&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6937023456689614891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6937023456689614891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/dilogo-com-ismene.html' title='Diálogo com Ismene'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3833324760959945043</id><published>2009-01-11T02:20:00.006-02:00</published><updated>2009-01-14T03:43:29.683-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>andar na pedra, moleque</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;- Nada, garoto... não me atrapalha em nada. Eu precisava resolver se ia a Praia Grande, resolver umas coisas, ou não. Mas precisava ir com minha esposa, que obviamente não está comigo, então foi melhor assim. A gente faz planos, na vida, mas os acidentes no caminho mudam todo o percurso. Você é o acidente, garoto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Éramos os dois no carro. No banco do passageiro, com a roupa suja, pé cortado e a mochila velha sobre o colo, eu. Ouvia isso e pensava, num instante, como aquela frase me acompanha a todo instante. Todo. Eu sou o acidente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Daí que planos não são das coisas que mais fazem sentido, por aqui. Aliás, daí que planos não fazem sentido nenhum. Mas planejo e, depois, plano ao sabor do vento, ou d’água. Depende.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vê: desde sexta acampando, com sol no lombo e sal na boca, aguentei bem até o sábado. Ontem. Cortei o pé numa pedra – odeio pedras! – e resolvi ir embora. Resolvi ir embora mesmo que tivesse que caminhar duas horas naquela trilha fechada e íngreme e úmida e mesmo que tivesse que ir sozinho e mesmo tudo isso, porque não queria ficar com o pé infeccionando, ali. Daí que vim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acontece que o primeiro sangue sangrado em 2009 foi aquele, o sangue do pé esquerdo, o sangue caído nareia da praia bonita e quase isolada. Quando sangra o corpo expulsa o sangue ruim, o corpo expurga o que não é mais pra ficar. O sangue do pé esquerdo, na pedra, o sangue do pé esquerdo na pedra sangrado primeiramente em 2009 faz que 2009 seja um ano de bons caminhos. Caminhos certos. Direitos. Meu pé direito não sangrou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Daí que vim, mas não a pé. Logo na manhã resolvi que pediria carona, e pedi. Chega-se na praia por uma trilha nunca-usada – só por nós, pelo jeito – ou por mar. Por mar, lanchas, iates e jetisquís. Pois bem, então, dedão no mar e vai de lancha, meu senhor. Por que não? “Não, vai nada, até parece que vão te dar carona, até parece”. Deram, e vim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Carona no mar, depois, ao sair da marina, carona no chão. Marina. Carona. Carina. Não sei, mas soou no meu som, e eis que aqui pus: Carina.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu sou o acidente, e meus acidentes fazem o percurso. Eu sou o acidente, sangue com palavras, sempre a caminhar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sozinho&lt;br /&gt;ou no banco de carona.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3833324760959945043?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3833324760959945043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3833324760959945043&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3833324760959945043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3833324760959945043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/andar-na-pedra-moleque.html' title='andar na pedra, moleque'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-5368622644321166869</id><published>2009-01-09T23:20:00.002-02:00</published><updated>2009-01-11T00:03:45.228-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Amor em Pedaços</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1991&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe ficou até que eu parasse de chorar. Entrei uma semana depois nas aulas do prézinho e me senti como um estranho, sem amigos. Depois eu iria encontrar um garoto de cabelos encaracolados chamado Vinicius. Mas a única coisa que me lembro dele hoje é que um dia, em que brincávamos com tesoura, ele cortou a palma de minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha sala de aula havia na parede um cartaz com todas as letras do alfabeto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt; era a primeira delas, em seguida havia um complemento, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de amor&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A de amor&lt;/span&gt;. Eu não sabia o que era isso, exceto em filmes que passavam na sessão da tarde. Só sabia que uma moreninha baixinha de nome Maria Clara sempre chamava a minha atenção. Mas, depois que cresci, comecei a acreditar que, como todos gostavam de Maria Clara, eu devo ter gostado para me enturmar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1994&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que me perguntaram se eu gostava de alguém foi numa festa. A festa do Henrique, o menino mais rico da classe, cheia de frufrus e, bem, coisas de rico. Eu enrusbesci e disse que achava a Mariana linda. Lembro-me até hoje dela; tinha um sobrenome esquisito, Mariana Gomandez, ou algo que me lembrava palavras em espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive um amigo que a admirava também. Ele brigou comigo quando soube que eu também gostava dela. Foi a primeira vez que perdi um amigo. A Mariana soube que eu a achava linda, nunca se importou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1996&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assisti a um beijo pueril. Eles eram garotos demais para namorarem, me senti mal, estranho. Como se nunca pudesse ter aquilo. Era uma festa que só foi triste para mim. Todos cantaram, celebraram, quiseram até casar os namorados em uma cerimônia de brincadeira. E eu ali, com meus olhos atentos, com medo. Nunca o amor será meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1997 - 2001&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando deixei de existir. As memórias falham quando lembro, tudo que vem são retalhos de um espelho que não sei colar. Como se eu tivesse sido sufocado na água e depois de anos resgatado, ainda vivo, com meus pulmões jorrando água. Não lembro de amores, não lembro de vida. Vivi sem saber o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2002&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto falar dela, a olhei. Apaixonei-me por conseqüência. Eu tinha um pouco - muito - de fantasia em mim, mas resolvi lhe contar. Era uma festa de dia das crianças, éramos amigos na época. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amigos,&lt;/span&gt; pessoas que conversam um pouco na sala de aula. Eu disse, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu gosto de você&lt;/span&gt;", ela disse "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;desencana&lt;/span&gt;", levantou e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2003 - 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos planos, vários enganos. Posso enumerar os nomes, ou contar cada história. Tive bons momentos. Um quase amor que me fez feliz, um beijo em meio ao cinema, e uma garota que me enlouqueceu fazendo-me, quase, retornar ao período &lt;span style="font-style: italic;"&gt;1997 - 2001&lt;/span&gt;. Com fé, sobrevivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2006, dezembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive coragem, mudei os planos. Ela chamava minha atenção, eu precisava saber seu nome. Cinco minutos depois, com o coração na mão, desesperado, nervoso, Deus, a primeira vez que eu conseguia falar com uma garota sem gaguejar ou suar muito, eu tinha, eu tinha um nome: Gina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu muitos risos, algumas lágrimas, e ganhou um espaço único no meu coração. Sem saber, ela me salvou da minha loucura. Dizem que é coisa de destino. Agora ela namora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te conhecia há dois anos. Sempre a menina alegre demais e estranha. Mas hoje, aqui, me olhando com esses olhos tão vivos, conversando comigo quase até o sol raiar. Não, tudo aquilo que eu soube de você era mentira. Você é uma garota especial, muito única e especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci do ônibus e minha mãe notou meu sorriso, "esse final de semana não vai ter reclamações, parece". Concordei, "Sim, mãe, é uma garota. Estou feliz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... E por mais que eu diga o quanto esses momentos são bons... Ah, deixa pra lá, você quer namorar comigo?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a vejo deixando seus olhos seguirem o horizonte de forma calma, enquanto o céu anuncia tempestade. Ela fecha os olhos, o vento resfresca-lhe a face. Ela gosta da brisa e eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me toca, eu a toco de leve, beijando-lhe os braços. Sinto seu arrepio, não sei se pelo frio ou pelos meus beijos. Os outros estão longe, nos deixaram sozinhos. Estamos em silêncio depois de um dia longo de caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lá que eu quero estar. Em seu jardim infinito dentro de seu universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo Feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sexta-Feira, 09 de janeiro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-5368622644321166869?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/5368622644321166869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=5368622644321166869&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5368622644321166869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5368622644321166869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/cano-de-amor.html' title='Amor em Pedaços'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1517758370277038755</id><published>2009-01-07T23:54:00.000-02:00</published><updated>2009-01-10T22:47:10.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Carnaval 2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carnaval chegando, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quatro Patacas&lt;/span&gt; sai na frente e apresenta, com exclusividade, o samba-enredo que vai arrasar com o Carnaval do Rio em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De lábio a rabo: a viagem mágica da digestão no corpo humano – tem intestino grosso na Marquês da Sapucaí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(Fernando Fritas, Carlos Henrique Pezão, Julinho do Bumbo-Bamba)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Alô comunidade do Morro do Preto Albino!&lt;br /&gt;Quero ver o samba na avenida! A hora é essa!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lábio a rabo, a comida vai passando&lt;br /&gt;Com os orixás de Preto Albino arrebentando! (É isso aí!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida&lt;br /&gt;È mastigada pelos dentes caninos&lt;br /&gt;A língua da mãe-d’água, ostenta a bicharada&lt;br /&gt;Femininos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desce o pescoço&lt;br /&gt;O Brasil caminha com muito esforço&lt;br /&gt;Nos Pantanais da digestão (com emoção!)&lt;br /&gt;Chega ao estômago&lt;br /&gt;O alimento que o povo plantou&lt;br /&gt;O samba que Juscelino semeou&lt;br /&gt;E embala a multidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lábio a rabo, a comida vai passando&lt;br /&gt;Com os orixás de Preto Albino arrebentando! (É isso aí!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na barriga da miséria&lt;br /&gt;Vem o ácido e digere&lt;br /&gt;A proteína&lt;br /&gt;E vai passando&lt;br /&gt;Pelos órgãos do corpo alimentando&lt;br /&gt;E o que é ruim acaba sobrando&lt;br /&gt;Para não sair de forma fina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim&lt;br /&gt;Na corte de D. Sebastião&lt;br /&gt;É igual na casa de um João&lt;br /&gt;Todos sentados na privada&lt;br /&gt;Vai começar a disparada&lt;br /&gt;E vem a evacuação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lábio a rabo, a comida vai passando&lt;br /&gt;Com os orixás de Preto Albino arrebentando! (É isso aí!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1517758370277038755?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1517758370277038755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1517758370277038755&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1517758370277038755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1517758370277038755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/carnaval-2009.html' title='Carnaval 2009'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6784247956302249099</id><published>2009-01-05T15:20:00.000-02:00</published><updated>2009-01-05T16:37:10.210-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Mensagem de ano novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente”&lt;/span&gt; (Gênesis. 2, 7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal Deus fez o homem, e Deus se chama em seu sagrado nome de Javé. Eu sou aquele que sou, disse Javé a Moisés. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu sou aquele que sou.”&lt;/span&gt; (Êxodo 3, 13 – 14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”&lt;/span&gt; (Gênesis. 1, 2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a luz que Deus diferenciou das trevas, a luz que é luz, está arrefecendo e rumando para longe da terra prometida. E Javé escolheu não impedir a partida da luz. Javé morre pouco a pouco de um incompreensível ato suicida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele estava no princípio com Deus.”&lt;/span&gt; (S.João 1, 1 – 2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está hoje tanto nas bocas que proferem blasfêmias quanto nas que conhecem o nome sagrado de Deus. E nada acontece. Javé se foi e abandonou tanto o Cristo na Cruz quanto os que aqui precisavam dele. Javé não mais se faz presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Pai, por que me abandonaste”&lt;/span&gt; (S.Marcos 15, 34)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proferiu a segunda pessoa da trindade, e a primeira pessoa não se fez presente. Antes disso Jesus dissera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou.” &lt;/span&gt;(S.João 8, 56 – 58)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois se deixou matar, em um auto-suicídio para ascender aos céus, enquanto que Elias o fez sem dor nenhuma, direto, de corpo e alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.” &lt;/span&gt;(Êxodo 3, 6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Deus de Moisés, de Davi, de Salomão, de Adão, de Malaquias, de Jó, de Enoque, de José, de Josué, de João Batista, o Deus que concebeu em Maria ele mesmo e que se ofereceu, como seu filho e rei dos Judeus, para o abate e o suicídio, desapareceu da face das águas e das terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse Deus, não modelo de piedade, mas sim o Deus que pode ora ordenar a morte e ora a vida, sem discernimento, Deus único de uns e triplo de outros, esse Deus sumiu e nos deixou a nossa própria sorte. Para vivermos mais um ano sem ele, mas a sombra dele, pois Javé não está para nós, mas nós temos de estar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E vi os mortos, grandes e pequenos que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo suas obras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo: esta é a segunda morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E aquele que não foi achado escrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Apocalipse do Apóstolo São João 20, 11 – 15.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Javé foi lançado ao lago de fogo? Seremos nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi os mortos empilhados se levantarem e clamarem pela eternidade. Eternidade que virá? Não sei... se há algum plano divino ele nos escapa, à parte os que acham que entendem a cruel brincadeira a que Javé nos submete. Javé não se faz entendível a nós e nem a ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreremos no tardar da hora e o que sobrevirá não é o paraíso encontrado e nem rios de mel, e sim dor e sofrimento, se não eternos, porque a eternidade à nós prometida não será devidamente entregue, imensos, porque a imensidão do nosso vazio é incomensurável e a possibilidade de preenchê-lo é vã e tola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreremos antes da hora e o que sobrevier é mais do que podemos esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6784247956302249099?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6784247956302249099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6784247956302249099&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6784247956302249099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6784247956302249099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/mensagem-de-ano-novo.html' title='Mensagem de ano novo'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-868425871484201393</id><published>2009-01-03T20:13:00.003-02:00</published><updated>2009-01-05T16:36:24.748-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>caixa postal 3 4 do 3, do 2, do 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Santos, 31 de dezembro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ariana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia das Devoluções, diz a folhinha calendário. Dia de devolver o que se foi, o que tomamos emprestado e esquecemos jogado na estante, no armário, naquele monte de roupa suja. Hoje, Ariana querida, é dia de devolver a minha parte, o que me cabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comece por devolver minha alma, e todas as palavras doces que te dei; todos os beijos fervorosos, os carinhos devotados e a calma régia com que ouvia tuas histórias. Devolve, depois, as horas de sono intranquilo, as horas de sono perdido e as horas perdidas de sono a te declamar poemas, a te alisar as pernas e a te encantar o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve um pedaço da minha vida, um pedaço da minha história. Devolve hoje o que eu te dei ontem, para que eu possa viver um amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve, no dia da Esperança, Ariana, devolve minha alma, que tu aprisionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor, sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luigi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Recife, 3 de janeiro de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido filho-da-puta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envio por Sedex o que você me pediu. A caixa é pequena, mas a culpa não é minha se sua vida é tão assim... medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pense que estou aborrecida, não pense que te odeio, que penso mal de ti. Aliás, saiba que nem penso, e aquela sua carta quase foi pro lixo junto às contas, cartões de “próspero ano novo” e propaganda do Shopping Guararapes. Sorte que minha mãe viu teu nome escrito e reconheceu, porque eu mal lembrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, já que cá estamos, vou pedir algumas coisas, também. Sei que o dia já passou mas acho que você não se importa. Quero que me devolva, por favor e o mais rápido possível, minha coleção de livros do Paulo Coelho; minha coleção de discos do Julio Iglesias e meus retratos, especialmente o que tem, ao fundo, a Torre de Pisa. Devolve também aquela velha faca de degolar frango, presente de minha vó e, finalmente, minha calcinha de renda preta, Luigi, a calcinha que nunca usei contigo mas que sei que você levou, e que usa escondido em dias de festa e casamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se faça de desentendido, Lulu, não se faça, porque sei que você usa, sei que usa, e nem teve a decência de esconder quando dormiu com o primo Beto, no casamento do Nestor. Luigi, seu filho-da-puta, devolve minha calcinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Prosperíssimo Ano Novo e até o dia do Juízo Final,&lt;br /&gt;se eu tiver sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-868425871484201393?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/868425871484201393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=868425871484201393&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/868425871484201393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/868425871484201393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/caixa-postal-3-4-do-3-do-2-do-1.html' title='caixa postal 3 4 do 3, do 2, do 1'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1346644439409959540</id><published>2009-01-01T00:10:00.004-02:00</published><updated>2009-01-01T00:17:42.004-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Histórias Que Contei Aqui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;À fé que me faz otimista demais e &lt;/span&gt; a eles,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;esses inclassificáveis que nada valem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E não me sobraram um&lt;/span&gt;”, gritei altas horas da madrugada enquanto eles riram. O Vinício, preocupado, pediu para que eu baixasse meu tom de voz, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;afinal, vocês ainda tem vizinhos&lt;/span&gt;”. Mas era final do ano, fim do semestre, as trancas que fecham portas de ciclos, eu não me importava com os vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nossa despedida para o ano de 2008. A história de subir no balanço, medir prós e analisar contras. Sentados na mesma sujeira de sempre na frente de casa, regados a refrigerante que o Arthur comprara no posto lá perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sereno da madrugada invadindo a casa, enquanto a moto da Natália era o único veículo presente em todo quarteirão e o Leandro, vindo de Santos em despedida antes de ir para Recife, insistia em tocar uma maldita música gitana no meu violão. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu ainda não sei tocar direito, mas ta saindo, ta saindo&lt;/span&gt;”, dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho por mim que nossos encontros são um dos momentos mais saudáveis da minha vida, porque se os cientistas dizem que rir faz bem pra alma, pro corpo e algo assim, vocês não podem fazer idéia de como é passar uma noite conversando com eles. São risos e piadas a cada minuto, dividindo espaços com nossos pensamentos e aqueles momentos mais escuros em que puxamos uma angústia e todos ficam na mesma harmonia para poder chorar. É onde vejo nos olhos de cada um deles o quanto nossa presença unida, as longas conversas são inestimáveis e inclassificáveis dentro de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez escrevi em um dos meus poemas, perguntando-me o tudo que fizemos para chegar aonde estamos. Mas sabem que nesse turbilhão de emoções, na velocidade da vida maior do que todos nós, as vezes é impossível responder essa pergunta. Enquanto eu, olhando o rosto dos três ali sentados, conversando comigo naquela noite, posso apenas imaginar que é assim que formam-se laços e amizades: em conversas na madrugada adentro, em histórias que nos alegram e naquelas que puxam angústias, subindo em palcos iluminados para os outros darem risadas. E naquele flash imperceptível da vida, quando vemos, somos cinco contidos em quatro, muito mais do que imaginávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu me levanto, um tanto quanto tímido, coloco as mãos nos bolsos e começo a ouvi-los, olhando a rua de casa, vazia. Pensando em tudo que fiz para chegar ali, naquele momento, com as mãos nos bolsos, e o sorriso de felicidade não foge do meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Thiago está tão longe&lt;/span&gt;”, e meu olhos focaram na Natália. “Parece que você não está mesmo ouvindo o que estamos falando”. Comecei, “eu estava pensando em todos nós. Alguém poderia imaginar tudo isso?”, e assim eu deixei o silêncio nos invadir. Os pensamentos de cada um em retrocesso pensando onde fora o começo de tudo. E passamos o resto da noite falando sobre a vida, nossos sonhos, o que temos, o que queremos e tudo aquilo que já tínhamos em nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que os palcos se fechassem, as bilheterias esgotassem o preço de nossos números, que fossemos aonde o mundo nos levasse, sempre haveria um lugar para nós. Nem que em uma noite há dez anos desde já, uma longa reunião, eu imagino a certeza de que ainda seríamos como somos hoje. Talvez mais maduros, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes do dia já nasciam, brindamos o raiar do dia dizendo adeus ao ano que se esgotava. O Vini e a Natália foram embora, não antes de darem um abraço apertado em cada um de nós, que também nos abraçamos entre si. E eu pude sentir, de novo, que aquela noite era mais uma daquelas que fizeram a diferença. E que iríamos fazer de tudo para que o ano seguinte fosse especial, do tipo o primeiro ano do resto de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era questão do futuro parecer caber na palma de nossa mão, como um pássaro. Tentei dormir, mas permaneci acordado, com medo de ter sido um sonho. Mas ao ouvir os roncos do Leandro e do Arthur ecoando pela casa, me dei por vencido, estava desperto. Então, vi mais uma alvorada e a rua que se enchia de carros. Sem saber que ali tinha acontecido mais uma daquelas noites perfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SVwnNz8JYvI/AAAAAAAAAV4/0b_h5bhwMsA/s1600-h/quatropatacas_foto01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SVwnNz8JYvI/AAAAAAAAAV4/0b_h5bhwMsA/s320/quatropatacas_foto01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286143180860383986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;31 de dezembro de 2008&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;E um feliz a novo a todos. Em 2009, patacas com muitos planos e concretizações. Se deus quiser, Oxalá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1346644439409959540?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1346644439409959540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1346644439409959540&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1346644439409959540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1346644439409959540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2009/01/histrias-que-contei-aqui.html' title='Histórias Que Contei Aqui'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SVwnNz8JYvI/AAAAAAAAAV4/0b_h5bhwMsA/s72-c/quatropatacas_foto01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8633746285553790274</id><published>2008-12-30T12:00:00.002-02:00</published><updated>2008-12-30T00:16:09.713-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Os melhores filmes de 2008</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Final de ano é tempo de lista de melhores e piores. Por isso, aqui está a minha lista dos cinco melhores filmes de 2008 (a organização é arbitrária):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Encontros e acasos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Cake Lad&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;y, Canadá/EUA/Inglaterra/Cingapura, 123 min)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este tenso e pesado drama, passado ao redor do mundo, explora a psique da jovem Bolei Rainston (em interpretação sorumbática de Jayla Hawthorne), cujo principal passatempo é marcar encontros com estranhos e não comparece, levando-os a obsessão e loucura. O destaque para o filme fica por conta da composição de Bolei, uma mulher aparentemente frágil e com a coluna arcada, que ao final se revela uma vítima de experimentos militares mal-sucedidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;A Turma das Piadinhas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Fun with the boys&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, EUA, 93 min.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um grupo de quatro amigos decide se reunir para acabar de vez com a ridícula vida afetiva que levam, e assim montam um grupo de teatro amador cujo único intuito é atrair a atenção das mulheres. Uma deliciosa comédia besteirol que revive o melhor do gênero dos anos 80, com personagens cativantes (o quarteto Beiço, Polvo, Boto e Cachorrão é de matar de rir), sacadas geniais e muito sexo – ou pelo menos a vontade de praticá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Nos acréscimos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Just-in-time&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, Inglaterra, 100 min.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A melhor surpresa do ano (uma pena que tenha estreado somente em dezembro), este longa narra a trajetória do técnico de futebol Henry Justin, e seus desafios no comando de um dos principais times da Liga Inglesa, o Shesperton Reunited. Quando seu melhor atacante quebra a perna, ele se vê obrigado a vasculhar toda a Inglaterra atrás de um camisa dez; ao mesmo tempo, acompanhamos a luta do jovem Apis Adeba, garoto humilde que se esforça para ser notado pelo técnico. Somente o encontro destes dois poderá levar o Reunited ao título, num filme edificante e emocionante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Sonho de campeão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Waves&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, EUA, 153 min.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Do renomado diretor Scott Esbert (vencedor do Pato de Arkansas em 2003, pelo drama &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Tamarindo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;), &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Sonho de campeão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; narra a vida do pobre Winny Dogao, um rapaz humilde nascido na periferia de Timor Leste, cujo sonho é tornar-se o maior locutor de rádio do planeta, apesar de suas dificuldades de pronúncia evidentes. A construção do personagem, pelo jovem ator Roy Chesper, é primorosa: somente alguém talentoso como ele é capaz de nos fazer crer na existência de um personagem tão inverossímil como Winny, com sua magreza frágil, seu olhos âmbar-garapa e sua pronúncia impecavelmente equivocada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;Amigos para sempre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;John’s cornerstone&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, EUA, 117 min)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma das mais belas histórias sobre amizades lançada nos cinemas nos últimos anos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Amigos para sempre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; narra o relacionamento conturbado entre John Johnson (Henry McKellen, num de seus melhores papéis), um famoso construtor de templos religiosos, e Mary Fairness (Thyna Ryans, excepcional), a dona da última casa que falta ser derrubada para a mais nova construção de John. O que no início se desenrola como uma briga feroz (especialmente pelas convicções políticas diagonais de Mary), aos poucos se transforma numa resplandecente e maravilhosa amizade. Uma metáfora bela e sutil que na certa concorrerá ao Marcelo, o Oscar português.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até 2009!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8633746285553790274?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8633746285553790274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8633746285553790274&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8633746285553790274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8633746285553790274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/os-melhores-filmes-de-2008.html' title='Os melhores filmes de 2008'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-984416188855301541</id><published>2008-12-28T13:09:00.000-02:00</published><updated>2008-12-29T13:19:50.489-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Micro Contos da Vida Real</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Era uma vez um homem apaixonado por uma mulher. Simples assim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Marcelo finalmente terminou seu livro. Há muito que o escrevia. Não o publicou, portanto só sei o título: "E houve algum dia um homem feliz?”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;III&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Era noite e Maria esperava Olavo em frente à janela. Ele não veio. Ela chorou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;IV&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O pastor Jacó queria a bela Raquel, mas teria que trabalhar sete anos e ainda ouviu boatos que Labão não cumpria seus contratos. Desistiu e viveu feliz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;V&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Lúcia sonhava absurdos. Pequenas peças abstratas toda a noite. Na verdade suas noites eram bem mais proveitosas que seus dias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;VI&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Felipe cansou-se de esperar e foi para casa, onde tomou banho e dormiu.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;VII&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ingrid era novinha, mas sabia o que queria. Marcos não era tão novo assim, mas sabia o que Ingrid queria e também sabia o que ele próprio queria. No final ela engravidou e eles se casaram, não sem antes muita confusão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;VIII&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sandra era linda. Por esse motivo todos adoravam ela. Seus pais já esperavam um ótimo casamento. Só não contavam que seria com Beatriz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;IX&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Antônio gostava de futebol. Seu time perdeu e ele chorou. Laís, a namorada dele, lhe disse para ele não ficar assim, pois era só futebol. E ele pensou: "Eu nem gostava dela mesmo!”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;X&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Cíntia tinha uma beleza curiosa. Ela passava despercebida, mas quando se olhava direito pra ela, se apaixonava de vez. Cíntia era uma só, pena. Muitos se desiludiram com ela, alguns se mataram, outros seguiram em frente e teve quem até virou escritor.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Feliz fim de ano pra todo mundo e ano que vem Os Patacas dominarão o mundo!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-984416188855301541?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/984416188855301541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=984416188855301541&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/984416188855301541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/984416188855301541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/micro-contos-da-vida-real.html' title='Micro Contos da Vida Real'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3979380091751072587</id><published>2008-12-26T17:08:00.002-02:00</published><updated>2008-12-27T03:53:57.764-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>Mary Christina's letter from Santa Claus</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Querido Papai Noel,&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu não vou falar que “o senhor sabe que tenho sido uma boa menina”, porque o senhor já sabe disso e porque, afinal, é o que todo mundo sempre fala. O que eu vou falar, bom velhinho, o que eu vou falar é o motivo de eu enviar essa carta hoje, só hoje:&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não quero presentes de Natal. Quero um presente de Ano-Novo!&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sei que fica meio fora de sua jurisdição... sei disso, porque o Coelhinho da Páscoa disse a mesma coisa quando eu perguntei “doces ou travessuras?”, mas o senhor é mais velho, mais experiente, acho que consegue burlar a burocracia um pouquinho, se achar que eu mereço. E eu mereço, não? Pelo amor de Jesus Menino, Pai Natal, diz que eu mereço...&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um presente de Ano-Novo.&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu já tenho uma bicicleta, duas bonecas e sei que a Paz Mundial é quase impossível, então não é nada disso que eu desejo. Sei também que, por ser um pedido atrasado, não posso exigir muito.&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Daí que não vou me importar se o presente estiver meio amassado, um pouco passado e com um ou outro arranhão. Não vou me importar nem mesmo se o presente chegar de segunda-mão. Prometo, Papai, prometo que não vou reclamar se meu presente não for novo, embalado e com nota fiscal, com garantia até a Copa de 2014. Prometo não reclamar mesmo se ele vier quebrado.&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Papai Noel, me traz um namorado?&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Com carinho,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mary Christina, 26 anos, Illinois&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3979380091751072587?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3979380091751072587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3979380091751072587&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3979380091751072587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3979380091751072587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/mary-christina.html' title='Mary Christina&apos;s letter from Santa Claus'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-4720821219133097573</id><published>2008-12-24T08:35:00.005-02:00</published><updated>2008-12-24T08:57:47.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Espero que compreendam meu silêncio inicial. Sei que fui a responsável por reunir vocês aqui hoje, mas confesso que não sei por onde começar. Olhem minhas mãos suadas e imaginem o quanto estou nervosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Quero pedir desculpas por tudo àquilo que não fui durante os últimos meses. O tempo em que me mantive afastada, cuidando de minha vida e de meus negócios, sem se preocupar com nada além daquilo que estivesse em cima da minha mesa de trabalho esperando minha assinatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Tentem me compreender, a importância de vocês é inestimável dentro de meu coração. Fazem parte de mim desde que me imagino como uma mulher. Confesso de coração aberto que, às vezes, não sei o que seria de mim sem nossos diálogos. Mas sei também que nesse tribunal não posso isentar minha culpa. Tenho errado de forma horrenda com vocês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E nessa noite, queria pedir perdão, meus amigos. Por ter errado, por aquilo que fiz que agora pode nem ter volta. E diante de todos vocês, diante desses olhos que me acusam, seria possível me darem a sombra da dúvida e a bondade de um perdão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então, ainda em um longo silêncio, ela admira as paredes frias e os quadros de seu apartamento, absolutamente sozinha. Aperta as mãos contra si mesma para não entrar em pânico e teima em não aceitar uma lágrima que insiste em lhe molhar a face.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-4720821219133097573?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/4720821219133097573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=4720821219133097573&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4720821219133097573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4720821219133097573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/espero-que-compreendam-meu-silncio.html' title='Silêncio'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-5980203346400134710</id><published>2008-12-19T15:48:00.002-02:00</published><updated>2008-12-24T08:49:45.757-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>vim de busão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nada substitui o conhecimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de quem experimenta e convive"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(João Ubaldo Ribeiro)&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Justificar" class="gl_align_full" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Um homem que não se apaixona não merece esse nome. Não é homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria de haver uma boa razão pra não ter, eu, postado ontem. Meu dia. Todo mundo sabe disso, todo mundo via, sempre viu, não sou de sumir na escrita - só na vida. Mas sumi. De terça a quinta, sumido, inteiro sumido, num ônibus que vinha vinha vinha vinha e viu. Afinal, uma hora era pra chegar, ahn?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que porra de distância da porra, entre Bahia e o fim de Minas. Puta agonia! Nem vou falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que não se apaixona não é um homem. E um homem que se ilude, que se apaixona por algo que ele mesmo, porra, ele mesmo cria - sabem? como criar alguém que só existiria se tu fosse Deus e, no momento, infelizmente, não sou Deus (estou de férias!) - um homem que se ilude por algo que ele cria se apaixona por si mesmo, não por "ela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem se apaixona por si mesmo é uma bicha. Quer dizer, veja bem: tem um mundo gigante lá fora, meu irmão. Vai viajar! E quem viaja não fica criando, não fica iludindo, não fica pensando em algo que ainda não viu. E, quando vê, vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o mês virou, quando a coisa toda passou, quando Recife ficou louco, eu vi. Porque, afinal, um mês é um mês é um mês e, sejamos sinceros, um mês é coisa pra porra. Daí que vi. E ela era tão doce, e linda, e tudo. Ela era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parênteses: sempre fui de apaixonar. De 3 em 3 horas, uma paixão nova. Já pensei, até, em fazer uma festa de 9 horas, chamada "Das 3 paixões". Só pra ver o que rolava... mas as pessoas não se apaixonam; não se iludem; escrevem e fingem, são fracas e chatas. As pessoas são u'a desgraça. Fim do parênteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois que o mês virou, que eu virei lobo, no mês que deixei de ser (tão) bobo, me apaixonei. E, no fim da viagem de horas pra porra num busão barulhento, no fim da viagem - entre Sampa e Santos - no fim da viagem me apaixonei outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão simples, sublime e pequeno. Tão terno. E menina vinha vindo pela plataforma, a menina linda, tomando um milkshake que eu queria - e quem não quer? - um milkshake de uma menina que eu queria, que eu quis, mas já passou. De 3 em 3 horas, entendeu? De 3 em 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que não se apaixona, que não vai e vê, que só sonha e não acorda, um homem que não abre a porta e vai, um homem assim não é um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um mês eu era cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-5980203346400134710?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/5980203346400134710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=5980203346400134710&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5980203346400134710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5980203346400134710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/vim-de-buso.html' title='vim de busão'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-355306266618613755</id><published>2008-12-16T23:37:00.000-02:00</published><updated>2008-12-17T01:43:27.089-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Sangue</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O problema consiste em perder a alma. De que adiantaria ter tudo, possuir o ouro nas mãos, se a essência estiver ausente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos olhares de outros, que seja natural. A mim, é como se enforcar. Ir morrendo aos pouquinhos. Já que mantenho acima de tudo uma paixão pela escrita. Um relacionamento com as palavras, que junto com minhas idéias, às vezes, formam coisas interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem minha força moto-contínua, não adiantaria nada escrever grandes romances. Se um pouco de mim não estivesse lá, se algumas daquelas palavras não refletissem meu interior, não se somassem com o que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são belos em suas imperfeições. Não haveria sentido algum se minhas palavras fossem reflexo da perfeição se não tivessem meu sangue. Seriam palavras dos outros, e não minhas. Não minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como minhas elas são frageis, às vezes mal formadas, imperfeitas. Como seu próprio criador. Quebrando alguns estigmas, cedendo a outros. Mas sempre inconstante, descontente, perecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-355306266618613755?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/355306266618613755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=355306266618613755&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/355306266618613755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/355306266618613755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/sangue.html' title='Sangue'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8444106000128576197</id><published>2008-12-14T09:52:00.002-02:00</published><updated>2008-12-14T09:55:29.533-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Dez dias</title><content type='html'>- Eu estou perdido!&lt;br /&gt;- Eu estou apaixonada!&lt;br /&gt;- Ela disse que vai vir aqui amanhã cedo.&lt;br /&gt;- Nós vamos lá amanhã cedo, não vamos?&lt;br /&gt;- Só falta ela chegar na hora em que eu não estiver em casa.&lt;br /&gt;- E se a gente chegar e ele não estiver em casa?&lt;br /&gt;- E não é que vocês vieram mesmo!&lt;br /&gt;- A gente disse que vinha!&lt;br /&gt;- Onde vocês vão hoje a noite?&lt;br /&gt;- Nós vamos sair. Quer vir junto?&lt;br /&gt;- O que a gente não faz por mulher. Olha o lugar onde eu vim parar.&lt;br /&gt;- Fica de olho nele, não deixa ele ir embora.&lt;br /&gt;- Eu vou embora, depois eu ligo para ela.&lt;br /&gt;- Ah não, ele foi embora! Vou mandar uma mensagem para ele.&lt;br /&gt;- Alô? Oi, desculpa, sou eu. Te acordei?&lt;br /&gt;- Para falar a verdade, sim. Mas estava na hora mesmo.&lt;br /&gt;- Preciso encontrar com ela de algum jeito.&lt;br /&gt;- Quando será que eu vou encontrar ele de novo?&lt;br /&gt;- Achei! Mas eu não posso ir correndo, ela vai achar que eu sou um desesperado.&lt;br /&gt;- É melhor ir falar com ele, antes que ele não venha falar comigo.&lt;br /&gt;- Nossa, agora que vi que você estava por aqui!&lt;br /&gt;- Eu também.&lt;br /&gt;- Tá afim de fazer alguma coisa semana que vem?&lt;br /&gt;- Claro, depois de terça-feira.&lt;br /&gt;- Ela disse “terça-feira”; se ela quisesse mesmo, teria falado antes.&lt;br /&gt;- Não devia ter falado “terça-feira”; ele já é difícil, acho que eu piorei as coisas.&lt;br /&gt;- Eu fico nervoso para ligar para ela.&lt;br /&gt;- Ai, que nervoso que ele não me liga!&lt;br /&gt;- Oi, sou eu. Então, você ainda quer sair?&lt;br /&gt;- Claro que sim. Quarta-feira, sem falta.&lt;br /&gt;- Eu sei que posso estar só me iludindo, tenho medo de tentar de novo.&lt;br /&gt;- Eu sei que posso estar só me iludindo, mas eu quero tentar de novo.&lt;br /&gt;- Eu disse que chegava às sete, não disse.&lt;br /&gt;- Entra.&lt;br /&gt;- Não sei se o que eu quero é o que você quer.&lt;br /&gt;- Vai ser, pode ter certeza.&lt;br /&gt;- Você vai se divertir com a minha versão da história.&lt;br /&gt;- Você também vai rir bastante da minha.&lt;br /&gt;- Eu estou apaixonado!&lt;br /&gt;- Eu disse isso desde o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8444106000128576197?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8444106000128576197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8444106000128576197&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8444106000128576197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8444106000128576197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/dez-dias.html' title='Dez dias'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-4686322649664030617</id><published>2008-12-10T14:15:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T14:23:05.403-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>vai de busão</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Bilhetes de loteria que nunca deram&lt;br /&gt;e de namoradas que também não. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(L. F. Veríssimo)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Três de uma, um de outra e mais um que peguei pra criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre filhos. Era disso que falava, naquele momento, o maluco cachaceiro tocador de violão em coletivo municipal. Violeiro de busão, é o que era. Velho, como chamava. E não parava; era só olhar de novo que lá vinha ele com o corpo torto sobre as cordas a tocar fosse o que fosse, até parar. Mas não parava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Velho, unhas sujas e roupa mais ainda, tocava suas músicas. Tocava Roupa Nova com a mesma roupa da última sexta-feira. E hoje era quarta. O Velho não pára, não. E daí que lhe ofereçam um trago, um maço de cigarros ou um soco no olho se ele não parar? E daí? Abrindo uma cerveja a mais, num dia feriado, ele fala, meio molhado pela birra que caiu, sobre seu lar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há. Já houve, mas há mais não. Nem pra voltar, nem pra ir, nem pra ficar. Porra nenhuma, seu homem, porra nenhuma. Dia de feriado, como hoje, eu saio a tocar por aí, em ônibus coletivo – porque tocar em coletivo é minha anarquia, é minha paixão – e andar pra lá e pra cá, tocando em coletivo, às vezes dá uns trocos. Às vezes não, mas daí fica o show, o que vale é o espetáculo. É o toque do meu violão no cognitivo do pessoal sentado, ali, esperando o ponto chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que do caralho era ouvir o som que o cara fazia, aquele dedilhado maluco de dedos sujos em cordas rôtas, de um velho vagabundo que só vagueia pelas rotas mais imundas desse mundo... Ô Velho vagabundo! O mais irado era saber que ele bebia sempre depois do trabalho, e sempre só em dia feriado. Coisa que também explicava, o cabra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque saí de casa, da última que tive, saí de lá quando a mulher me deu um chifre. Dois, até, mas não importa. Saí daquela merda e fechei a porta trás de mim. Foi sim, eu juro. Mas a merda é que o caralho daquela mulher me infernizava dia e noite, todo dia, e nem no batente eu podia pegar que vinha a danada azucrinar minha mentalidade. Puta maldade, isso sim, e nem desopilar eu conseguia. Daí pensei: mas que porra eu tô fazendo, hein? Por que não sigo andando e tocando por aí, já que em dia feriado o ônibus é de graça? E, mais!: já que em dia feriado todo mundo pode beber em paz, por que eu não posso? Em dia feriado, meu garoto, o diabo se esbalda. E hoje é feriado aqui, então bebo, depois de um dia cheio de cantorias... amanhã não, que o feriado se acaba, mas sei que em Piracicaba tem feriado municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E vais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E vou não? Mas é claro, rapaz, é claro. Lá pra porra de Piracicaba, lá pra trás do tempo em que os dias corriam às mil maravilhas, e antes do tempo em que tudo virou uma merda. Sentir pena de uma perda é desgraça pra mais de metro. Agora sai de perto que vou peidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou um tempo. Algumas cervejas. Foi perguntado se “porra, Velho, não vai ter um dia que o feriado vai ser, de qualquer jeito, como único meio, feriado na tua cidade. Na da tua mulher? E aí, como é?”&lt;br /&gt;- É, pois é. Vai ter um dia, sim, eu acho, feriado em nenhum pedaço, exceto no inferno de lá. Voltar pra Passado é uma merda, ninguém merece, nem mesmo um cabra safado feito eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram dias, semanas, um ano e meio. No mesmo bar, sentado, o Velho, a tomar uma cana inteira sozinho, sem ninguém de vizinho pra importunar. Era o dia. A véspera, na verdade. A realidade era que amanhã seria feriado só em sua cidade. Só em Passado. Tocar no coletivo e beber no bar do amigo mais antigo da escola, ora bolas!, quem queria? Voltar para Passado? Picas, meu velho, picas. Ia porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Velho fechou a mala, virou o prumo e partiu pra França. Havia de haver feriados por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-4686322649664030617?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/4686322649664030617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=4686322649664030617&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4686322649664030617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4686322649664030617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/vai-de-buso.html' title='vai de busão'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-5808322211037693670</id><published>2008-12-08T02:34:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T03:09:17.892-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Daniela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava lá, Daniela. Naquela noite onde ninguém mais esteve. As luzes, os carros, os flashes não foram frutos de nossa imaginação. Viraram imagens que transformei em retratos logo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou seu poeta, Daniela. Há homens melhores que já teceram o fio de sua poesia, e não serei eu que continuarei essa sina. Mas sei que fui eu que a vi confrontando a noite, tentando vencê-la como Quixote luta com seus moinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi uma estranha perguntando ao céu quando as peças de seu caminho poderiam se juntar e o céu a te zombar nada dizia, apenas eu que atravessava a ponte e lhe perguntava a quem você esperava de forma tão concentrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notas mudaram, Daniela. O mundo se intercalou, mudou de rumo, de cidades, de cores. Começou a cair uma chuva fina e de repente as luzes da cidade se apagaram, e nós rimos do desespero de todos os passantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite brindamos. Por nada, não foi ano novo, natal, por nós, quebrando a garrafa ao meio. Descobrindo que os cacos no chão éramos nós procurando nossos reflexos nas estrelas, buscando alguma forma de nos encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parados ao nascer do sol, passados anos dessas cenas, dos retratos de uma noite escura, eu mergulho em outro moinho, outra noite, e percebo que mesmo sem vencer, ganhamos naquela noite enganando-a como muitos não souberam. Nos tornarmos eternos por alguns segundos e pudermos zombar da própria cara da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você também me viu, Daniela. E nossas primeiras palavras, tempos depois, foi de que nossos mundos estavam diferentes. Mais coloridos, mais nossos, mais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-5808322211037693670?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/5808322211037693670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=5808322211037693670&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5808322211037693670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5808322211037693670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/daniela.html' title='Daniela'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3525454963096935572</id><published>2008-12-04T22:41:00.002-02:00</published><updated>2008-12-05T02:56:21.753-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Monólogo de Antígona</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando soube que Creonte, o tirano, desferira mais um golpe na família de Édipo, Antígona não se conteve:&lt;br /&gt;- Quanta tragédia mais ocorrerá entre os meus? Quanto mais pagarei eu pelos crimes injustos de meu pai? Tinham culpa meus irmãos? E eu, tenho culpa? Por que temos que sofrer o jugo terrível das teias do destino?&lt;br /&gt;- Mas se nem o poderoso Zeus, pai dos deuses, pode contra o que chamamos de inevitável, o tenebroso e certeiro destino, o que posso eu, o que podemos nós pobres mortais?&lt;br /&gt;- Talvez devesse voltar toda minha raiva, minha merecida raiva, para perto de mim. Quem pode voltar atrás e reverter o destino de Polinices e Etéocles? Porém o dever dos vivos para com os mortos é conceder-lhes os cerimoniais e um enterro, para que possam ir para o Hades, mas não fiquem desonrados na terra que deixaram pra trás.&lt;br /&gt;Teve, neste momento, uma dor pelas lembranças dos mortos e odiou Creonte, o odiou por não deixar cumprir o dever dos vivos e desonrar quem não mais pode voltar para reclamar a desonra.&lt;br /&gt;- Por que Creonte não quer deixar que se cumpra nosso dever? Talvez minha dor me guie e eu consiga alguma resposta.&lt;br /&gt;- Mas não, não quero respostas, só devo tomar uma decisão, e já a tomei.&lt;br /&gt;- Devo agora ir ter com Ismene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tanto esse texto, quanto o que postarei na próxima semana, são re-leituras da peça de teatro Antígona de Sófocles, portanto os textos farão bem mais sentido se tiverem lido a peça. Se não tiverem... leiam, é fabulosa e, na minha opinião, o ápice do fenomenal teatro grego antigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3525454963096935572?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3525454963096935572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3525454963096935572&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3525454963096935572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3525454963096935572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/monlogo-de-antgona.html' title='Monólogo de Antígona'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6776394046524899065</id><published>2008-12-02T02:34:00.001-02:00</published><updated>2008-12-02T02:34:50.509-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>meus quintanares</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;às noites da Arábia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É tarde, agora:&lt;br /&gt;da janela a menina vê a lua. A lua, do céu, vê a menina. Mas vê mais. A lua enxerga todo um lado deste mundo – e, quiçá, de outros – e observa, luamente, seu viver. Nosso viver. Vosso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê, por exemplo, naquele canto extremo da noite um vagar solitário. Mas quê!? Neste horário? Tão tarde e alguém a vagar? Vagando, o alguém se arrepara que a lua observa, e pára. No meio do caminho, a meio do caminho eis que está, lá, parado, o viajor solitário. E o que espera da noite? O que espera? O que traz o passante em sua algibeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poeira da estrada, é isso que traz. Poeira e nada mais. Pó que desfaz um sonho ou a real ilusão. Toda sua vida carregada em uma mala. Naquela algibeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na face da lua, refletida, a face do homem. Na face do homem, a da lua. No solo da lua, o desejo do homem. Em seu peito – do homem – a espera de um beijo. Mas não a espera de um beijo qualquer como o daquela menina que olha a lua parada à janela. Não! No peito do homem há espera de uma cratera. De um profundo coração. Ou de um olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua olha, e vê. Crateras tem demais, e todas doaria ao homem parado a meio caminho andado. Paixões abissais, pensa a lua. Paixões abissais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo parado o homem não pára; em seu peito bate um coração perfeito: no seu coração dorme um leão. Parado na senda, em seu caminho estreito, faz-se da lua um bom cavaleiro, e deita. Para que a lua o receba em seu leito de estrelas, se deita. E a lua o recebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faíscas, fogos e fulgores, a face da lua esbanja amores. Não a seu cavaleiro, recém-nomeado, mas ao mundo que olha de um lado – o lado em que o sol não está. Eis a tarefa digna de uma rainha: fulgurar nas escuras escuridões o brilho de um luar que não se veria, não fosse ela. Só fossem estrelas, por exemplo, o sol não podia girar a contento, sabendo que na face escura da terra não há brilho seu. A lua é espelho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o homem, cavaleiro perene do sereno Luar; o homem deitado sob o manto estelar; o homem dorme, e sonha. A meio caminho andado, um novo encontro; sobre o passado, um novo conto. No peito puro, um leão. Na boca do leão há uma rosa&lt;br /&gt;e na rosa&lt;br /&gt;um coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Tudo baseado em um poema de Quintana, o Mário. Canção da Noite Alta: “Menina está dormindo./ Coração bolindo./ Mãe, por que não fechaste a janela?/ É tarde, agora:/ Pé ante pé/ Vem vindo/ O Cavaleiro do Luar./ Na sua fronte de prata/ A lua se retrata./ No seu peito/ Bate um coração perfeito./ No seu coração/ Dorme um leão,/ Dorme um leão com uma rosa na boca./ E o príncipe ergue o punhal no ar:/ ...um grito/ aflito.../ Louca!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6776394046524899065?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6776394046524899065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6776394046524899065&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6776394046524899065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6776394046524899065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/12/meus-quintanares_02.html' title='meus quintanares'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1285501137922702059</id><published>2008-11-30T17:09:00.002-02:00</published><updated>2008-12-02T22:17:51.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Despertando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dez horas da manhã, quinta feira. Eu estava em uma lanchonete com um gigantesco copo descartável de café, sentado à uma mesa de canto, entre goles e mordidas de um pequeno, mas delicioso, sanduíche tostado. Minha primeira refeição após doze horas de jejum obrigatório para um exame nada rotineiro de ultra-som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café prejudicava as ordens de meu médico gastroenterologista mas, naquele momento, eu não me importava. Há dias pensava no sabor do café em meu paladar e após passar a noite anterior ao exame tomando copos e mais copos d´agua - que ainda permaneciam no meu corpo, fazendo-me ir ao banheiro a cada dez minutos, como uma grávida - achei que merecia um bom café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jejuar sempre me incomodou. Assim como o zelo de meu médico parecia exagerado, preescrevendo exames demais para pequenos sintomas no estômago. "A gente se acostuma", disse a ele que não pareceu se importar. Assim, aproveitei o jejum obrigatório para tirar sangue para exames de Transamilase G. Oxalcétisa AST, Transamilase G Pirúvica – ALT, Fosfatase Alcalina, Gama Gt, Amilase, Colesterol Total, Colesterol HDL, Colesterol LDL, Colesterol VLDL, Triglicérides, Hemoglobina Glicosilada, Glicose, Ácido úrico, fator de risco, hemograma, insulina, tireoestimulante (TSH) e T3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venham me perguntar o que são, deduzi ao ver a lista imensa de pedidos que ele deveria estar mais preocupado do que o habitual. Preocupado com algo que eu não estava ligando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã pós exame, tinha a lanchonete toda para a mim. Metade de suas luzes estava apagadas. Havia um clima árido lá fora, como se eu estivesse no último lugar antes do fim do mundo. Trajava boné preto, óculos escuros, costeletas habituais. Como sempre passo desapercebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu silêncio foi quebrado por um grupo de amigos fazendo algazarra logo quando entraram na lanchonete. Foi logo após me identificarem e, tentando falar silenciosamente, trocaram frases sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O japonês filho da puta que falara sobre mim assim que entrou, sentou-se à mesa em frente a minha, retirando o celular do bolso, fingindo que ligava a alguém só para me fotografar. Minha vontade era pegar o japonês pelo pescoço, perguntando aonde estava o som da piada que ele tanto ria anteriormente. Eu queria coragem para cortar seus olhos, mandando o veado de volta para seu país natal cheio de luzes piscantes para ver se ainda era possível que ele visse o sol vermelho de lá. Eu era o alvo de uma exibição bizarra, onde seus participantes não faziam questão nenhum de esconder isso de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo concentrando-me no café. Joguei os restos do lanche no lixo, ainda ouvindo os comentários sobre mim, as risadinhas abafadas como se meu ouvido não existisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sair, pedi para a garçonete encher o copo de café e dei o fora dali. Caminhei até o final da quadra, sentei na mureta de um banco colocando o café ao meu lado, pensei. Ainda que minha raiva pulsasse, o sabor do café em minha garganta era doce demais para que eu perdesse meu dia. Pensei em voltar lá, tirar o japones a ponta pés do lugar, mas um carro de polícia passou na rua e me imaginei de volta a lanchonete, cheio de sangue, o japonês no chão com o celular enfiado em sua bunda, a polícia do lado de fora pedindo que eu saísse com as mãos para cima. Uma visão que eu não gostaria de vivenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei mais um gole do café, ainda quente, iludindo a mim mesmo que assim foi melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1285501137922702059?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1285501137922702059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1285501137922702059&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1285501137922702059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1285501137922702059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/despertando.html' title='Despertando'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3177630117068433872</id><published>2008-11-27T15:04:00.001-02:00</published><updated>2008-11-27T15:13:02.190-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quatro Patacas'/><title type='text'>Só Preto Sem Preconceito (Parte 04)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;diretamente das piadas do &lt;a href="http://kibeloco.com.br/"&gt;Kibe Loco&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SS7Tr_-oYwI/AAAAAAAAAQU/GpWxCMwYt5M/s1600-h/vini_mestrado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 294px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SS7Tr_-oYwI/AAAAAAAAAQU/GpWxCMwYt5M/s400/vini_mestrado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273384966559392514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Não entendeu? Clique &lt;a href="http://kibeloco.com.br/kibeloco/2008/11/13/so-preto-sem-preconceito-parte-3/"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.kibeloco.globolog.com.br/index.html?postId=692607" target="BLANK"&gt;AQUI&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.kibeloco.globolog.com.br/index.html?postId=694704" target="BLANK"&gt;AQUI&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/081110/48/gjulpz.html" target="BLANK"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Quatro Patacas orgulhosamente gostariam de parabenizar o nosso prodígio Vinício do Santos que passou em sua prova de mestrado nessa semana. Ficamos muito felizes pela sua conquista e hoje é dia de festa. E também dia de fazer piada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Parabéns, Vini!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3177630117068433872?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3177630117068433872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3177630117068433872&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3177630117068433872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3177630117068433872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/s-preto-sem-preconceito-parte-04.html' title='Só Preto Sem Preconceito (Parte 04)'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SS7Tr_-oYwI/AAAAAAAAAQU/GpWxCMwYt5M/s72-c/vini_mestrado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8125227714677847033</id><published>2008-11-26T19:11:00.001-02:00</published><updated>2008-11-26T19:20:20.876-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Para Aléxis, do Cavaleiro de Mim Mesmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;“Me tamen urit amor; quis enim modus adsit amori?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Contudo o amor me queima,&lt;br /&gt;E do amor, qual a medida?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virgílio Bucólicas II – verso 68, tradução própria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada mais. Nada mais. Por tudo eu vejo sua imagem distorcida, no espelho do banheiro, na cozinha, na nossa cama. Veria tua imagem na rua se ao menos saísse de casa. Nossa outrora casa não contrasta com minha outrora felicidade, que em outros tempos só fazia crescer, por existir, por apenas existir, e agora contrasta com o sol da janela, com o irritante sol alegre e caloroso que me toca as faces. Fecharia as cortinas de casa como venho fechando as cortinas da vida, caso você não as tivesse levado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh. Respiro teu ar e não gosto disso. Tentei te afastar, tentaste também sumir, mas sumir é muito mais difícil do que simplesmente permanecer. Tanto tempo ao meu lado e talvez tão distante, tão longe estavas que era como que se tivesse afastado. Tão pouco tempo longe e tão perto, tão mais perto. Mais do que qualquer um de nós dois poderia esperar. Ahh. Respiro e crio um pouco de vida, me dou um novo nome, me chamo tolamente de cavaleiro de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a donzela não mais exista. Era você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vive um cavaleiro sem devoção? Não te tenho, não tive nunca a deus. Tenho só a mim mesmo até que a morte me sublime. Sou um cavaleiro de mim mesmo. Sempre só tive a mim. Nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh. Mais uma lufada de ar, e é como se refrescasse minhas idéias. Cavaleiro de mim mesmo? Só poderia pensar isso fora de mim, fora de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia me derramar, me esparramar para você, como alias já fiz muitas vezes, porém você, minha Aléxis particular, continuaria a me ignorar. Claro que tudo isso é uma confissão de culpa e uma confissão de dor e um único e triste panorama do estado da minha alma, mas é talvez mais digno. Não me arrasto mais no chão! Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia me quiseste? Um dia só talvez? A dor, Aléxis, é a fronteira do real e eu sou tão real quanto o tamanho da minha dor. Qual o tamanho da tua, minha Aléxis? Será tão grande a ponto de fazer sombra a minha? Se for, me desculpe. Se for, peço que me avise e me humilharei e morrerei prostrado por tua dor. Mas ela é tão grande assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia foste realmente minha, Aléxis? Ou foi só o sol que bateu em minha janela e me encobriu a face como tem feito ultimamente? Eu penso sempre na eterna possibilidade de te ter, tão eterna quanto possível é a mais profunda eternidade.  E mais profundo me torno quando te imagino de novo aqui. E nossa casa fechada e nosso mundo particular. E logo caio de novo no abismo profundo da realidade. E me machuco. E choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh Aléxis, como me faz falta teu perfume, como me faz menos homem e mais humano reconhecer isso. Ahh. Respiro a última vez teu ar, a última. Destruirei-te? Jamais! Não existe pedaço em branco no meu coração, não existe nada no meu peito que não tomaste. Me conformo que estais aqui, mesmo não estando. Me conformo que estais mesmo eu não estando ao teu lado. Ahh Aléxis, não mais te respiro, seja porque se continuasse teria uma overdose de ti, seja porque quero, apesar de tudo, continuar a viver-me, então não posso mais continuar a viver-te. Passo agora a considerar esse momento, o momento que deixo de ser você e passo a ser eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra-te, Aléxis, quando antes de nos fundirmos, éramos só nós? Tu me pediste para que eu me recordasse desse momento para que voltasse a ele. Porém minha querida, não se volta atrás, não se recupera um momento. Portanto volto a me ser, porém outro-eu, este tolo realista, o Cavaleiro de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou volúvel. Me conhece o suficiente para saber que volto atrás muitas vezes quando o firmado não me beneficia. Não prometo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se este Aléxis te desdenha,&lt;br /&gt;Encontrarás outro Aléxis” &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sigo em frente , porém me reservo o direito de olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; “Inuenies alium, si te hic fastidit, Alexim”  - Virgílio – Bucólicas II - verso 73, tradução própria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tinha um sério problema em publicar esse texto, pois ele é muito caro à minha pessoa e achava que não estava bom o suficiente ainda. Essa é a terceira versão. Ainda não é a versão definitiva, mas acredito que esteja bem satisfatório. As traduções dos trechos, como já disse na nota,  são minhas. Espero que gostem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8125227714677847033?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8125227714677847033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8125227714677847033&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8125227714677847033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8125227714677847033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/para-alxis-do-cavaleiro-de-mim-mesmo.html' title='Para Aléxis, do Cavaleiro de Mim Mesmo'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2695948582491552785</id><published>2008-11-24T14:47:00.002-02:00</published><updated>2008-11-24T15:09:12.474-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>teu corpo é todo um mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se algo pode ser dito sobre o início do mundo, será dito. O grande problema - ou, ao menos, o que me engole agora - é que o inicio do mundo não foi o início de tudo. Esse pequeno detalhe dá margens para as mais estapafúrdias impressões. Inclusive esta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Deus - ou o diabo, ou a terra do sol - juntou as mãos e disse Amém!, ele amou. E amou de tão longe, da banal e mais cinzenta terra da chuva, que até hoje somos da opinião de que, da terra do sol, sua liturgia soou como um canto sagrado, um encanto. A grande merda é que a terra do sol é muito longe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E por incrível que pareça, porque nessas coisas de amor, de amém e de ménage tudo é uma bagunça; por incrível que pareça, assim que chegou à terra do sol a distância continuou imensa. Tensa. Uma aberração. E berrar, pedindo uma mínima solução, é tudo que ele faz. Pra dentro, é fato, exceto alguns - e chatos - arroubos de clamor real. Quando ele fala pra ela - ela que não é a terra, não é do sol, mas quase como fosse. Ela não é nenhum doce, afinal, mas assim parece a seu paladar. Paladar dele, que fique claro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando as terras se sobrepuseram, quando o mundo teve início, quando a distância de fato se encurtou pra aumentar a distância do tato; quando Deus juntou as mãos, não disse nada. Mas ele ouviu "amem", e amou. Coisas de audição. Miragens. Miragens auditivas - um horror!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso não é culpa dela. Não é. Não é culpa dele, tampouco. Nem de Deus porque, afinal, ele não existe. Não nesta história. Toda a culpa é daqui pra fora. Nota? Não há culpa; mas que vontade bandida que ela existisse, pra ter a quem xingar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Circunstâncias, apenas. Se cobrir vira circo. Cercar, um hospício. Com penas, um óbvio e gigantesco viveiro em que venham ciscar as galinhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para ele isso tudo é o mundo. Para ela, uma casca de noz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2695948582491552785?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2695948582491552785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2695948582491552785&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2695948582491552785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2695948582491552785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/teu-corpo-todo-um-mundo.html' title='teu corpo é todo um mundo'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2715440745115552811</id><published>2008-11-22T23:41:00.000-02:00</published><updated>2008-11-23T15:27:33.331-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Historietas Amorosas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Assim serviu Jacó sete anos por causa de Raquel; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e estes lhe pareciam como poucos dias, pelo muito que a amava."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Gênesis 29:20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando José atirou-se na linha do trem com seu caderno de poemas, a lenda que permaneceu na cidade foi de que suas poesias até hoje vinham do céu, caindo no chão como folhas no outono. Lindos poemas escritos para Marília, a garota vista pelos olhos do povo como má, por não ter aceitado o amor daquele pobre garoto cuja única beleza vinha dos versos dodecassílabos que ele compunha com grande precisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do céu, as musas tocando liras, trajando belos vestidos brancos e perfeitamente belas, perguntavam-se umas às outras o que fazer com tantos versos dedicados a elas. A quem todo esse amor pode pertencer e qual poeta não faz versos tendo a razão completa de que suas palavras são apenas amores levados pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João, escritor de prosas, ridiculamente enamorado lembrava-se da época em que não tinha um amor de verdade ao seu lado. Fazendo versos para uma musa inspiradora que, ao ler seus textos, dizia apenas estar agradecida, mais nada. Sem aceitar que seus versos retumbantes a elevavam como uma princesa egípcia e consumiam muito de sua transpiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, como Deus, abri uma excessão ao pobre José e, mesmo o morto tendo se suicidado, abri as portas do céu. Daqui mesmo eu lia os dodecassílabos que ele fazia com tanta precisão, desenvolvidos a partir da centelha que eu lhe dei.&lt;br /&gt;Quanto ao amor de Marília, ainda reflito sobre Eva todas as noites que vou dormir. Não sei se ao atender o pedido de Adão fiz um benefício ou o amaldiçoei para sempre. Ele nunca foi o mesmo após ela, sempre entristecido e aborrecido pelos cantos. Eva só ligava para seus filhos.&lt;br /&gt;Quanto a mim, nada posso dizer, vejo passado, presente e futuro e nunca precisei de coisas mundanas como amor ou algo do tipo. Exceto a Coca cola que vocês, mortais, criaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Caro amor, vejo que perdemos mais essa".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não sabia que ainda era romântico, Bernault".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lord Bernault ainda se enaltecia com as qualidades do amor. Passado mais de quatro anos que escreveu sua primeira carta a Clarice, sua amante distante e inalcançável, ainda hoje mantinha a chama de que, caso Clarice voltasse à Inglaterra, após tanto contato em várias histórias no papel, eles poderiam finalmente tecer um beijo que envergonharia as estrelas mais brilhantes e até mesmo o próprio sol.&lt;br /&gt;A morte daquele garoto para Bernault era uma espécie de desafio, uma perda no exército daqueles que acreditam no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas palavras, Clarice. Tantas palavras. Tantas metáforas impressas nessas cartas que só servem para aquecer os mendigos no parque. Porque te amo, Clarisse, se nunca me respondes. Se me diz palavras enviezadas pois não tem a coragem de me dizer que "Não, não me quer".&lt;br /&gt;Se prende-se na frieza mais afável em vez da ventura mais doce. Por que, Clarice? Por quê? Até quando em minha alma existirá o homem que viverá de amor. E quando esse amor morrer, o que sobrará em cada uma de nossas almas além de nossa miséria?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2715440745115552811?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2715440745115552811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2715440745115552811&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2715440745115552811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2715440745115552811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/historietas-amorosas.html' title='Historietas Amorosas'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2971786038769510843</id><published>2008-11-20T17:22:00.002-02:00</published><updated>2008-11-25T15:51:25.267-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Miss outubro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não faço mesmo o tipo nostálgico. Sempre gostei de acreditar que, mesmo de modo frágil, minha vida melhorava com o passar dos dias, então não havia motivos para sentir falta de ontem. Mas como ela vem derrubando cada um dos meus conceitos, não seria logo esse capricho tolo que ficaria em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de outubro. Eu era mais tranqüilo, mais esperançoso, mais forte. Eu estava no topo da minha montanha, rindo de um jeito besta como quem se realiza, o protagonista ao final feliz do filme. A vida poderia congelar ali, e eu saberia que não precisava de mais nada. Nunca estive tão feliz como em outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois do topo não resta nada que não seja a descida – porque equilíbrio é só ficção. Então, devagar, eu comecei a me afastar do auge, em um movimento naturalmente sem volta. É estranho acordar sabendo que o melhor já passou – e que existe agora um parâmetro de alegria inalcançável. Sinto falta de outubro porque novembro não é melhor, como não será dezembro e janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo eu achei que você havia me dado uma solução – e não mudei minha idéia quanto a isso. É bastante irônico que eu te considerasse inatingível antes, porque agora considero ainda mais. Gosto de pensar que no fundo é só mesmo covardia da minha parte em não seguir adiante, mas anda difícil me convencer de que o problema é meu e não de um mundo desbotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho então que esta é a última lição que você tem para me ensinar, aquela que vai me mudar menos e me doer mais: com você eu aprendi a sentir saudades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Bem, isso encerra a trilogia. A menos que alguma surpresa aconteça – o que eu duvido, já que a surpresa parece ter perdido o endereço da minha casa – eu torno a escrever as bobagens de sempre a partir de semana que vem. Até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2971786038769510843?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2971786038769510843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2971786038769510843&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2971786038769510843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2971786038769510843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/miss-outubro.html' title='Miss outubro'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6908589739648286226</id><published>2008-11-18T23:50:00.001-02:00</published><updated>2008-11-25T15:50:19.453-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Meus Pêsames</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;"Agora pequenas aves voavam gritando sobre o pego ainda aberto; uma soturna onda branca bateu contra os lados íngremes da voragem; depois tudo se fechou, e a grande mortalha das águas continuou a ondular, como já ondulava cinco mil anos antes"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MELVILLE, H. in Moby Dick, trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu tinha doze anos a bisavó de um colega de classe morreu. A escola nos levou, toda a classe, de ônibus, ao velório. Lembro-me vagamente do trajeto, todos os alunos dentro do ônibus, animados, afinal, era uma aula perdida. Não havia aquele peculiar clima de morte e tristeza e desolação que permeia os bons velórios. Quando chegamos o clima tampouco era o de um velório típico, a família, é claro, estava arrasada, mas os outros muitos presentes estavam visivelmente aproveitando a oportunidade, uma das poucas que uma cidade pequena proporciona, de se reunir, encontrar conhecidos, tomar uma cafezinho e cochichar podres sobre o morto. Nos aproximamos de nosso colega, que parecia um interessante meio termo entre a tristeza verdadeira de sua família e o desprezo alegre  dos outros presentes.  Cada aluno o cumprimentou, um por um, e quando chegou a  minha vez  eu disparei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus Pêsames!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca havia usado essa expressão a minha vida, nunca havia pronunciado... nunca havia visto outra pessoa, no mundo real, pronunciá-la. Ela surgiu, espontânea e carregada da desimportância que aquela morte tinha para mim e para todos os outros que não eram da família. Eu havia desmascarado, sem saber e sem que ninguém percebesse, a hipocrisia da situação. Minha intenção, ainda que não intencional, era soar caloroso e demonstrar a importância daquela perda na minha vida. Consegui soar frio e realmente demonstrei a importância daquela perda na minha vida... a importância de uma aula perdida e um passeio de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitos anos esse acontecimento permaneceu dormente. Somente a pouco tempo recuperei essas memórias e tudo que elas significavam e percebi, finalmente, a importância que tem uma vida fora do nosso contexto. A importância de um cumprimento frio. Isso nunca havia me tocado, até que a morte também me tocou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6908589739648286226?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6908589739648286226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6908589739648286226&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6908589739648286226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6908589739648286226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/meus-psames.html' title='Meus Pêsames'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-5814678021012450793</id><published>2008-11-16T16:41:00.004-02:00</published><updated>2008-11-16T16:51:55.781-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>hélio</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;“Em vigílias sem fim fiquei, o barco/&lt;br /&gt;Rodopiando entre os recifes.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;(d’O Navegante – séc. X) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a tudo se desconhece? E quando se dá um passo e de repente o chão&lt;br /&gt;desaparece&lt;br /&gt;sob nossos pés? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quando o chão é outro, couro, solo de carne de vaca curtida ao sol? Solo distante sem água sem vaca sem chão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Solo de avião, como o em que a ave pousa. Solo de outra terra, outra terra, sol de outra terra, terra de outro chão. De outro hemisfério, de outro trópico, de outro câncer, de capricórnio, de outra mão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quando se dá um passo e o chão se cresce? E te engole? E quando some? E quando cresce, te engole e some, de repente, contigo dentro dele? Pensou nisso, pensou? Sentiu isso, amor? Sentiu?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quando teus pés que não criam raízes se afundam numa lama suja e distante do pomar de onde saíram? Longe do teu horto, em outro porto, num em que galinhas ciscam milhos verdes de outra cor e onde os grãos de arroz possuem uma estranha, estranha diferença de tamanho. Pra mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Onde se usa coentro em tudo que se coma, e nada de salsa e cheiro verde. Saber de carnedesol, de charque, de mandioca que muda de nome e nem mesmo mandioca é. Não é mandioca com outro nome: é outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, aqui, sou outra coisa. Coisa nova, coisa nova da qual gosto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu sou,&lt;br /&gt;o sol.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nenhum teto&lt;br /&gt;Protege o navegante ao mar entregue.&lt;br /&gt;É o que não sabe o que vai em vida mansa,&lt;br /&gt;Rico e risonho, os pés na terra estável,&lt;br /&gt;Enquanto, meio-morto, mourejando,&lt;br /&gt;Eu moro em móvel mar.” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-5814678021012450793?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/5814678021012450793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=5814678021012450793&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5814678021012450793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5814678021012450793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/hlio.html' title='hélio'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7739631171613709021</id><published>2008-11-14T08:35:00.002-02:00</published><updated>2008-11-14T09:05:29.031-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>O Diabo Como Testemunha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro de minha memória, guardo vagamente a recordação de dormir bem. Quando criança imaginava que adormecer era ser encoberto por nuvens. Lembro-me de fechar os olhos e sentir aos poucos as pálpebras pesadas e ver nuvens se aproximando de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu permaneço de olhos abertos, torturado, vendo o sol nascer pelos vincos de minha janela. Amaldiçoando que as pílulas não mais me abatem e me entregam à Morfeus. Sem mesmo lembrar quando o retrato de minha insônia não foi minha rotina. Uma dança entre o peso de minha lucidez e a leveza de minha inconsciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro que li disse que os insones nunca sabem se estão acordados ou dormindo. Que o tempo dilata-se em um sonho constante, vozes ecoam enganando o cérebro e trazendo sombras esguias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se Lúcifer em pessoa estivesse comigo todas as noites, observando minha agonia olhando os ponteiros do relógio. Enquanto calculo cada segundo que minhas pálpebras parecem mais pesadas para, em segundos, me sentir desperto de novo, em pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agregram-se a minha vida mais pílulas e narcóticos; curando o sono, a ansiedade, a úlcera, o lado selvagem, destruindo por completo o meu espírito. Paralisando-me em letargia.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Um gole de Vodka catalisa os remédios, um alimento pela ansiedade de não dormir. Eu escondo os relógios de mim com medo do tempo que me encara e não passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um dia, mais uma dose, água, remédio, garganta, mais um retrato, mais uma pílula, dias perdidos e tenho horas de um coma profundo. Sem sonhos nem pesadelos, abençoado pela química que prende com os dentes minhas sinapses e me faz dormir com as mais belas estrelas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Araraquara, 12 de Novembro de 2008,&lt;br /&gt;insone há 28 horas ao término do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7739631171613709021?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7739631171613709021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7739631171613709021&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7739631171613709021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7739631171613709021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/o-diabo-como-testemunha.html' title='O Diabo Como Testemunha'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-5647180048529279630</id><published>2008-11-12T00:31:00.001-02:00</published><updated>2008-11-12T00:33:34.075-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>49'53''</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi como se o Sol, de repente, deixasse de existir no meio da tarde. As pessoas se angustiavam com aquela mudança súbita, mas todos os gritos vieram de mim. Não era como se a morte chegasse – era como se a vida perdesse o sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Gosto da forma como ela me tira de rumo, sempre me questionando e me maravilhando ao deixar claro que é muito maior do que eu. Me causa fascínio perceber o quanto eu sou pouco perto dela, um misto de desafio e adoração, alguém para se superar e admirar ao mesmo tempo. Mas hoje ela me questionou não quando eu estava sendo covarde, ou fraco, ou apegado às minhas tantas crenças, mas trivialmente sincero – então eu não podia ser simplesmente vencido, como gosto de ser. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não foi como nas outras discussões, quando eu retornava para casa pensando em algum bom argumento para dar a ela – e me convencendo depois de que na certa ela teria um melhor. Precisava provar que estava certo sem provar que ela estava errada, e não havia outra opção que não essa. Temi como nunca usar todas as palavras que eu conheço, me valer da retórica da qual eu tanto me orgulho, aproveitar do humor como desenlace, porque qualquer erro me parecia aquele que iria por fim a tudo, jogar a vida na escuridão de antes. Eu não podia errar e arriscar perder a companhia que, ao me desconcertar todos os dias, me conserta como ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por 49 minutos, hoje, eu não sabia sentir nada que não fosse medo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-5647180048529279630?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/5647180048529279630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=5647180048529279630&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5647180048529279630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5647180048529279630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/4953.html' title='49&apos;53&apos;&apos;'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-4440744996484145881</id><published>2008-11-07T11:54:00.001-02:00</published><updated>2008-11-07T11:58:31.101-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Agulhas (Cena II)</title><content type='html'>[no quarto]&lt;br /&gt;[somente a mulher em cena]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER – Eu enlouqueci, depois me recuperei.&lt;br /&gt;Seria a loucura conseqüência da morte?&lt;br /&gt;Ou já nasci louca? A morte a despertou?&lt;br /&gt;E então, o que a curou? Terei esquecido dele?&lt;br /&gt;Não, não, como teria esquecido se sempre&lt;br /&gt;me lembro. A loucura voltará. É isso!&lt;br /&gt;Essa é a única resposta que me permito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[entra no banheiro e o palco fica vazio]&lt;br /&gt;MULHER (Somente a voz) – A loucura vem e vai, porque alivia&lt;br /&gt;a maldita dor. Quem quer sentir dor? Quem quer?&lt;br /&gt;[entra no palco] Melhor enlouquecer, qualquer um concordaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[deita na cama]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER – Fecho os olhos como quem fecha uma cortina.&lt;br /&gt;Encerro o dia como quem encerra a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[adormece e as luzes se apagam parcialmente]&lt;br /&gt;[chega o homem]&lt;br /&gt;[entra no banheiro, acende a luz do banheiro, apaga a luz do banheiro, volta para o quarto e se deita na cama]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM (baixinho) – Eu enlouqueci, meu Deus.&lt;br /&gt;Boa noite! Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[As luzes se apagam completamente]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Para ler a Cena I, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://quatropatacas.blogspot.com/2008/04/agulhas-cena-i.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-4440744996484145881?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/4440744996484145881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=4440744996484145881&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4440744996484145881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4440744996484145881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/agulhas-cena-ii.html' title='Agulhas (Cena II)'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-9175964450876698524</id><published>2008-11-03T22:43:00.000-02:00</published><updated>2008-11-06T05:54:13.261-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Sonata final para o 1º Ato.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho notado mais as noite que os dias. Descobrindo o que o silêncio dos insones e dos mortos tem a me dizer. Apago as luzes quando raia o dia, vejo o nascer do sol e caminho pela casa, procurando o melhor lugar para ficar até o sono chegar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me falta para o ano que vem são apenas 60 dias. Nada me aguarda no outro lado da enseada, só Deus e o Diabo vestidos de negro, apontando meu futuro ainda não escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso eu preencho papéis tentando escrever canções, fazendo resoluções prévias para o que querer ano que vem,  perdendo-me em livros que mais me ensinam do que me confundem. Mas nada é uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé que tenho é saber que mesmo cego ela me guia, que mesmo na escuridão algo me ilumina. E assim, a vida se refaz, como pétalas que renascem após invernos de desesperança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-9175964450876698524?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/9175964450876698524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=9175964450876698524&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/9175964450876698524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/9175964450876698524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/sonata-final-para-o-1-ato.html' title='Sonata final para o 1º Ato.'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7724236035489651921</id><published>2008-11-01T15:34:00.001-02:00</published><updated>2008-11-01T16:17:38.758-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Carta à maior</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez eu te disse que as línguas não haviam inventado a palavra exata para expressar o que sentia por você. De lá para cá, a sociedade não progrediu muito na tarefa, na certa porque ainda está desconcertada demais com você para pensar em qualquer outra coisa. Mas eu prometo fazer o meu melhor, humildemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é meu parâmetro do mundo: julgo as pessoas agora pelo quanto elas se parecem com você – e acho mesmo que elas deveriam se esforçar para isso. Tua personalidade é tão complexa e sublime que eu aceitaria teus defeitos no lugar das minhas qualidades. Você é a prova de que nós podemos ser melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolice dizer que você mudou minha vida; você fez minha vida; o que eu tinha antes era um amontoado inseguro de ações, um jogo de nervos contra minha própria angústia, uma eternidade de “me desculpe!” e “tudo bem!”. Você me deu força, um rosto, um motivo para me orgulhar de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo meus dias questionando como eu vou te retribuir: poderia te comprar um cachorro de pelúcia e uns dvds, poderia escrever textos e poemas, poderia ter fotos suas pelas minhas paredes, dar teu nome a uma das minhas filhas, me matar de saudades quando você vai embora – mas não consigo deixar de pensar que estaria longe do que você merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros vinte anos da minha vida foram todos desperdiçados, mas hoje o que me importa mesmo é poder usar dos que me restam só para te agradecer.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sei se vocês se importam tanto assim com meus textos, mas se for o caso, é melhor não se animar; escrevi hoje, mas dificilmente torno a escrever esse mês; nas férias a gente se encontra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7724236035489651921?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7724236035489651921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7724236035489651921&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7724236035489651921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7724236035489651921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/11/carta-maior.html' title='Carta à maior'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-81904092406367240</id><published>2008-10-17T18:18:00.002-03:00</published><updated>2008-10-17T18:52:19.585-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>dia logo um</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Ouvi dizer, certa vez, que o eixo subliminar de equilíbrio gravitacional é o que faz as coisas penderem pra baixo. De paus a pedras. Da chuva à neve que cai. Daí te pergunto: s'nevasse aqui tu'sava esqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-81904092406367240?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/81904092406367240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=81904092406367240&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/81904092406367240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/81904092406367240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/10/dia-logo.html' title='dia logo um'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6032434919371681580</id><published>2008-10-17T18:15:00.001-03:00</published><updated>2008-10-17T18:42:02.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'></title><content type='html'>Neve, como neve pluma muito neve pousa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops... errei a músiquinha.&lt;br /&gt;Então uma quadrinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez esquiei&lt;br /&gt;Caí e quebrei a bunda,&lt;br /&gt;que melancolia profunda&lt;br /&gt;que por causa do esqui passei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6032434919371681580?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6032434919371681580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6032434919371681580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6032434919371681580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6032434919371681580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/10/neve-como-neve-pluma-muito-neve-solta.html' title=''/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-485094325344346001</id><published>2008-10-17T18:13:00.000-03:00</published><updated>2008-10-17T18:41:11.815-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Isso quer dizer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;caso tu não saiba&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que a mão da gaita&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não toca flautim&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e que a neve branca&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pluma áurea e lana&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;faz pro gato um pás'ro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ser um banquetim&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-485094325344346001?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/485094325344346001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=485094325344346001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/485094325344346001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/485094325344346001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/10/isso-quer-dizer-caso-tu-no-saiba-que-mo.html' title=''/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6391048893925946281</id><published>2008-10-17T18:12:00.000-03:00</published><updated>2008-10-17T18:47:02.765-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'></title><content type='html'>Péssimo Gosto, Ó Leandro&lt;br /&gt;esse poema antiecológico&lt;br /&gt;Onde o indefeso passarinho&lt;br /&gt;morre na boca cruel do gatinho (essa ficou sem métrica nenhuma... mas vá lá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas melhor ser psicopata que poeta... tenho dito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6391048893925946281?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6391048893925946281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6391048893925946281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6391048893925946281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6391048893925946281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/10/pssimo-gosto-leandro-esse-poema.html' title=''/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7253604694507226042</id><published>2008-10-17T18:01:00.000-03:00</published><updated>2008-10-17T18:53:16.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'></title><content type='html'>... e não me chamo Benedito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7253604694507226042?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7253604694507226042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7253604694507226042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7253604694507226042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7253604694507226042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2374182921686398557</id><published>2008-10-06T22:24:00.000-03:00</published><updated>2008-10-06T22:38:36.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>dérive</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ando sorrateiramente pelo canto imbecil do conto norueguês de 13 sílabas. Feito infante, meio manco e com um laço de fita no cabelo. Macaco sexagenário ou cachorro vira-lata dando as vindas ao Barbosa. TV Pirata, cd pirata e mercado fonográfico em queda como Nasdaq ou a Bovespa. Colméia atiçada contra o despenhadeiro das idéias. Uma esperança ao longe, e um amor de perto. Um amor de longe-perto um não-amor tanto faz. Um botijão de gás com furo na mangueira. Cano em escapamento enfiado na janela do meu carro. A faísca e, claro, a explosão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2374182921686398557?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2374182921686398557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2374182921686398557&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2374182921686398557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2374182921686398557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/10/drive.html' title='dérive'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2965036815170545500</id><published>2008-09-28T19:33:00.000-03:00</published><updated>2008-09-28T19:35:44.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>espera da vida inteira</title><content type='html'>espera a semana inteira&lt;br /&gt;por um texto que postaria&lt;br /&gt;e que não foi.&lt;br /&gt;Letargia&lt;br /&gt;minha tia verdadeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2965036815170545500?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2965036815170545500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2965036815170545500&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2965036815170545500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2965036815170545500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/espera-da-vida-inteira.html' title='espera da vida inteira'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1080138164730222531</id><published>2008-09-25T01:28:00.001-03:00</published><updated>2008-09-30T20:22:01.693-03:00</updated><title type='text'>Terceira Apresentação</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://i243.photobucket.com/albums/ff171/arthurskywalker/cartazterceiraapresentao.jpg"&gt;&lt;img src="http://i243.photobucket.com/albums/ff171/arthurskywalker/cartazterceiraapresentao_mini.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os Patacas tem orgulho de anunciar a nossa Terceira Apresentação, que será hoje, dia 25/09/2008 no MAC (Mostra de Arte do Campus) e tem o fenomenal nome de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;"Terceira Apresentação"&lt;/span&gt;, realmente a criatividade não está mais na moda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação será no Anfiteatro A do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Campus&lt;/span&gt; da Unesp Araraquara, à partir das 7h25min. Diferentemente das outras duas apresentações, nessa não faremos tudo de uma vez e sim entraremos 5 vezes ao palco, com 5 números diferentes e (esperamos) muito engraçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitaremos também para apresentar o novo membro (ou seria membra?) do nosso grupo. E é bom também avisar a sentidíssima ausência de um de nossos, o Leandro, que está em Santos vendendo miçangas na praia (e parece ser muito bom nisso!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz o cartaz ai em cima (clique nele para ver maior), &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Não Ouse Perder&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelsior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Patacas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102);font-size:85%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1080138164730222531?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1080138164730222531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1080138164730222531&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1080138164730222531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1080138164730222531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/terceira-apresentao.html' title='Terceira Apresentação'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8436150800984949567</id><published>2008-09-20T10:05:00.005-03:00</published><updated>2008-09-20T20:53:10.523-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>ob-cena</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Dedicado A&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É manhã. Os quero-queros gritam no ar, querendo sei-lá-o-quê. Passa um carrinheiro, com meia dúzia de latas, treze quilos de papelão e uma sacola de esperanças, meio rasgada ali pelo meio. Na sacola um cachorro dorme, sarnento, sonhando ser imperador do Catão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rola um monte de feno, em forma de cubo, misturado a traças, taças quebradas e cobres roubados. O ar da cidade está frio-poluído como sempre, mas um tímido sol arrisca espiar por entre a chuva. Chove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pipoqueiro estoura os primeiros milhos do dia. Espera vender um milheiro. As contas estão atrasadas, ele pensa, e coloca manteiga na panela fechada. Passa uma criança correndo, feliz, bem desperta como só crianças de seis anos conseguem. Quanto mais se vai, se envelhece, mais se dorme. Até que, um belo dia, se morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leiteiro reclama da coluna enquanto abaixa até o batente. Dali pega a garrafa vazia, e ali deixa a outra, cheia. Leiteiros são seres que não existem mais, como grifos, fadas e dragões. T-rex ainda existem, por isso não entram nessa lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornaleiro abre a banca. Um dia de apostas, pensa. E sorri. Dali a pouco um mendigo comprará uma cartela de raspadinha, com as poucas moedas que conseguiu, e encontrará o prêmio máximo. A vida dele muda, por causa do jornaleiro. Pra ele, jornaleiro, o máximo da vida acabou de ser alcançado. Fecha a banca, e vai embora. Pra onde? Talvez nem Deus saiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cachorro passa correndo, em primeiro plano, seguindo o rastro de desesperança e de outro cão, de Catão, ou algo assim. Um observador no alto do oitavo andar cospe pela janela. Na janela do sete-e-meio alguém recebe a cusparada. E cospe de volta. O cuspe alcança o ápice da parábola quando bate no nono andar, e cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós dois, ao canto, nus, valsamos a dança do acasalamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8436150800984949567?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8436150800984949567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8436150800984949567&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8436150800984949567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8436150800984949567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/ob-cena.html' title='ob-cena'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7142878248201110486</id><published>2008-09-16T23:59:00.003-03:00</published><updated>2008-09-17T13:35:00.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>18 de Setembro - parte 2</title><content type='html'>Lembrei-me de mim mesmo&lt;br /&gt;como me lembro de você,&lt;br /&gt;no mais tardar das horas,&lt;br /&gt;no ressoar do sino fúnebre.&lt;br /&gt;Me amei um dia,&lt;br /&gt;neste amor pálido que te amo agora,&lt;br /&gt;neste amor que se dá e que é rápido&lt;br /&gt;e que logo passa e se foca em outro lugar,&lt;br /&gt;um lugar-nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me agora, neste dia,&lt;br /&gt;não me lembrava ontém, nem, provavelmente,&lt;br /&gt;me lembrarei amanhã,&lt;br /&gt;de mim mesmo, com certa lamúria na voz,&lt;br /&gt;serei ainda como já fui?&lt;br /&gt;Nestas possíveis mudanças, a estática é regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me agora do nunca.&lt;br /&gt;Neste dia, somente neste dia,&lt;br /&gt;me lembro de mim&lt;br /&gt;e sorrio um daqueles sorrisos de esgueio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;Sei que todos esperam textos em prosa nesse blog, o que, de certa forma, não tenho correspondido plenamente, porém essa é a primeira vez que posto um poema puro, sem prosa junto, mas como ele diz respeito ao meu aniversário, que é dia 18 de Setembro, achei que podia tomar essa liberdade. E, se quiserem, leiam o texto que eu publiquei no meu aniversário do ano passado: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://quatropatacas.blogspot.com/2007/09/18-de-setembro.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;18 de Setembro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7142878248201110486?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7142878248201110486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7142878248201110486&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7142878248201110486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7142878248201110486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/18-de-setembro-parte-2.html' title='18 de Setembro - parte 2'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-5029935999202284025</id><published>2008-09-12T21:55:00.001-03:00</published><updated>2008-09-12T21:58:47.386-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>pisa na umbanda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As apostas rolavam altas. Altíssimas. Até ágio por ali havia. A peleja durava há dois dias. Havia gente saindo pelo ladrão, e ladrão entrando pelas gentes. Por todos os lados. Dona Quintana não viu, sentiu. Levaram-lhe a bolsa, desceram-lhe a mão e a fizeram de moça. De troça, Quintana pegou o safado na roça, depois. Mas só dois dias depois de finda a peleja, de modo que isso não faz parte dessa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As apostas rolavam altas, e os apostadores principais acabavam de dobrar o jogo. Pro centro da arena foi Seu Jão:&lt;br /&gt;- Na linha do cemitério&lt;br /&gt;Jão Caveira não é mistério.&lt;br /&gt;Jão Caveira não é mistério&lt;br /&gt;na linha do cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atabaque rufou. Eu não disse antes, mas você deveria ter notado, que a roda do salão tinha tudo atabaque. Um monte, um monte puxando o som. Que nem em sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que Jão saiu, Tomé pisou na roda. Jogou uma nota sobre a mesa e desceu com uma brabeza que nem precisava. Tomé cantava:&lt;br /&gt;- Não se viu nada nesse congá&lt;br /&gt;no congá, Seu Jão só latiu&lt;br /&gt;Não se deu nem pra acreditar&lt;br /&gt;São Tomé só acredita se viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batida acelerada. Olhou pra Jão, com fogo no branco dos olhos. Jão jogou uma nota sobre a mesa e foi pra dentro da roda, também:&lt;br /&gt;- Nos combates, no fogo e na luta&lt;br /&gt;o inimigo a nossos pés tombará&lt;br /&gt;com a moeda estou bem protegido&lt;br /&gt;e meu pé o Tomé vai beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomé tremeu. Pensou. Jogou uma nota na mesa e não saiu da roda. Sabia o que fazer:&lt;br /&gt;- Santo Expedito&lt;br /&gt;padroeiro do aflito&lt;br /&gt;eu vos rogo com fé:&lt;br /&gt;tirai-me deste conflito&lt;br /&gt;que tortura meu espírito.&lt;br /&gt;Meu martírio, meu suplício&lt;br /&gt;Me proteja com a Cruz e a Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Jão irou-se. Agora tava lascado, se do outro lado estivessem as Chagas pra ajudar. Andou até a mesa e colocou a nota lá. Castigou o atabaque mais de perto, e os outros seguiram o som. Jão chegou perto de Tomé, que só olhava.&lt;br /&gt;- Arranca-Tôco vem chegando&lt;br /&gt;seus amigos saudando,&lt;br /&gt;pelas florestas caminhando&lt;br /&gt;os inimigos exterminando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se com as Chagas não dá jeito, pensou Tomé, vou bater forte no peito e ver no que vai dar, isso tudo. Jogou a nota na mesa, mas a nota caiu pelo chão. Não se moveu. Cantou:&lt;br /&gt;- Ei, Exu&lt;br /&gt;pisa no toco, pisa no galho&lt;br /&gt;Ei Exu&lt;br /&gt;segura o toco senão eu caio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Jão cavucou o bolso, atrás de uma nota. Não achou nada. Desgraçou-se. O ponto da gira de Exu tinha levado a vantagem. Os apostadores comemoraram. Os apostadores se desesperaram. Peleja acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: Quem canta um ponto aumenta um conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-5029935999202284025?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/5029935999202284025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=5029935999202284025&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5029935999202284025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5029935999202284025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/pisa-na-umbanda.html' title='pisa na umbanda'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3519057636664203771</id><published>2008-09-10T23:44:00.001-03:00</published><updated>2008-09-10T23:47:18.969-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Braços Cruzados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e diz primeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que te mostro metade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do meu amor inteiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zélia Duncan e Lucina,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;in Eu Não Sou Eu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que lhe causou espanto não foi a reação dela perante toda a situação. Mas sim dizer "eu te amo" para aquele rapaz, e ele ser tratado com um afeto bem menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, pensou, nossa balança é desequilibradíssima. Pendendo muito mais pelo meu lado, do que pelo dela. Ou talvez, fosse só um "eu te amo" comum, desses que mais parece bom dia ou boa tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não negava que tinha se incomodado com aquilo, por isso sempre preferiu dizer aos amigos seus sentimento quando estavam sozinhos. Para evitar que os outros sentissem alguma ponta de ciúme, dizendo que ele ou ela teria mais afeto do que outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ficar de cara fechada com ela, mas se fosse perguntado do motivo para isso, se dissesse, seria acusado de um homem muito infantil. Preferiu ficar em silêncio, olhando aquela cena. Quem era ele, afinal, para ser tão melhor que a amizade fantástica que pensava em ter por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabia, que nada poderia ser feito. Deixou para lá e foi tomar sorvete.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;23 de Dezembro de 2005,&lt;br /&gt;revirando, pela última vez,&lt;br /&gt;prometo, o baú dos textos antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3519057636664203771?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3519057636664203771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3519057636664203771&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3519057636664203771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3519057636664203771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/braos-cruzados.html' title='Braços Cruzados'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2274301071828988175</id><published>2008-09-06T23:31:00.000-03:00</published><updated>2008-09-07T05:39:07.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Essência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irrisório momento de prazer. Eu a vejo refletida em minhas retinas pelo espelho. Depois do banho, mesmo se esvaindo a sujeira que me remete a ela, eu a vejo. Seu nome escrito na neblina. Seu nome? Teve nome algum dia? Talvez fora apenas um corpo. Houve sentimento? Se houve eu fiquei de fora, por fora, as  bordas disso e de tudo. Seu nome? Havia um. Me lembro de uma letra...a. A! Ah, que alívio poder pensar que não estou delirante, houve um nome afinal, houve mesmo um amor. Será? Não terei eu sido arauto do meu exagero? Transformar um pequenino sexo em um grande e complexo amor. Pequenino? Ora, o sexo não pode sempre ser pequenino, porém, claro, não pode ser também complexo. A, uma letra inicial, e justamente a letra que inicia por excelência: A. Mas A não define, não esboça, não colore, não pinta, nem sequer traça traço algum, é preciso mais. Penso agora..................................................M. M é a letra seguinte, já duas temos: A e M. Am. Como não vi nunca antes? Junta-se tão bem: Am. Começa um nome. Sinto vibrar as cordas narrativas, o épico pedindo acontecimentos, mas não ocorre nada. Nada..........Nem me lembro do porquê da dor que senti quando vi teu nome num velho papel, um caderno, meu, minha letra, quatro letras encerravam tudo quanto me importava. Quantas letras faltam para completar-te, desenhar teu nome? Mais duas. O é a seguinte. Amo, ainda sem ter-te, teu-nome , completo. Mais uma letra falta para descobrir-te, mas já não te tenho ciência? Talvez não, eu vago tolo e sempre fui só, e mesmo assim, apesar de ser o que me acompanhou, nem assim lembro teu nome completo. A última letra, uma consoante, R. R é a última letra do teu nome: Amor. “?!”. Amor? Me apaixonei pelo próprio amor? Um apelido talvez...mas sei que não, não é isso, é a essência mesmo: Amor. De repente vem tudo, cada nuance, cada lembrança. Uma morte aguda se anuncia. Tão só, fui sempre...Não posso crer, não posso esperar menos de tudo-isso-de-mim. Choro, não choro, choro, desespero. Vazio-vácuo, buraco luminoso, eu. Triste figura, sem um pingo de vida sobrando, sem nada, sem nada. Nenhuma lágrima escorre, não precisa. Eu amo o Amor, ele, porém, não me ama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2274301071828988175?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2274301071828988175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2274301071828988175&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2274301071828988175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2274301071828988175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/essncia.html' title='Essência'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7280742436735654235</id><published>2008-09-04T11:34:00.001-03:00</published><updated>2008-09-04T11:37:50.531-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>a dor morreu. viva a dor!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu me acostumara à dor. De tal maneira acostumara que, pela primeira vez nesta vida – porque nas outras só Deus sabe – tinha acordado de um sono profundo sem nem perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, sem perceber que dormia. A dor envolvia o corpo de um tanto que do sono pro manto profundo da noite não tinha sequer diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, do sono profundo pra dor novamente. Não foi como acordar com a dor martelando. No entanto, acordei, e só percebi que não mais dormia depois de um bom tempo deitado com a dor ao meu lado – e em cima, e em volta, em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como sonhar com a dor que eu sentia antes de dormir, e estar sonhando com ela quando enfim me vi acordado de novo. De louco, isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa dor, amante insaciável, não me deixava virar para o lado e, exausto, dormir outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não neguei fogo. Fui ao banheiro e logo de pronto vi, ali, o pote de vaselina. Atrás dele, perto da aspirina, um pote tamanho família de analgésico pra animal. Cavalo. Ou eu, naquela noite. Tomei três de uma só vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fodi com a dor, e dormi em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;a verdade é que não foi assim. Seria bom se fosse, mas não foi. Nada tão poético bonitinho. Fiquei com a dor por duas semanas. E ela só foi embora ontem, quando voltei a ser um ser humano decente. Ou quase.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7280742436735654235?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7280742436735654235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7280742436735654235&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7280742436735654235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7280742436735654235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/dor-morreu-viva-dor.html' title='a dor morreu. viva a dor!'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3396271980212190664</id><published>2008-09-02T18:37:00.001-03:00</published><updated>2008-09-03T18:40:53.934-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Amar é ...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...poder matar o amor quando desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a arma mais comum. De seis tiros. Pequena. Cabia perfeitamente no bolso. Colocou lentamente bala por bala, sabendo que precisava só de uma. Foi até a janela, viu o pôr do sol. Quando ele se findou, colocou a arma sobre o coração e atirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou no chão por 57 minutos contados por ele. Levantou-se após esse tempo. Manchado de sangue na camisa, chão sujo de vermelho escarlate.&lt;br /&gt;Pegou a arma novamente, tirou as balas que cairam ao chão. Limpou com sua camiseta os resíduos de seu próprio sangue. Daria um grande trabalho limpar aquela sala.&lt;br /&gt;Caminhou até o espelho mais próximo, meu Deus, foi um grande estrago, de verdade. Pegou um dos retratos dela na mão e percebeu que sua missão estava concluída. Não havia nenhum despertar por aquela imagem. Estava curado de seu amor.&lt;br /&gt;Fez curativos, trocou a camisa, limpou rapidamente a sala e saiu. Livre de todos os desenganos e feliz de todas as certezas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;7 de Janeiro de 2005, revirando o baú das memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3396271980212190664?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3396271980212190664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3396271980212190664&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3396271980212190664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3396271980212190664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/09/amar.html' title='Amar é ...'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6597119879429590339</id><published>2008-08-31T10:29:00.002-03:00</published><updated>2008-08-31T10:52:15.145-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Jogos Olimpicos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Olimpíadas de Pequim terminaram, mas sempre é tempo de fazer considerações sobre os esportes que ninguém assistiu durante a transmissão dos Jogos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vivo ou Morto &lt;/span&gt;– nessa competição eletrizante até o último minuto, a China se sagrou campeã contra os Estados Unidos na final, depois que os americanos confundiram, pela décima vez, que “hatashinê!” significa “baixo!” e “hatanishê” é o som do juiz chinês espirrando. Não se sabe ainda se o esporte será incluído nos próximos jogos, pelo número elevado de mortes causadas pela derrota – a China insistia que, se não fosse para matar, não existia motivo para se encostar alguém num paredão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fado sincronizado&lt;/span&gt; – vitória fácil da equipe portuguesa, formada pelos irmãos Maria e José. Eles não deram a menor chance para a dupla chinesa e a dupla russa, formada todas por casais de portugueses naturalizados. A final, que contou com a presença do ilustre cantor Roberto Leal, levou a loucura a platéia quando o juiz apitou o final da partida e todos puderam ir para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Futebol para Burros &lt;/span&gt;– modalidade incluída a pedido da CBF, o futebol para burros decepcionou com o pífio terceiro lugar para a seleção brasileira. Os campeões foram os mexicanos, que venceram a forte seleção mulina do Afeganistão. Ronaldinho Gaúcho reclamou muito da falta de esportividade dos burros, que não deixavam que ele driblasse, e o técnico Dunga disse que a equipe jogou bem e que acredita que a medalha de ouro virá em Londres, na modalidade Futebol para burros com as patas amarradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cabo de Guerra&lt;/span&gt; – medalha de ouro para a Rússia, que venceu, invadiu e tomou a Ossétia da Geórgia e, se os Jogos durassem mais quinze dias, tinha retomado todos os países da antiga União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arremesso de peso pela janela &lt;/span&gt;– e deu Brasil-sil-sil na cabeça. Apesar da polêmica, o casal Nardoni trouxe o ouro para o país, ao bater o recorde olímpico de arremesso, com inacreditáveis duas caras de pau de vantagem. Em segundo lugar, representando os Estados Unidos, ficou o astro pop Michael Jackson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6597119879429590339?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6597119879429590339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6597119879429590339&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6597119879429590339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6597119879429590339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/jogos-olimpicos.html' title='Jogos Olimpicos'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2883162302453522647</id><published>2008-08-29T02:36:00.004-03:00</published><updated>2008-09-07T05:47:23.605-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Nuvens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"These things seeme small &amp;amp; undistinguishable,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Like farre off mountaines turned into Clouds."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Essas coisas parecem pequenas e indistintas, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;como montanhas ao longe, que não se podem distinguir das nuvens."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Shakespeare - Sonho de uma noite de verão&lt;br /&gt;                      Ato IV cena i - trad de Beatriz Viegas-Faria&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Disse-me que eu poderia daqui ver nuvens.&lt;br /&gt;Acreditei, o porquê nem eu sei. Não sei.&lt;br /&gt;As nuvens, ao longe, supostas, inesatas,&lt;br /&gt;não parecem nada demais se sobrepostas.&lt;br /&gt;Estranho, nem eu pareço nada demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apertei a vista. Sorri. O que eu via, o que eu via naquela hora era mais do que eu talvez merecesse.. Nunca achei que teria uma segunda chance... e afinal eu tive. As nuvens eram escuras, um tom azulado escuro e ficaram claras, azuis ainda, mas claras. Eu vi minha vida de longe. É bom se distanciar de você mesmo, você fica com uma gostosa impressão de importância. Eu vi minha vida de longe, e ela me pareceu um grande movimento errático. Como ondas, como vento, como nuvens. Uma grande nuvem de gafanhotos. É isso que me pareceu. Ora curva-se à direita, ora à esquerda. Sinuosamente progride e sinuosamente escoa pelo éter. É um movimento belo, sem sentido, no entanto belo. A curva maior da vida se avizinhava perante meus olhos. Espectador de mim mesmo, eu esperava meu próprio erro. E ele veio. Claro, como poderia não vir. Inevitável. A queda. Minha vida vista de fora era como uma cobra, se retorcia. Eu apenas olhava, ciente, conciente, só. Nunca pensei, até aquele momento eu confesso que não pensei, nunca pensei que teria outra chance, uma segunda. E, no entanto, eis. Eis a chance perdida, esperada. Agarrei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2883162302453522647?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2883162302453522647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2883162302453522647&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2883162302453522647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2883162302453522647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/we-barry-paul.html' title='Nuvens'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-4118790053708915988</id><published>2008-08-27T22:40:00.001-03:00</published><updated>2008-08-27T22:44:32.946-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>apontamentos soltos sobre qualquer coisa, só para encher lingüiça</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Eu sou o Gato de Botas!&lt;br /&gt;(Gato de Botas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais oito dias além de oito dias passados. Sinceramente minha vida muda mais ou menos &lt;em&gt;(8n)8&lt;/em&gt; vezes num espaço de tempo que dure oito dias. Porque sim. Porque a cada dia invento &lt;em&gt;n&lt;/em&gt; coisas novas pra fazer, e &lt;em&gt;n-1&lt;/em&gt; acabo não fazendo – sendo que esse um que sobra, vez 10 vai 9, acaba sendo o que eu faço, de fato. E, cá entre nós, nem sempre é algo exatamente diferente. Mas isso não quer dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, “espaço de tempo” é um puta termo bom, eu acho. Vê só: a gente vive num mundinho mais ou menos – mais ou menos legal, mais ou menos perigoso, mais ou menos promissor, mais ou menos real – e, nesse mundinho cá, têm 4 dimensões, certo? É. 3 espaciais (afora Sputniks e sucata sideral), a saber: &lt;em&gt;altura&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;largura&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;profundidade&lt;/em&gt;; e uma outra, temporal, que é, obviamente, o &lt;em&gt;tempo&lt;/em&gt;. Se bem que, pensando melhor, nem é tão obviamente assim. A dimensão temporal poderia ser algo como nuvens negras carregadas de chuva, trovões e relampejos, especialmente agora que o aquecimento global tá tão na moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu ache que essa moda vai acabar antes do apocalipse. Mas o achismo é uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo, você nem vai me reconhecer quando eu passar por você. Não vai. Daí eu penso – embora isso também não signifique picas nenhumas – que &lt;em&gt;espaço&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;tempo&lt;/em&gt; é um puta cruzamento sem sentido. Tipo a cópula de garças com andorinhas, ou de touros com éguas, ou papagaios com lagartas (não duvide. Papagaios e lagartas realmente se interessam uns pelos outros. Sem sentido nenhum, mas acontece). É um cruzamento que não dá fruto nenhum. Ou você conhece algum lugar chamado tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como achar um ponto de encontro entre a literatura do Kafka e a música mal-feita do brasil nos anos 80. Se bem que isso também aconteceu. Não importa. O que importa mesmo é a lojinha de meu tio Jacob, que fica na Rua Pasárgada 171. Com descontos especiais de Ramadan, embora meu tio seja católico ortodoxo, por causa da ascendência turca em Peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-4118790053708915988?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/4118790053708915988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=4118790053708915988&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4118790053708915988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4118790053708915988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/apontamentos-soltos-sobre-qualquer.html' title='apontamentos soltos sobre qualquer coisa, só para encher lingüiça'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8650573784748914163</id><published>2008-08-25T22:23:00.000-03:00</published><updated>2008-08-25T22:26:01.829-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Xadrez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inesperado era aquele pacote. Curto, seco. Somente com o nome dela escrito de um lado do papel pardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfez com cuidado o pacote. Dentro havia uma caixinha de madeira de formato pequeno. Na caixa havia um lacre manual que, usando uma das mãos, se quebraria facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou receosa ao abri-lo, não que tivesse medo do conteúdo, mas tudo já era tão inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos, abriu a caixa. Viva sobre suas mãos, demorou a olhar seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro havia uma unica peça, um rei, também feito de madeira. Retirando-o com cuidado, pode notar quem embaixo havia também um manuscrito, dobrado diversas vezes para se encaixar lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirou o papel com cautela, leu as poucas palavras dentro dele. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu cesso o jogo, derrubo meu rei, tiro-o do tabuleiro deixando em suas mãos. Nessa guerra combatida pelo meu amor e seu desprezo, perdi. E parto agora sem demora, sem uma nota para dizer adeus."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas invadiram seu rosto, não pela forma furtiva como ele fora embora. Mas por ela saber, de alguma forma, que todos seus amores seriam assim, um eterno jogo arredio de finais descontentes e perdas incotestáveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8650573784748914163?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8650573784748914163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8650573784748914163&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8650573784748914163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8650573784748914163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/xadrez.html' title='Xadrez'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3087923144552165819</id><published>2008-08-19T10:34:00.001-03:00</published><updated>2008-08-25T22:28:16.221-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>lua na noite azul de um tempo bom</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Não era só sexo. Na verdade, nem era sexo: não era nada, ainda. Quando estava no carro, sentado à frente, tal passageiro, sentiu a mão dela tocar sua nuca. Sorriu. Colocou sua própria mão sobre a dela, e a beijou. Em um instante, sem que percebesse, sua mão não segurava mão nenhuma. E a mão dela tocou novamente sua nuca, em um carinho breve e excitante, íntimo e envergonhado. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O motorista ainda falava sobre alguma coisa – estavam conversando desde que saíram do lugar, desde que ligaram o carro. Mas ele, passageiro, não ouvia mais. Ela falou algo, do banco de trás, mas ele também não percebeu. Talvez falasse com o motorista, talvez não. O que importava, mesmo, era a passagem daquele momento, que passava devagar, graças a deus.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devagar durante a noite toda, durante toda a lua, durante toda a vida. Aquela noite terminando feito música, com uma suavidade que não era sentida desde muito, muito tempo. Há sempre mais encantos do que se pode imaginar, ele pensou.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segurava novamente a mão dela, escondida atrás de si, para que o motorista não a visse. Ainda falavam algo, mas ele nem mais olhava; sua atenção estava voltada para a janela, para a mão dela pousada em sua mão. Ele a beijou, e sorriu, embora ela não tenha visto – apenas sentido o beijo, ele esperava, ou talvez visto, sim, pelo espelho retrovisor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi ousado. Deslizou pelo canto da mão da moça um seu dedo indicador. O sorriso saiu de seu rosto enquanto esperava a reação. Bingo! A mão dela também acariciou a sua, delicadamente, delicadamente. Delicadamente como tinha feito a noite toda, à distância, ou nem tanto. Ora mais perto, ora na outra ponta do bar. Por horas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensou nela, no rosto dela, nos lindos olhos e no hálito suave que havia ali. No seu corpo não pensou, porque aquele era um momento de beleza angélica, e não momento de pensamentos sem pudor. Esses ele já os tivera.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensou nela porque não a podia ver, sentada atrás de si naquele carro que fechava a noite, fazendo as vezes de disco-voador. Noite surreal, encontros impressionantes, momentos encantadores. Ela.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando saiu do carro – não sem antes dar adeus ao motorista – e levantou seu próprio banco para que ela fosse à frente, sorriu. Quando parou na porta, com ela à sua frente, sorriu, e ela também. Quando a beijou, sorrindo, pensou na lua cheia que voava no céu da noite e em como aquilo era impressionante, maravilhoso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A lua sempre esteve lá, e ele sempre a observou. Naquela noite de céu azul a lua olhou pra ele, e brilhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3087923144552165819?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3087923144552165819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3087923144552165819&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3087923144552165819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3087923144552165819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/lua-na-noite-azul-de-um-tempo-bom.html' title='lua na noite azul de um tempo bom'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6934755086914234710</id><published>2008-08-17T11:42:00.004-03:00</published><updated>2008-08-17T12:32:16.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Noite no Boulevard</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como todas histórias da minha vida, eu a envenenei pouco a pouco com minha loucura e doses de bebida barata, torturando-a da melhor maneira que pude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas dúvidas em querê-la sumiam por completo quando sua silhueta cruzava a porta: cabelos longos, pele morena, um belo par de peitos e as nádegas mais homogêneas que Cristo pode conceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive direito a pôr do sol e todos os acessórios de uma cena romântica. Vomitando meu coração para a mulher de peitos fartos, trinta e seis horas sem dormir, não discernindo vultos de pessoas reais, com sons ensurdecedores ao meu redor, chupando balas de hortelã pois meus cigarros haviam se acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestido a caráter para meu papel de bufão, segurei suas mãos e o coração foi para fora. Os colegas passavam me olhando, não entendendo porque um escroque como eu sentava ao lado de uma bela morena, provavelmente boa de cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ela me disse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não”&lt;/span&gt; que levantei rapidamente. Tão rápido que o sangue voou para minha cabeça deixando-me tonto, quando ela me puxou de volta eu queria vomitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tive coragem, levantei. Arrumei minhas roupas, refiz o cabelo, caminhando como um atleta fingindo que não perdeu a medalha. Ela me seguiu até a rua seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não parei até que ela me chamasse pelo nome e quando virei esbravejei palavras de efeito, forcei um beijo que ela negou. Segurei suas bochechas para machucá-la com minhas unhas grossas e disse palavras sinceras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Você é mesmo uma desgraçadinha”&lt;/span&gt;, com grande triunfo. Ela me ouviu sem esperar meu show terminar e virou as costas. E fiquei lá, sem ela, sem medalha, sem meus cigarros, cheirando a hortelã e querendo acreditar que outras melhores estariam na minha cama. Eu estava fodido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;17 de Agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6934755086914234710?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6934755086914234710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6934755086914234710&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6934755086914234710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6934755086914234710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/noite-no-boulevard.html' title='Noite no Boulevard'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3152688106576562488</id><published>2008-08-16T17:32:00.000-03:00</published><updated>2008-08-16T17:52:05.120-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Os pombos</title><content type='html'>Numa rua erma, dois pombos conversam em cima dos fios de alta tensão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- tenho medo do dia em que vou morrer – comenta um deles.&lt;br /&gt;- bobagem – o outro responde.&lt;br /&gt;- fico imaginando como será.&lt;br /&gt;- bobagem.&lt;br /&gt;- talvez bata num muro em pleno vôo.&lt;br /&gt;- pode ser.&lt;br /&gt;- talvez seja alvejado por balas por algum caçador.&lt;br /&gt;- também.&lt;br /&gt;- é a efemeridade da vida. Nascemos, morremos, e pouco nos resta além de reflexões.&lt;br /&gt;- a-ham.&lt;br /&gt;- quando eu era pequeno, imaginava o futuro. Hoje, relembro o passado. E então, o que me resta senão a memória do que será, ou a previsão do que se foi?&lt;br /&gt;- deve ser.&lt;br /&gt;- quantas penas minhas serão precisas para estabelecer minha identidade, afinal? Será a vida só um farfalhar vazio?&lt;br /&gt;- quem sabe.&lt;br /&gt;- é essa angústia da indefinição que me atropela todo, num fluxo tão caro ao meu ser.&lt;br /&gt;- você devia era se preocupar mesmo é com aquele menino vindo ali embaixo, carregando umas pedras.&lt;br /&gt;- pedras. Nossas vidas são mesmo pedras cravadas numa rua sem fim, que parte ao infinito vindo justo dele, só que em menor quantidade.&lt;br /&gt;- cuidado que lá vem uma pedra, se abaixa! ... .. . eu avisei para ele se abaixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida você pode ser o pombo que reflete, preocupado e que, ao pensar na vida, deixa de vive-la. Ou pode ser o pombo pragmático, que esvazia seu intelecto por uma existência na carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quem quiser ser a pedra, a fila é aquela ali dobrando o quarteirão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s1600-h/blog_vini_novo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s400/blog_vini_novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235219882303339410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3152688106576562488?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3152688106576562488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3152688106576562488&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3152688106576562488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3152688106576562488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/os-pombos.html' title='Os pombos'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/SKc8vt3Au5I/AAAAAAAAAWE/6O4a0-1gwXI/s72-c/blog_vini_novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3625623049219419064</id><published>2008-08-13T01:56:00.000-03:00</published><updated>2008-08-15T02:00:06.408-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Nunca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nunca. Ele se lembrou da pequena palavra de negativa que ela usara. Nunca, não fora não, nem mesmo uma única dúvida, nunca. Nunca anulava suas perspectivas. Um não apenas negava o momento, Não, mas quem sabe depois pudesse ser talvez e por fim, sim. Mas nunca... nunca é não agora e não depois e para sempre não. Nunca era acompanhado de um desprezo mordaz. Nunca o colocava em seu lugar. Nunca encerrava definitivamente a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entrou na casa. O ambiente estava escuro, algo sombrio. O cheiro era ácido, ele estava enojado e, por isso, teve receio de tatear as paredes para achar o interruptor. Sabe-se lá o que poderia haver naquelas paredes. Estreitou os olhos e procurou por uns instantes aquela fugaz luminosidade que os interruptores tem no escuro. Não conseguiu, o ambiente provavelmente estava fechado há tempo demais. Ouviu um barulho, assustou, afinal estava distraído pensando sobre a tal luminosidade do interruptor. Olhou para trás e viu Beto entrando, ele estava mastigando alguma coisa, chegou até ele, engoliu o que quer que fosse e disse: “Porra, que que você tá fazendo no escuro Ferreira?” E tateou rapidamente até conseguir ligar a luz. Por um brevíssimo momento Ferreira ficou impressionado com o desprendimento de seu parceiro, mas logo o horror da cena ocupou quaisquer pensamentos que lhe pudessem vir a ocorrer. Nunca havia visto algo como aquilo. E nunca mais esqueceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais iria à praia. Nunca mais visitaria sua avó materna no verão, não gostava da avó paterna, era rígida e fria.  Nunca mais teria o prazer imenso de ouvir um pedido de um rosto apaixonado. Ela havia negado com uma firmeza cruel: Nunca, dissera. A resposta que queria dar era Sim, um alegre sim, pontuado com um sorriso daqueles que só ela sabia dar. Mas o momento, o momento não permitiu. Todas as suas amigas estavam presentes, não poderia parecer fácil. Ele merecia, afinal não poderia ter lhe pedido a sós? Se o tivesse feito, além de um sim, ganharia seu melhor beijo, aquele que ela já guardava há algum tempo, esperando a coragem dele finalmente aparecer. E quando apareceu, veio tão desastradamente, que coisa! E afinal, uma bobagem dessas causou tamanho absurdo. Nunca mais teria a chance de dar sua verdadeira resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nunca havia imaginado que um dia perderia totalmente as estribeiras. Depois de um momento de abstração, Ferreira saiu correndo e quando atingiu a rua, vomitou seu café da manhã. Depois de 10 anos trabalhando com aquilo, achava que já havia visto de tudo. Mas a moça... a moça estava aberta. Exposta na mesa... um trabalho de mestre, e pela cara de dor, feito com ela ainda viva. Voltou pra dentro, Beto estava observando a cena e disse: “Espero que tenha aproveitado a saída pra avisar a DP”. Não havia se lembrado. Beto percebeu que não e foi ele mesmo pedir reforços: “Bela moça. Tem cada animal nesse mundo.” Ele estava certo, Ferreira ficou pensando nisso. Como podia. Uma mocinha tão linda, devia ter no máximo uns 15 anos. Agora parecia carne de açougue. Sentiu nojo de ser um humano e de morar naquela cidade. Nunca mais seria o mesmo depois daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estava com febre. Acabara de ver o noticiário, e logo após, enquanto ainda digeria a notícia, um tanto delirante, um colega seu ligou pra avisar oficialmente. A palavra Nunca ecoava de maneira cruel. Uma simples palavra, se tornando verdadeira da maneira mais desumana possível. Nunca fora a sua resposta e o destino, como que soberano, cuidou de tornar a palavra dela definitiva. Afinal, nunca era nunca e a palavra não devia ser dita levianamente. Nunca. Ele adormeceu e sonhou que não era verdade. De certa maneira nunca mais acordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando Ferreira chegou em casa, desviou-se da mulher e foi direto pro banho. Sabia que ela iria perguntar do seu dia, já esperando ele comentar do assassinato, que havia dado em todos os jornais. E tudo o que não queria era falar sobre o assunto. A delegacia estava uma loucura e ele havia se impressionado que conseguira permissão do delegado para sair um pouco e tomar um banho. Beto devia ter contado sobre sua reação diante da cena. De qualquer forma estava satisfeito de não ter que lidar com isso agora. Mas a coisa toda não saia de sua cabeça. Tão novinha. Animal. Lívia era o nome. Parecia que tinha saído de casa logo após o almoço e ia visitar um amigo. A mãe chorou tanto que as informações foram confusas. O pai não disse nada. Parecia preso num casulo. Ele que reconheceu o corpo. Ferreira pensou na hora, que se tivesse de fazer isso um dia, preferiria morrer. Preferiria morrer sofrendo. Nunca vira uma cara tão sofrida como a da mãe da menina, igualzinha a cara de dor do cadáver. Ferreira se sentou no chão do banheiro, com a água do chuveiro por cima das costas. E lá ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ela se resolveu. Levantou-se decidida da mesa e levou o prato até a pia. Caminhou firmemente até o banheiro. Escovou os dentes e aproveitou pra tomar um banho. Se perfumou e se trocou. Passou pela sala onde sua mãe estava deitada, seu pai já havia saído pra trabalhar, e disse que iria sair. “Vai aonde?” Ela respondeu que na casa de um amigo. “Qual deles Lívia.” Ela disse que a mãe não conhecia, mas claro que ela conhecia o Roberto, só que não queria perguntas. “Volta logo.” Andou apressadamente. Nunca não era uma resposta adequada. Ela queria resolver isso logo. Havia esperado muito até ele tomar coragem. Não tinha mais paciência de esperar mais. Apertou o passo. Pensou no beijo que daria nele. Corou. Apressou mais ainda o passo. Não gostava daquela parte da cidade. Suja. Estava quase correndo agora. Nunca se tornaria sim e depois sempre. Ela corria alegre. Alegre e distraída. Nem sentiu o golpe. Apagou. Só acordou amarrada num lugar sujo. Amordaçada. Nunca chegou a ver o rosto de seu flagelo. Só sentiu dor, uma dor que nunca passava. Uma das mãos dele a tocava, a outra a cortava. Seria assim o toque de um homem? Nunca chegou a ter certeza. Mas sabia que nunca era uma palavra muito forte. Quis o destino que não mudasse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3625623049219419064?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3625623049219419064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3625623049219419064&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3625623049219419064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3625623049219419064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/nunca.html' title='Nunca'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-8208587500511715315</id><published>2008-08-11T14:47:00.002-03:00</published><updated>2008-08-11T14:56:40.910-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>tão mínima, tanto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A porta abriu. Abriu-se. De dentro dela, cobrindo a luz, a menina veria a chávena de álcool quente soltar fumaça. Mas não viu, porque estava cobrindo a luz, e o álcool, naquele momento, não pegava fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso te usar numa história em quadrinhos? Como uma personagem de história em quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanto. Dela, não dele que ficara ali, no escuro, olhando a porta por muito tempo, pensando nisso. Pensando na história. Espanto no rosto dela, portanto, que ele não viu, porque como já vimos, não dava mesmo pra ver nada, no escuro. Ela cobria a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- História? Eu? Por quê? Que personagem eu seria? Que graça poderia ter, que maravilha, que narrativa, que o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte todo o deslumbre da voz da moça, a imagem ainda era clara, icônica. Clara no sentido figurado, claro. Muito e muito tempo parado no escuro, frente à porta da menina, ele tomava o álcool fumegante olhando o chão. Porque ali, no chão, havia a pequena claridade que vinha lá de dentro, e o resto era eterna noite. Noite no corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um papel pequeno, numa narrativa curta, sobre um sub-personagem em uma história de dimensões sem importância. Mas muito, muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que faz esse pequeno papel, esse sub-personagem? O que faz a história, a memória? Há memória, não há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não há. Não para o pequeno personagem principal. Mas é aí que você surge. O teu papel, quero dizer. Quando o pequeno personagem principal desimportante chega ao Novo Mundo - que em breve deixa para trás - parece que tudo é o mesmo, mesmo que diferente e totalmente sem sentido. Entenda, antes, uma coisa pequena: pra ele, nada importa. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E não é por mal, ele diz, não é por nada. É simplesmente nada. E quando ele chega ao mundo novo vê que, de repente, pode se surpreender. E surpreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas com o quê? Comigo?, digo, com meu papel? O que ela faz, a menina da história? Ela faz alguma coisa? E um nome, ela tem um nome, certo? Não sei se quero ser "a menina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, ela tem. Na verdade ela tem mais de um, tem vários, muitos nomes feito a quantidade de sorrisos que consegue tirar do tal menino, só por olhar. Ele está deslumbrado, sabe? Deslumbradíssimo. E a vida nova sorri outra vez e abre a porta. Essa é a história que quero contar. Um quadro negro, grande, com uma pequena fresta sob a porta, por onde a luz se espreguiça. E um pouco de fumaça subindo ao céu, embora tu não possa ver. E ele ali, no escuro, enquanto ela não abre a porta. Essa é a história, a sequência. Esses são os quadrinhos. Enquanto ela não abre a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina sorri. Sorri. Atrás, agora, através da porta aberta, a luz dá bom dia, e desperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-8208587500511715315?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/8208587500511715315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=8208587500511715315&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8208587500511715315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/8208587500511715315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/to-mnima-tanto.html' title='tão mínima, tanto'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6641931095874325248</id><published>2008-08-09T23:55:00.002-03:00</published><updated>2008-08-10T00:25:48.953-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>O Homem Que Vendeu o Mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia da morte de meu pai, entre a última avareza e o suspiro final, eu recebia como o trabalho de sua vida um grande legado. Um presente nunca dado nos aniversários ainda vivo, seguir os passos do caminho que ele mesmo fez com sua ganância e orgulho. Reger o mundo atrás de uma mesa com papéis assinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi meu pai poucas vezes, sempre atrás de seus negócios ou de sua mesa. O conselho válido que me deu foi de nunca confiar meu dinheiro a outros e não acreditar nas mulheres pois, dizia ele, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;notas e hormônios são mais fugidios que um copo de uísque descendo goela abaixo&lt;/span&gt;, e assim cresci minha vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiado na sombra de meu pai, portas se abriram, mulheres se ajoelharam e mares se fechavam ao meu desejo. Meu nome não importava a eles, mas sim quem era meu pai, o nome que constava em minha certidão. O homem que fora dono de quase tudo que meus olhos podiam olhar, aquele que retirou da miséria uma bela mulher lhe dando fartura e infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto seus amigos contavam os feitos heróicos de meu velho na sala de visitas, mamãe ficava colhendo suas migalhas, agarrada a um terço quebrado, lamentando-se a deus a dádiva de seu fardo e me abraçando com devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chorou por tantas noites sozinhas enquanto ele estava nos braços de outras mulheres, em reuniões de alta cúpula terminadas em sexo e altas doses de licor. Quanto chegava bêbado, eu me escondia debaixo da cama com medo que ele viesse me pegar como o bicho-papão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu via meu pai em cima de seu castelo, no último andar, descendo a escada do poder e mostrando-me seu império, tudo que sua mão construiu com as mãos de inocentes que ganhavam pouco para sustentar uma família de seis ou sete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi minha ausência, meu lugar escuro. A marcha fúnebre de minha vida até que perdesse os sentidos. Foi ali, na cama de meus pais, que ele pereceu. Meus olhos a última imagem que viu em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na agonia de seus últimos segundos, pela primeira vez me deu um abraço dizendo suas últimas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Eu não peço perdão por nada que fiz.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cinco anos meu pai morreu e estou sentado á mesma mesa que ele assinou seu último contrato. Marcas de cigarros e copos deformam o objeto que um dia foi quase seu segundo lar.  Enquanto chove lá fora eu tomo mais um copo, mais um trago para celebrar meu ritual secreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao homem que vendeu o mundo&lt;/span&gt;”, digo em voz alta, ecoando pelo salão vazio de mobílias, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por uma vida destruída, apodrecida há anos pelo esquecimento. De seu humilde filho, peço graças por sua feliz partida&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E ao meu redor não há mais a podridão fétida de seu toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sábado, 9 de agosto de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6641931095874325248?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6641931095874325248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6641931095874325248&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6641931095874325248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6641931095874325248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/o-homem-que-vendeu-o-mundo.html' title='O Homem Que Vendeu o Mundo'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7911251728672934422</id><published>2008-08-07T10:11:00.002-03:00</published><updated>2008-08-09T10:18:12.316-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Procura-se um namorado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na semana passada, o programa &lt;em&gt;Vem meu bem, que aqui tem&lt;/em&gt;, trouxe o caso da Milleine, que veio até nós para procurar um namorado. Nossa produção recebeu cinco cartinhas de interessados para conhecê-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi Milleine gata, tudo bom? Meu nome é Wander e eu me considero um cara assim bem eclético. Eu curto sair na balada mas também curto ficar em casa, num programinha a dois, vendo filminho. Eu curto todo tipo de música, forró, axé, sertanejo, pagode, pop, rock, bolero, erudita, instrumental, andina, eslovaca, o importante é estar do lado da pessoa que você curte. Eu sou um cara trabalhador mas que também curte ficar em casa sem fazer nada e tal. Eu curto várias gatas, mas também curto uns caras aí e tal, eu curto todo tipo de coisa. Espero muito te conhecer no lugar que você quiser. Beijão gatinha!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Milleine, curti muito você no programa. Quem sabe um dia a gente possa se encontrar. Seu ônibus passa embaixo da ponte da rua Independência? Fico esperando a resposta. Até mais!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Querida Milleine, fiquei encantado com você quanto te vi cantando Chorando se foi no programa. Também sou fã do Amado Batista e estive naquele show dele na &lt;em&gt;Agroshow&lt;/em&gt; de Sococó em 2003. Quem sabe um dia podemos ouvir um disco dele aqui em casa. Abraços.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A aí mina Milleine, tudo firmeza? Aê, te achei maior gata, valeu? Quero te fazer de princesa, morou, mas pra isso você tem que me beijar, porque eu ainda sou sapo, há! Ae mina, essa é a melhor letra que eu já mandei numa mina hein, não vai me decepcionar. Fui!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olá, querida Milleine, como vai? Eu sou Dr. Otávio Colombo e te vi no último programa. Aposto que você está cansada de morar numa cidade cheio de problemas, com lixo nas ruas, atendimento de saúde precário, má administração do dinheiro público e infestação de pombinhos nas praças. Por isso, eu me apresento como seu candidato – contra rombo e contra pombo, vote Otávio Colombo - 54.456”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuem escrevendo suas cartas. E com vocês, o grupo que está bombando nas paradas de sucesso – a rapaziada do Samba Serto!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_vini.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7911251728672934422?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7911251728672934422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7911251728672934422&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7911251728672934422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7911251728672934422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/procura-se-um-namorado.html' title='Procura-se um namorado'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-4964407214990290507</id><published>2008-08-05T16:10:00.000-03:00</published><updated>2008-08-05T16:14:45.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Encontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há algum tempo me encontrei com Lúcia, que me narrou um sonho:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hoje tive uma experiência inesquecível com a dor, algo lacerante, algo acolhedor. Pus, só por fetiche, a mão na chama acesa do fogão. No primeiro toque tive vontade de parar. Não sucumbi. Depois deixei de sentir, vi uma infinidade de matizes, cores deslumbrantes, uma mais alegre que a outra. Sonhei que eu era aquelas cores, e que um menino me pintava numa tela, primeiro os traços, depois as cores, eu formando uma casinha mambembe, habitada por pessoas de palitinho. Eu era a casa, era o jardim, o quintal, o banco da pracinha, o velhinho vendendo picolé - só tinha dois sabores, groselha e abacaxi - era as crianças brincando no balanço, era os donos da casinha mambembe, todos de palitinho.Desfez-se o cenário, dissolveram-se as cores, toda a palheta ganhou tons de cinza e diluiu-se numa maré de dor crescente. Era a consciência, o retorno implacável da consciência.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Me vi no sonho de Lúcia. Estranhamente me senti como o sonho de Lúcia. Um amante convicto da dor. Um monge privado de sentidos, alegre por poder sofrer. Um mártir da incerteza da alma e da certeza do corpo, da certeza da dor. Um eterno apaixonado, ferido, feliz. Morri naquele momento. Ali, na frente de Lúcia. Gemi baixinho, como se cantasse, um gemido de dor. A minha querida dor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Somente a dor me prendia ao mundo, a dor, o limiar do real, a fuga de minha abstração. Me levava aos sonhos e me acordava no clímax. Eterno oxímoro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Disfarcei aquele poço de emoções e sorri para Lúcia. Ela me sorriu de volta e me disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Nunca entendi os sonhos."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Não foram feitos pra isso."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela completou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Talvez não, mas a dor de perder um mundo perfeito, toda a noite, é uma dor que não consigo gostar."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquele instante nos entendemos. Breve, mas profundo. Uma ruptura. O ápice da vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sorri novamente, Lúcia me sorriu de volta, um belo sorriso com todos os dentes. E foi-se. Eu fiquei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-4964407214990290507?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/4964407214990290507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=4964407214990290507&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4964407214990290507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/4964407214990290507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/encontro.html' title='Encontro'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-888036488397218596</id><published>2008-08-03T18:57:00.002-03:00</published><updated>2008-08-03T19:02:18.067-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>tricotar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em uma rua meio perdida, no canto esquerdo da cidade grande, três mulheres vivem à calçada. Essa rua, diga-se, é tão perdida em relação às outras – às inúmeras outras – que os moradores das travessas vizinhas mal sabem de sua existência. Só de vez em quando, se precisam mesmo passar por ali, é que lembram por um instante. E, mesmo assim, apenas porque lêem a placa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tal calçada fica em frente a uma casa. Casa velha, de uma das velhas que conversam a vida inteira, sentadas ali, sem parar. De uma das duas velhas, porque a terceira é jovem embora você não saiba, caso olhe de relance, qual é qual. E, pra não sermos injustos com ninguém, até poderíamos dizer que nenhuma das três é jovem, embora a mais jovem pareça nova de vez em quando, se um raio de luar bate no seu rosto de maneira apropriada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando o prédio mais antigo da rua foi construído – prédio velho, baixo, três andares, arquitetura neoclássica – aquelas três mulheres já moravam por ali. E já conversavam na calçada, que não passava de um punhado de pedrinhas, então. Mas, naquele tempo esquecido, elas não conversavam tanto, sentadas vendo a noite. Elas iam para dentro quase sempre, e passavam muito tempo tricotando na sala de estar. Mais do que fazem agora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, há muito tempo, as três mulheres só olham a rua, a lua e um ou outro passante que ande ali. Dois dedos de prosa, ou mais, um chá e poucas bolachas murchas. Ninguém que passe, de todo modo, repara muito nas mulheres. Com muita sorte – ou azar – é brindado com um “boa noite”, vindo de uma delas. Ou das três. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O grande perigo é quando as três, ao mesmo tempo, desejam isso. Ou, para falar a verdade, desejam qualquer coisa. Sendo três, sempre há discórdia. Sempre há disputa. Antigamente era a mais velha quem vencia as discussões. No velho tempo em que tudo era decidido no fio da lã. Hoje em dia, entretanto, sem lã, tesoura ou linha, as disputas se resolvem de uma forma mais amena. Ao menos é o que parece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A dona da casa, da lã, da tesoura e do chá – da bolacha não, porque as bolachas são da mais velha de todas – também tem um gato. Satanás, o nome dele. Em homenagem a um programa mexicano muito engraçado que passava à tarde na tv. Antes disso, Satanás tinha outro nome, mas nem ele é capaz de se lembrar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Satanás tem muitos, muitos anos de vida. Quase tantos quanto as velhas senhoras, e certamente muitos mais que os pais dos pais dos tataravôs dos teus próprios pais – que cruzaram o estreito de Gibraltar, o Mediterrâneo ou algo parecido. Ele até esperava morrer, mais cedo ou mais tarde, especialmente na época em que as mulheres tratavam a lã e as coisas morriam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, quando a menos velha desenrolava o fio, e a dona da casa criava tramas, Satanás sabia que a velha velha não tardaria em cortar a linha, no momento certo. Mas as vistas cansaram, as mãos perderam habilidade, e até a mais jovem passou a achar melhor sentar à noite e conversar, apenas, do que criar trançados cheios de vida e morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Satanás dorme ao lado de uma antiga cômoda. Numa das gavetas há um álbum de família, e a família das mulheres são toda a humanidade, embora elas só tenham a si como parentes. Em outra gaveta, mais baixa, diários tão antigos que mal se podem ler. A última anotação data de 1602. O resto das gavetas tem enfeites, band-aids e um ou outro livro bom – exceto por um de auto-ajuda que a velha ganhou e, felizmente, nunca leu. Na última gaveta, atrás da pilha de papéis e documentos, um novelo de lã interminável, um ponto-em-cruz mal começado e uma tesoura cega, enferrujada e Tramontina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As três mulheres apenas sentam, toda noite, e esperam. A única coisa que matam é o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-888036488397218596?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/888036488397218596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=888036488397218596&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/888036488397218596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/888036488397218596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/tricotar.html' title='tricotar'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1837971902863009747</id><published>2008-08-01T07:12:00.002-03:00</published><updated>2008-08-10T00:26:54.590-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Só Não Vai Quem Já Morreu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ou vinte e três anos de sonho e de sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fomos bons e jovens. Sem o rancor ressecado nos lábios envelhecido sob a pele. Tínhamos a juventude como fruto proibido a ser devorado, éramos fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados em roda no chão, rindo da ironia da vida e da benção da união, amigos de mãos juntas como um rio que flui, esqueço-me até de quantos éramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje temos o retrato envelhecido da família na mesa da sala, a marca nos dedos dos anéis que nos enforcaram. Celebramos eternos aniversários a sós. O garfo lavado no dia seguinte, a única fatia solitária de bolo não representa mais celebração. Éramos ingênuos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ao deitarmos em nossa solitude, esquecemos de apreciar carinhos e conquistas. Estamos mais fracos, mais velhos, nos enferrujamos. As frases que dizíamos não se encontram mais na boca do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não éramos reis nem príncipes, mas havia ouro em nossas mãos. Algo que deixamos escorrer como rosas que brotam fora da estação e morrem em dias. Fomos vencidos antes mesmo de estarmos mortos. Agora é tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bauru, 30 de Julho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1837971902863009747?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1837971902863009747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1837971902863009747&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1837971902863009747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1837971902863009747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/08/s-no-vai-quem-j-morreu.html' title='Só Não Vai Quem Já Morreu'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6771148230813610420</id><published>2008-07-31T18:00:00.001-03:00</published><updated>2008-08-01T07:56:27.153-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quatro Patacas'/><title type='text'>De Volta, Enfim.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;As patacas gostariam de comunicar que amanhã voltamos ao ar com nossa programação normal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;A partir de então os leitores poderão se deleitar com diversos novos bons textos a cada dois dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Pedidos também que, se possível, não deixe de comentar os textos. Para nós é muito importante receber não só elogio, como também críticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aguardem novidades.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Obrigado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quatro Patacas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6771148230813610420?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6771148230813610420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6771148230813610420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6771148230813610420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6771148230813610420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/07/de-volta-enfim.html' title='De Volta, Enfim.'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1971995041595096208</id><published>2008-06-29T00:23:00.000-03:00</published><updated>2008-06-29T00:25:30.124-03:00</updated><title type='text'>Eterno Retorno</title><content type='html'>Leitores do Quatro Patacas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim aqui só para avisar que, assim como a inflação e os sapatos de camurça, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quatro Patacas&lt;/span&gt; está voltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nas férias, nas férias; a gente se ocupa durante o semestre letivo, ora raios)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1971995041595096208?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1971995041595096208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1971995041595096208&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1971995041595096208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1971995041595096208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/06/eterno-retorno.html' title='Eterno Retorno'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-7498004762615407106</id><published>2008-04-18T23:45:00.000-03:00</published><updated>2008-04-19T13:48:02.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Ode à Algum Impossível Amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Primeira Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei breve, nesta ode que se pretende uma ode a alguém distante, inalcançável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderei nunca tê-lo, essa é a primeira regra, e sofrerei, muito, sendo esta a segunda regra. Este amor será de outros, muitos outros, todos os que não sou eu, e eu sempre serei renegado, passarei mil anos com medo de me declarar e outros mil chorando a suprema negação. Esta é a terceira regra. Me matarei no final, e esse amor só saberá depois de muitos anos, e sua reação será fria. Esta é a última regra. Disto poderei escrever mil livros e mil poemas. Uma eterna glosa. Do mesmo mote. E nada poderei fazer que não por estas regras. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Segunda parte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Escrevi o primeiro texto. Maravilhoso. Simples, choroso, melancólico, como uma carte de um suicida paranóico, apaixonado por uma colegial. Incrível a aceitação de meu texto. Continuarei a escrevê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Terceira parte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meu texto me trouxe tudo que eu sempre quis, reconhecimento. Estou triste, mas não me matarei como minha personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei escrevendo, foram mais cinco textos, mas nenhum publicado, tenho medo que tudo se desfaça no ar. Todos pedem mais textos, clamam por mais. Eu quero publicá-los, os considero superiores ao primeiro, mas como poderei suportar se não tiverem a mesma opinião minha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quarta parte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mandei esta manhã o texto para a editora, o nome é o mesmo do primeiro, acrescido do numeral dois em romanos no final, ficou então assim: Ode à algum impossível amor II. Nada original, eu sei, porém é o começo, o segundo tijolo aonde alicerçarei minha obra, que há de ser mais perene que o bronze, deverá acompanhar Horácio ao fim dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira parte será poesia. Serei considerado um daqueles loucos geniais. Um autor completamente inovador. Serei Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quinta parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje recebi pelo correio as críticas à continuação de meu primeiro texto, bem promissoras, parece mesmo que serei sempre lido e admirado. Nada me alegra mais que essa esperança. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo triste, mas nada demais, somente aquela boa tristeza que precede a alegria absoluta. Serei mais sublime que a estrutura das pirâmides. Serei mais que os deuses.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sexta parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me apaixonei. Um amor impossível. Nada mais apropriado. Um grande escritor tem que ter uma dolorosa vida, só assim será lembrado e imortalizado. Serei imortal, assim quer o destino. Pressinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sétima parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me declararei a mulher que amo, já enviei uma carta, uma breve e ridícula carta, uma carta de amor, típica. Pedi nela um encontro, hoje a tarde. Ela com certeza não irá, ou se for, serei tão patético que a repelirei. Serei grande com a graça dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Oitava parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo um grande amor. Ela me aceitou. Estou feliz, porém triste. Não tenho forças para expulsar esse amor e sinto minha perenidade indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiu um outro autor, fulminante mistura de dor, pânico, tristeza, vida mal resolvida e boa poesia. Ele será maior que Deus, eu serei feliz, uma felicidade constante, porém a um passo da felicidade absoluta. Sempre terei as mãos esticadas e nunca a tocarei. Meu impossível amor se tornou possível e logo após real. Não existem mais odes. Não permanecerei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-7498004762615407106?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/7498004762615407106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=7498004762615407106&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7498004762615407106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/7498004762615407106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/ode-algum-impossvel-amor.html' title='Ode à Algum Impossível Amor'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-6514260481621234275</id><published>2008-04-16T22:45:00.000-03:00</published><updated>2008-04-16T22:48:03.643-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>fogos de línguas de dragões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na verdade verdadeira, mesmo, depois de dois segundos a luz voltou. Já bastava. Chegando à janela, Verônica pôde ver os vizinhos de prédio, todos com as lâmpadas recém-reacesas, debruçando-se nos parapeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que aconteceu, Maria? Tu viu? Ouviu, na verdade...?&lt;br /&gt;- Fez um barulhão, não fez? Veio de lá – e o braço da velha Maria apontou para a esquina do beco escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A luz do beco não voltou. Que coisa... será que explodiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verônica olhou para cima. Dois andares. Era André, jovem, moço, belo, caso dela, vez em quando. Quando se cruzavam no elevador. Depois, do sétimo andar, saíram as cabeças de duas crianças, e Verônica viu que toda a parede lateral do prédio estava povoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando olhou pra baixo; mesma coisa. Todos olhavam para a fonte do barulho, procurando o motivo da falta de energia. Falta de energia que durou dois segundos, lembrou-se Verônica. Riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eei!! Vocês aí, conseguem ver alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito quase se perdia no mar de telhas que separavam os dois edifícios. Sim, porque o grito vinha da frente, bem da frente, do Condomínio Golden Axe. Foi Maria a primeira a perceber, e a gritar de volta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dá pra ver uma fumacinha, sim! Mas só isso. Parece que explodiu a luz do beco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma janela do Golden Axe piscou por uns instantes. Era um sinal, André pensou, pra chamar a atenção. Deu certo. Todo o Ramsés I por andar parou para olhar. Na janela que piscava apareceu uma menina. Menininha, criança, que olhava admirada tudo aquilo. Ela nunca tinha visto tanta gente na janela, ao mesmo tempo. E nos dois prédios, ainda por cima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece o que minha vòzinha falou – a menina gritou, rindo – quando as pessoas iam todas pras janelas, pra conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verônica olhou a menina. O pontinho escuro contra a luz da sala, que era a menina àquela distância. Nem ela, Verônica, já meio velha, conheceu esse tempo de pessoas-às-janelas. E pensou que, hoje, dois segundos de blecaute tinham incomodado tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu da janela – chovia – e fechou a cortina. Ainda ouviu André responder galantemente, gritando para alguma mulher do outro prédio, qual era seu apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de dormir, acendeu a luz. E rezou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/img&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-6514260481621234275?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/6514260481621234275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=6514260481621234275&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6514260481621234275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/6514260481621234275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/fogos-de-lnguas-de-drages.html' title='fogos de línguas de dragões'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1112688791102944516</id><published>2008-04-14T16:29:00.002-03:00</published><updated>2008-04-14T17:22:21.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Natália</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Natália chorou novamente esta manhã, não me perguntem por quê. Questiono sua crise há semanas e ganho em troca um sorriso de mesura, sem afeto. Vivo há tanto tempo dessa maneira que não consigo me lembrar dos tempos dos porta-retratos da casa. Eu tinha uma família, ainda me lembro, filhos, pais, festas de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ela deita ao meu lado, na mesma cama, sem estar no mesmo espaço. Vira de lado, não me olha nos olhos, sem carícias, nem bom dia. Apenas banho e café para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de um homem que não pode chorar, me entreguei às lágrimas, a loucura, a bebida, mas nada satisfez o seu silêncio. Aos poucos me tornei inimigo em meu próprio lar, não tenho mais alimento, apenas um sabor acre na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Abril quando começou. As luzes da casa acesas, ela que chega depois de mim. Um copo de vinho, as sobras do jantar ainda na mesa, e seus olhos repleto de lágrimas. Ainda lembro dos sorrisos, da felicidade ao seu lado, não mais. Agora tenho a felicidade em algum lugar, o prazer dos congelados que como sozinho, pois ela nega meu alimento e minha companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desperto com suas lágrimas antes do relógio tocar, antes do café. Lembrando-me um romance antigo que lemos na adolescência. Mas os dramas não são tão bonitos quando a história triste retrata sua vida. As fotos parecem mais descoloradas, o rosto no espelho é só um quadro que não pertence a ninguém. O que me pertencia agoniza em silêncio, enforcada pelos nossos anéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei-me culpado, mas hoje sei. Ele estava lá desde o início, antes de nós, de sermos felizes. Repleto de falsas intenções, destruindo aquilo que me era sagrado. E agora Natália chora. Pelo tempo que não pode ser salvo, fraca demais para me pedir perdão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sexta Feira, 11 de Abril de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1112688791102944516?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1112688791102944516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1112688791102944516&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1112688791102944516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1112688791102944516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/natlia.html' title='Natália'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-2288686876554952928</id><published>2008-04-11T17:03:00.001-03:00</published><updated>2008-04-12T17:09:49.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Nós, os estranhos</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Passei a semana toda esperando um email – cada um cuide da sua vida, antes de mais nada – e como faz alguns dias que ele já deveria ter chegado (e como eu preciso de um tema para escrever hoje), eu resolvi apelar para uma coisa óbvia, mas que é interessante: o tempo passa, a tecnologia evolui e o ser humano continua com as mesmas angústias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Há uns dez anos eu estaria esperando um telefonema – e assim teria que ficar em casa o dia todo, já que os celulares não estavam assim tão difundidos ainda. Ia me privar um dia todo de fazer uma porção de coisas, só para ver aquele bendito aparelho tocar, e tomaria banho de porta aberta com medo de que acontecesse justo naquele instante, e ficaria paranóico com qualquer som que lembrasse uma campanhia, e checaria se estava dando linha ou não, e pediria para alguém me ligar para ter certeza de que estava tudo funcionando.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;E então eu penso, imagine no tempo das cartas, a loucura que não deveria acometer o indivíduo, que provavelmente tinha no carteiro sua maior fonte de amor e ódio. Poderia até sair de casa, mas só a possibilidade de imaginar que alguma coisa no caminho entre Sococó da Ema e Piraporinha do Sul – sei lá, um burrico caído – poderia estar impedindo a carta de chegar deveria matar. Se vivesse naquela época, na certa eu iria até Sococó para ver o que estava acontecendo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;As pessoas falam com entusiasmo da possibilidade de videofones no futuro, mas eu acho mesmo que esse é o pior aparelho a ser inventado: um telefone se resume a sua voz – e pensem em quantas pessoas são bonitas pela voz. Com um videofone, você não poderá simplesmente levantar da cama e ir conversar com alguém, mulheres passarão horas se maquiando para ligar para aquele gatinho, além de que nós nunca mais poderemos sair meio-pelados meio-vestidos do banho para atender uma ligação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Levei dez minutos para escrever este texto e, claro, o tal do e-mail não chegou. Agradeço o dia em que eu não dei meu telefone a ela, porque senão eu teria que lidar agora com duas angústias. Posso pelo menos tomar banho com tranqüilidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_vini.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-2288686876554952928?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/2288686876554952928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=2288686876554952928&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2288686876554952928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/2288686876554952928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/ns-os-estranhos.html' title='Nós, os estranhos'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1954427574801260884</id><published>2008-04-10T11:44:00.001-03:00</published><updated>2008-04-10T11:50:29.400-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Agulhas (Cena I)</title><content type='html'>(Peça em um único ato)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Peça se passa toda dentro de um pequeno apartamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[na sala] [em cena dois personagens]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM - Você me disse que iria sobreviver, não disse?&lt;br /&gt;MULHER- Disse sim, mas o que eu poderia saber? Nessas horas não dizemos todos palavras de alento?&lt;br /&gt;HOMEM - Mas por que disse,se não era verdade? Se eu soubesse que ele iria morrer eu teria me preparado.&lt;br /&gt;MULHER - Eu não tinha como saber, já disse... eu também achava que sobreviveria. Eu também achava...&lt;br /&gt;HOMEM - Você e essas intuições... se não tivesse me convencido que ele estaria agora aqui conosco, eu não teria sofrido tanto.&lt;br /&gt;MULHER - Mas já faz mais de um ano desde que ele se foi, e todos os dias temos essa mesma conversa. Ele não voltará nunca mais, você sabe disso.&lt;br /&gt;HOMEM - Eu sei...&lt;br /&gt;MULHER - Pensei que podíamos continuar...&lt;br /&gt;HOMEM - Eu quero continuar, mas não é tão simples.&lt;br /&gt;MULHER - Acredite, pra mim também não:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi tudo quando o perdi,&lt;br /&gt;só sobrou um porta retratos&lt;br /&gt;quebrado no chão em pedaços,&lt;br /&gt;pra me lembrar do que eu perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM - E o que eu perdi? Meu nome... meu nome não passará adiante...&lt;br /&gt;MULHER - É só com isso que se importa?&lt;br /&gt;HOMEM - Não:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi tudo quando o perdi,&lt;br /&gt;só sobrou um porta retratos&lt;br /&gt;que eu quebrei todo em pedaços...&lt;br /&gt;pra não me lembrar do que perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[o Homem sai determinado]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER - Mereço isso? [olhando para cima, começa a chorar]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Sai em prantos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1954427574801260884?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1954427574801260884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1954427574801260884&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1954427574801260884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1954427574801260884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/agulhas-cena-i.html' title='Agulhas (Cena I)'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-3773315900002718223</id><published>2008-04-07T19:27:00.002-03:00</published><updated>2008-04-07T19:46:17.713-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>apelando a antigos textos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;a antigos sentimentos  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por muito tempo ele andou, sozinho, pela trilha mágica que leva ao fim da vida. Olhos e ouvidos sempre atentos, buscava o local onde, parada, ela estaria à sua espera. Dormia pouco, voltemeia perdia a vista bela do próprio caminho em que estava. Nos momentos de contemplação, chorava por não ter tempo de viver aquela estrada, ansioso por chegar ao encontro de quem o aguardava – em algum lugar, num dia qualquer, à frente, costumava pensar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Conforme andava adiante, cresceram os dias atrás. Sem notar, seus pés haviam percorrido um infinito de chão e asfalto poeira e terra amassada. Parou – como há muito não fazia – e olhou ao redor. Notou as mãos mais fortes e ásperas, as pernas marcadas por trilhas e cortes. Debruçou-se sobre as águas de um lago. Seu rosto mudara muito desde o ponto de partida, e agora lembrava levemente as feições de seu pai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Uma e outra lágrima, aos poucos, escorreram. Ondas suaves formaram mandalas na água a seus pés. Pondo-se sentado, percebeu que perdera todas as referências de sua caminhada – não que a trilha tivesse sumido, mas agora percebia que existiam muitas trilhas em torno, e grande parte delas mostravam as marcas de seus próprios pés.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mergulhou-os na água, então – e por pouco não se rendeu à vontade de mergulhar por inteiro. Os sons da vida da mata aumentavam o canto dos pássaros e o caminho dos seres, agora. O som da caminhada – sua própria – havia se ausentado. Ele chorava, calmamente, sentado com os pés no lago.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De súbito ouviu novamente as palavras do caminho. Era velho nesse mundo e sabia que as estradas tinham voz, mas não conhecia – ao menos não com tanta familiaridade – a voz daquele caminho que chamava e cantava agora. Algo naquela música (ou lamento?) era familiar, sabia. Como algo ouvido antes há tempos, em outras terras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não retirou seus pés da água, apenas virou a face para ela, a estrada, que cantava um pouco além. E viu de dentro da terra da mata da estrada do vento os passos da menina – sua! – que beiravam as margens do lago.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ela vinha da frente, em seu caminho? Seguia o caminho oposto, ou trilhava os rastros deixados por ele? Talvez mesmo do lado... Não sabia. E, com os pés na água, descobriu que não importava saber quais caminhos tomar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Estendendo a mão para quem esperava encontrar, descobriu que importava, apenas, caminhar – por todos os caminhos possíveis – e era bom que, naquele momento, à beira do lago, os caminhos eternos de quem nunca pára tivessem parado. Juntos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-3773315900002718223?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/3773315900002718223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=3773315900002718223&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3773315900002718223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/3773315900002718223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/apelando-antigos-textos.html' title='apelando a antigos textos'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-194858077918078593</id><published>2008-04-05T20:00:00.003-03:00</published><updated>2008-04-05T20:27:05.260-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thiago Augusto Corrêa'/><title type='text'>Intervenção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olá, eu sou a folha de papel. Estou representando uma campanha de protesto contra os escritores e não quero que ninguém escreva sobre mim. Nós, folhas de papel tipo cartão da cor branca ou amarelada, estamos cansadas de ser matéria bruta para os livros regurgitantes que são impressos e lançados em nosso país.  Após anos de esculacho nacional resolvemos nos reunir em protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos transmitindo em uma freqüência em que apenas escritores sentirão um efeito colateral, causando dentro de sua massa encefálica um tédio tão grandioso que nem mesmo recontar a história da chapeuzinho lhes será possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos cabelos arrancados pelo chão e gritos desesperados por não mais criarem boas histórias. Por olharem sua estante de livros,  apreciando os grandes clássicos, e chorarem lágrimas piedosas por não conseguirem se quer uma ou duas frases de efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo o mau trato das folhas de papel, queremos mais histórias de qualidade e não mais vendidos sem valor algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Assinado,&lt;br /&gt;Associação dos Papéis Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(E que as musas ou os deusas me tragam boas vibrações para&lt;br /&gt;voltar a escrever de forma razoável. Amém.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://todomundomente.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-194858077918078593?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/194858077918078593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=194858077918078593&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/194858077918078593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/194858077918078593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/interveno.html' title='Intervenção'/><author><name>Thiago Augusto Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07749457949860646542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mbnd8I2k1Xs/SP1lIhVDXXI/AAAAAAAAAOY/ynjZnbcug3M/S220/charuto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1103739853622134823</id><published>2008-04-03T22:01:00.001-03:00</published><updated>2008-11-13T06:59:23.569-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinício dos Santos'/><title type='text'>Cigania</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/R_V-XcX7DVI/AAAAAAAAAK4/3BwvHYHaHWA/s1600-h/cigania.jpg"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/R_V-XcX7DVI/AAAAAAAAAK4/3BwvHYHaHWA/s1600-h/cigania.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 185px; height: 443px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/R_V-XcX7DVI/AAAAAAAAAK4/3BwvHYHaHWA/s400/cigania.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185189487205616978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cravada na região européia situada entre os Apeninos e o Pirineus, a mítica nação de Cigania é o país natal da grande massa de ciganos presentes no mundo todo. Rica em ouro e tecidos vermelhos, a Cigania conheceu o seu fim de uma maneira bastante trágica, através do enforcamento econômico.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A economia de Cigania, dependeu, por muitos e muitos anos, da leitura de mão dos turistas que visitavam o país. Porém, uma crise no turismo motivada pela ascensão de locais como Burkina Fasso, Ilhas Aiaiai e Américo Brasiliense, trouxe a derrocada da nação. Sem os turistas, os ciganos tiveram que se voltar ao mercado interno da leitura de mão, que logo se revelou completamente infrutífero: assim que um cigano estendia a mão perguntando a outro: “posso ler sua mão?”, um terceiro surgia e apanhava a mão do primeiro, dizendo: “não, deixa que eu leio a sua” e assim sucessivamente, até o movimento do Grande Êxodo em 1489, durante o qual o país foi completamente abandonado pelos nativos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;À época do Grande Êxodo, grande parte da população possuía todos os dentes de ouro, dada a abundância na nação: a líder da época, a excelentíssima Sandra Rosa Madalena, recomendou que todos vendessem seus dentes para comprar comida em outros países: o resultado foi ainda mais catastrófico: a população vendeu os dentes, adquiriu comida e simplesmente não pode mastiga-la, já que estavam todos banguelas. Tal pacote de medidas econômicas, conhecido como “não quero vê-los sorrir” culminou com a derrocada completa da Cigania.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mesmo depois de tanto tempo, a presença cigana na cultura do mundo é marcante: vários grupos de jovens ainda se deliciam com o ritmo quente dos Gipsy Kings, visto o sucesso da canção “djobi-djobá” como toque de celular. A comunidade cigana, aliás, de gaba da sua influência em diversos meios, como a literatura (o cigano que traça a virgem em &lt;i style=""&gt;the virgin and the gipsy&lt;/i&gt;, the D.H.Lawrence), o cinema (a Esmeralda do &lt;i style=""&gt;Corcunda de Notre-Dame&lt;/i&gt;) e as exposições de arte, que embora não sejam ciganas, ficam rodando o mundo como eles. Recentemente, a novela &lt;i style=""&gt;Explode coração&lt;/i&gt; trouxe à baila uma imagem fiel e bastante elogiada pela comunidade, a ponto do chefe atual, o cigano Igor, até ter realizado mesmo uma ponta na produção.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_vini.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1103739853622134823?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1103739853622134823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1103739853622134823&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1103739853622134823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1103739853622134823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/cigania.html' title='Cigania'/><author><name>Vinício dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10105584880820003226</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/TALIz9KPfbI/AAAAAAAACO0/771GLrbUFhw/S220/vinicio_grego.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MtP-h2NDFWg/R_V-XcX7DVI/AAAAAAAAAK4/3BwvHYHaHWA/s72-c/cigania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1764269842794174021</id><published>2008-04-01T15:56:00.001-03:00</published><updated>2008-04-05T20:24:20.999-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>Os Sonhos de Lúcia (fragmento)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lúcia acordou e pensou que talvez fosse melhor voltar a dormir. Lúcia voltou a dormir, e sonhou e seus sonhos eram cantigas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;[BERNARDO]:    Olá minha bela Lúcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[LÚCIA]:              Olá querido Bernardo,&lt;br /&gt;                         Que fazes aqui meu amado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[BERNARDO]:     Vim para curar minha angústia,&lt;br /&gt;                          Não sabes que sofro sem ti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[LÚCIA]:               Ah, Bernardo querido,&lt;br /&gt;                          Eu também tenho sofrido,&lt;br /&gt;                          Desta imensa falta de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os dois amantes,&lt;br /&gt;Em carícias constantes&lt;br /&gt;Em um beijo se uniram.&lt;br /&gt;E os olhos de Lúcia se abriram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lúcia acordou atordoada, com um sorriso no rosto. Que sonho estranhamente feliz! Há muito não tinha um amante, a felicidade arrefeceu... e pensou novamente, que talvez fosse melhor voltar a dormir. Lúcia voltou a dormir, e sonhou e seus sonhos eram cantigas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E Bernardo desta vez não havia.&lt;br /&gt;Onde ele estava Lúcia não sabia.&lt;br /&gt;E por paisagem tinha um plano vazio&lt;br /&gt;Onde os sonhos de Lúcia puseram um navio,&lt;br /&gt;Um navio?! Sim, em meio a um mar bravio.&lt;br /&gt;E se esse mar realmente existia,&lt;br /&gt;Lúcia não sabia, ela apenas dormia,&lt;br /&gt;Somente “os sonhos” de Lúcia sabiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve um diálogo,&lt;br /&gt;Somente um monólogo.&lt;br /&gt;Lúcia para o mar,&lt;br /&gt;Sua voz a cantar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[LÚCIA]:              Ó mar, quanto do teu sal são minhas lágrimas?&lt;br /&gt;                         Talvez todo esse mar sejam minhas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          Por onde andará Bernardo, diga-me ó mar.&lt;br /&gt;                          Enquanto espero a resposta, ponho-me a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as lágrimas encheram todo o vazio,&lt;br /&gt;E Lúcia acordou sentindo um arrepio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorou sentada na cama. Por onde andaria este seu amor perdido? Sorriu um pouco e pensou: “Como eu falo bonito dormindo.” E pensou que talvez fosse melhor voltar a dormir. O mundo tinha uma textura melhor em seus sonhos. Voltou a dormir, e sonhou e seus sonhos eram cantigas:(...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1764269842794174021?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1764269842794174021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1764269842794174021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1764269842794174021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1764269842794174021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/04/os-sonhos-de-lcia-fragmento.html' title='Os Sonhos de Lúcia (fragmento)'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-5101571973830308773</id><published>2008-03-30T13:54:00.000-03:00</published><updated>2008-03-30T13:57:15.078-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>o quereres</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ele queria escrever um texto ruim. Certamente não um mal-escrito, cheio de erros e com poucas concordâncias. Não. Esses eram textos que a toda hora – ou minuto – nasciam no mundo, e ele sabia que também eram, como filho feios, mostrados às pessoas todas, pelos pais, na pura ingenuidade de quem acha ter feito uma obra-prima.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ele queria escrever um texto ruim, com idéias ruins, ou uma só idéia ruim, que fosse. Queria uma má história, mais mal-feita que mal-contada. Claro, porque histórias mal-contadas são todas, ou a maioria, nos dias de hoje – que eram os dias dele. Para entrar nesse nada seleto clube de farsas, bastava que ele contasse uma história assim: “A família foi lá. Aí teve uma guerra, umas bombas, e tal. Aí a família se separou, porque o pai era irlandês e a mãe não. Aí tá! Aí a família ficou separada...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Antigamente se sabiam histórias. Sabiam-se contar, ele quer dizer. Porque se sabiam: “Sete anos de pastor Jacó servia...”. Eram boas e bem-contadas, eram histórias de verdade. Não essas coisas de hoje, vendidas a preços palatáveis sob rótulo de literatura.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ele pensou em começar a contar a história da felicidade: “A felicidade, prima rica da ilusão, dança entretida em meio ao mundo, sob o som de um marreco violinista. Eis que de repente...”. Mas parou. Era uma idéia ruim, mas não tão ruim quanto queria. Pensou, depois, em escrever sobre “o zelador do zoológico que, apaixonado pela irmã da girafa, abriu o portão de madrugada e cometeu um grande crime animal”. Certo, essa era ruim. Mas não descia bem – ou mal – por algum motivo. Talvez o pescoço longo... não se sabe.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ele se recusava veementemente a ouvir seu complexo de mal-escritor dizer que era pra desistir. Recusava com tanto ou mais ímpeto ao seu complexo de gênio, que dizia para escrever sobre não ter o que escrever. Ele só queria escrever um texto ruim, não podia ser tão difícil.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;E então teve a idéia. Escreveu: “Ele queria escrever um texto ruim. Certamente não um mal-escrito, cheio de erros...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-5101571973830308773?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/5101571973830308773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=5101571973830308773&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5101571973830308773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/5101571973830308773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/03/o-quereres.html' title='o quereres'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-694871017781453031</id><published>2008-03-24T14:25:00.001-03:00</published><updated>2008-03-24T14:39:21.687-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur Malaspina'/><title type='text'>A Morte dos Craques</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assisti por esses dias, novamente, o filme Pelé Eterno. É incrível o potencial que o futebol tem, ou tinha, de criar um clima de emoção e magia. Tinha, porque efetivamente, a muito eu já não vejo isso... a última copa do mundo foi das piores de todos os tempos, junto com 90 e 66, decepcionante, com técnica de menos e aquele horroroso jogo europeu, que privilegia a equipe e mata a individualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns críticos dizem que os jogadores brasileiros, por causa da imigração em massa, se adaptaram ao jogo europeu, isso é verdade, mas diferente do que muitos desses críticos dizem isso não é bom, não tínhamos que ter nos adaptado ao jogo deles, eles é que tinham que se adaptar ao nosso, afinal o nosso é melhor... e também não é uma vantagem nossos jogadores saberem como os europeus jogam e jogarem como eles, antigamente nossos craques ficavam por aqui, e ganhávamos deles mesmo assim. E não adianta vir com esse papo de que hoje em dia a marcação é mais dura... ela só é efetivamente mais dura, por que os "craques" de hoje não conseguem evitá-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assistam Pelé Eterno e vejam a marcação... são os mesmos beques brucutus, com os mesmos cravos indo de encontro as pernas dos craques, a diferença está efetivamente nos próprios craques... Pelé não é molóide como os "bons" jogadores de hoje, se a marcação vinha dura em cima dele, ele saía com um lance de gênio, assim eram também Garrincha, Tostão, Maradona, Zico, Rivellino, Sócrates, Platini, e muitos outros grandes. Não estou defendendo que os jogadores espetaculares pararam de surgir, mas sim que eles surgem e o "futebol" de hoje os elimina. Não é mais possível ser craque hoje em dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tivemos alguns grandes jogadores nos últimos tempos, como Ronaldo, limado pela preparação física equivocada e pela truculência de sempre. Porém, nas duas últimas décadas, 90 e 2000, somente 2 jogadores foram gênios: Romário e Zidane. Romário fez gols de todas as maneiras possíveis e inimagináveis, desde gols de artilheiro, até gols precedidos por jogadas geniais e a mídia que detesta qualidade e adora truques de circo, como os de Cristiano Ronaldo ou seu primo rico Ronaldinho Gaúcho, tentou de todas as maneiras diminuir os mil gols dele... ora! que diminuam, tirem os 100 gols que dizem que não valem, ainda assim ele só fez menos gols que Pelé e ainda assim ele foi o melhor atacante que o mundo já viu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Zidane é outro caso, um craque mais clássico, que jogou o que mais ninguém ousou jogar nestes tempos de lixo futebolístico. E como era fácil passar por esses refugos que habitam os gramados de hoje em dia, tão fácil pra ele quanto foi chapelar Ronaldo. A copa de 2006 foi o fim de Zidane e ele agonizava, porém não agonizava porque não tinha mais condições e sim porque tinha condições demais e adversários de menos. Seu talento absoluto não agüentou ter de disputar uma final contra um time ridículo como a Itália, que só se defendia e vivia de zagueiros e de volantes. Seu talento não agüentou ouvir ofensas de um beque medíocre e Zidane resolveu, mesmo que inconscientemente encurtar sua vida no futebol. Muitos julgaram infantil sua atitude de agredir Materazzi, talvez seja, porém mais agredido foi ele, de ter que jogar tantos anos sem ninguém a sua altura, e infantil é esse jogo que se joga hoje, onde um jogador vira "gênio" só de fazer um comercial de marca esportiva. Fico muito feliz que o grande Nelson Rodrigues tenha morrido antes de ver o futebol onde ele se encontra. No limbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://hanatirouprimeiro.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_art.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-694871017781453031?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/694871017781453031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=694871017781453031&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/694871017781453031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/694871017781453031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/03/morte-dos-craques.html' title='A Morte dos Craques'/><author><name>Arthur Malaspina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06668073684481589990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://3.bp.blogspot.com/_8C2xFk-faVU/SLgpmVFvm9I/AAAAAAAAAFE/1qd5CiGs4Ks/S220/luke+lego2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5657995764548981237.post-1307857251613596552</id><published>2008-03-22T15:57:00.000-03:00</published><updated>2008-03-22T15:58:01.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leandro Durazzo'/><title type='text'>V</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;O primeiro sinal foi um cacarejo disfarçado de espirro. Sem maiores sustos, sem muita preocupação. Durou um átimo e passou, uma pena voou da boca mas ele nem percebeu. Continuou comendo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Depois, uma semana depois, sentiu o intestino se contorcer. “Gases”, pensou, e continuou a falar de negócios durante o jantar. Mais um mal-estar, estômago grunhindo, um cacho de cabelo – da nuca – se enrolando em espiral. E só. O vinho era argentino.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Passou um mês, e dois, e mais. Daí foi que o baque veio forte. Deitado no sofá, assistindo ao jogo do verdão, ele sentiu a barriga crescer, crescer e doer como se uma faca entrasse nela. Ou, na verdade, saísse dela. O pote de batatas &lt;i&gt;chips&lt;/i&gt; caiu de cima da pança que já era enorme, e o umbigo começou a es rasgar. De dentro pra fora, abrindo um portal pras tripas todas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;As mãos dele agarraram forte as almofadas, enquanto um pedaço de bacon tapava a garganta, para que ele não gritasse. Um pedaço de bacon vindo de dentro, também, embora ele não se lembrasse de ter comido aquilo. Um pedaço de bacon cru e com gosto estranho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sem gritar, vendo sua barriga se romper, resolveu desistir e observar. Agüentando a dor, naturalmente, mas só observar. Qual não foi sua surpresa ao ver surgir, da barriga aberta, um casco e, logo depois, uma pata inteira? Mais um casco, duas patas, e em seguida um focinho e dois velhos chifres. A dor era insuportável, mas a cena o surpreendera tanto que nem sequer lembrava que aquela vaca saía de seu próprio corpo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quando a vaca já perambulava pela sala, derrubando vasos e fotos, do seu corpo ainda aberto ele viu sair um frango depenado. Sem bico, sem asas, sem ossos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Nuggets!”, pensou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://miseramesa.blogspot.com/"&gt;&lt;img src="http://geocities.yahoo.com.br/thagusuto/patacas/blog_le.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5657995764548981237-1307857251613596552?l=www.quatropatacas.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.quatropatacas.com.br/feeds/1307857251613596552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5657995764548981237&amp;postID=1307857251613596552&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1307857251613596552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5657995764548981237/posts/default/1307857251613596552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.quatropatacas.com.br/2008/03/v.html' title='V'/><author><name>Leandro Durazzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04046287961960132211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yYtQKO9HGXU/SQVX-2sVeXI/AAAAAAAAADk/cXV5JlYy8iY/S220/caminhante.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
